GIOVANNINO GUARESCHI: SOU UM REACIONÀRIO

 

Não mor­ro nem se me matarem”. Gio­van­ni­no Guareschi

Riscossa Cristiana
Paolo Giulisano
[Tradução de Gederson Falcometa]

Gio­van­ni­no Guareschi foi um homem de fortes paixões, e entre elas cer­ta­mente se encon­tra­va a políti­ca. Um empen­ho que se desen­volveu sobre­tu­do depois da trág­i­ca exper­iên­cia no cam­po de con­cen­tração nazista. O Guareschi de antes da guer­ra foi um homem muito difer­ente, que, como muitís­si­mos ital­ianos, tin­ha con­segui­do viv­er e tra­bal­har sem nec­es­sari­a­mente esposar as teses do Regime. Depois do retorno a casa em 1945, tudo mudou e Gio­van­ni­no se lançou com ardor na are­na jor­nalís­ti­ca políti­ca. Tin­ha vis­to o total­i­taris­mo fascista, nazista e tam­bém a lon­ga som­bra do Bolchevis­mo que avança­va sobre a Europa. Era mais que sufi­ciente.

Con­tin­uar Lendo →

P. CURZIO NITOGLIA: O DEVER DE PAGAR AS TAXAS JUSTAS

P. Curzio Nitoglia
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

O cristão não deve retro­ced­er, faz­er o papel de mod­er­a­do, do peren­e­mente con­de­na­do a per­plex­i­dade, a abstenção e a impotên­cia, deixan­do assim prati­ca­mente as filas do movi­men­to da história nas mãos daque­les que são menos dota­dos de escrúpu­los; o cristão, então, não deve recusar de usar a força jus­ta, quan­do for necessário de modo abso­lu­to” R. Piz­zorni

Introdução/atualidade

● Nestes últi­mos meses se fala muito do dev­er de pagar as taxas, do dano grave que acar­reta a Sociedade os eva­sores fis­cais. Todavia se omite de se recor­dar que exis­tem taxas jus­tas, que são pagas sob pena de peca­do mor­tal e crime penal, taxas injus­tas, que se podem evadir sem peca­do e sem crime e até mes­mo taxas intrin­se­ca­mente per­ver­sas, ou seja, dire­ta­mente con­trárias a lei div­ina, que não devem ser pagas mes­mo com risco para a própria vida. Neste arti­go bus­carei expor um resumo da dout­ri­na católi­ca tradi­cional a este respeito.

Con­tin­uar lendo →

P. CURZIO NITOGLIA: CARIDADE E JUSTIÇA SOCIAL COMO FUNDAMENTO DA POLÍTICA

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
Papa Gregório VII

 


                                                            Papa Gregório VII
             “Do desprezo do bem comum ou social um pode ser induzido a todos os pecados”
                          (S. Tomás de Aquino, S. Th., II-II, q. 59, a. 1).

Para o ‘bom gov­er­no’, que é a ver­dadeira vir­tude de ‘prudên­cia social’ ou seja, a políti­ca no sen­ti­do clás­si­co do ter­mo, é pre­ciso sobre­tu­do duas vir­tudes além da prudên­cia: a justiça e o amor nat­ur­al e sobre­nat­ur­al, que são sub­stan­cial­mente diver­sas da egal­itè et fra­ter­nitè da mod­ernidade. Aqui lhe estu­dare­mos na óti­ca social e não estre­ita­mente indi­vid­ual, porque nos ocu­pamos da filosofia políti­ca ou social, que estu­da a vida em comum ou em sociedade dos indi­ví­du­os home­ns, os quais se unem antes em uma família e depois em mais famílias, as quais for­mam uma sociedade ou polis (=cidade) e mais cidades for­man­do enfim um Esta­do. No arti­go sobre “Dire­ito nat­ur­al” pub­li­ca­do neste mes­mo site, vimos como a lei, é eter­na ou div­ina, nat­ur­al e pos­i­ti­va e como estas leis regem a sociedade e sem essas se cai inevi­tavel­mente na “dis-sociedade” ou dis­so­ci­ação anárquica, que é o ‘pés­si­mo gov­er­no’ [1]. No pre­sente arti­go nos ocu­pamos da justiça e da sua per­feição, que é a amizade ou amor (nat­ur­al ou sobre­nat­ur­al) [2], para colo­car bem a fogo que sem essa não é pos­sív­el uma ver­dadeira vir­tude de prudên­cia social ou políti­ca, vale diz­er o ‘bom governo’[3]. No livro em dois vol­umes cita­dos em nota, se afronta o tema da políti­ca enten­di­da por Aristóte­les e San­to Tomás de Aquino como vir­tude social, as suas bases metafísi­cas, a natureza, causa efi­ciente e final da sociedade, a sociedade inter­na­cional, a origem do poder, da tira­nia e do tiran­icí­dio, as três for­mas de gov­er­no (monar­quia, aris­toc­ra­cia e polí­cia), a realeza social de Cristo, as relações entre Esta­do e Igre­ja, o maquiavelis­mo como iní­cio da “políti­ca” mod­er­na, con­ce­bi­da de maneira diame­tral­mente opos­ta à políti­ca aris­totéli­ca-tomista como sep­a­ra­da da vir­tude e da moral e por isso ‘mau gov­er­no’ (1º vol­ume). No 2º vol­ume se afronta a prob­lemáti­ca das relações entre a vir­tude políti­ca clás­si­ca e as desvi­ações “políti­cas” mod­er­nas: a guer­ra jus­ta, a pena de morte, a tor­tu­ra e a represália, a questão social e a sua ver­dadeira solução con­tra os dois erros – por exces­so e por defeito – do cole­tivis­mo social­ista e do indi­vid­u­al­is­mo lib­er­al, da ver­dadeira natureza do comu­nis­mo, mes­mo daque­le de “ros­to humano”, ou seja, “euro comu­nis­mo” e do “cato-comu­nis­mo”, do lib­er­al­is­mo clás­si­co, da democ­ra­cia cristã, qual mod­ernismo social ou lib­er­al­is­mo-católi­co, do fas­cis­mo e do nazis­mo, mes­mo se estes dois capí­tu­los são data­dos (remon­tam ao ano de 2002) e, pen­so, exces­si­va­mente severos na críti­ca. Con­clusão a) dire­ito nat­ur­al, divi­no e pos­i­ti­vo; b) cari­dade e justiça são os dois pilares que regem a estru­tu­ra da prudên­cia social ou políti­ca clás­si­ca. Con­tin­uar lendo →

P. CARTECHINI, S.J.: CRITÉRIOS PARA RECONHECER AS VERDADES DOGMÁTICAS

Sim Sim Nao Nao - Concílio Vaticano I

PADRE SISTO CARTECHINI, S.J.
Roma, 15 de agos­to de 1953
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

 

Expos­to que coisa seja o dog­ma, é fácil con­hecer os critérios para esta­b­ele­cer quais sejam as sin­gu­lares ver­dades dog­máti­cas.

1 – O mag­istério solene dos Con­cílios

Antes de expor este critério, que é a via mais comum para deter­mi­nar a ver­dade de fé católi­ca, é pre­ciso faz­er algu­mas obser­vações impor­tantes.

Para que as decisões de um Con­cílio ten­ham val­or dog­máti­co, o Con­cílio deve ser ecumêni­co e legí­ti­mo, ape­nas em tal caso ele goza do caris­ma da infal­i­bil­i­dade. De fato, Jesus Cristo prom­e­teu a infal­i­bil­i­dade a Igre­ja uni­ver­sal e não as sin­gu­lares igre­jas par­tic­u­lares. Os Con­cílios par­tic­u­lares não são infalíveis: porém as suas decisões podem adquirir um val­or uni­ver­sal e defin­i­ti­vo, se em segui­da inter­vém a aprovação do romano pon­tí­fice. Assim, ocor­reu com o Con­cílio Con­tan­ti­nop­o­li­tano Iº  (em 381: D. 85), para o Cartag­inês con­tra os pela­gianos (em 418: D. 101 ss.), o Arau­si­cano con­tra os semi­pela­gianos (em Orange 529: D. 174 ss.). A autori­dade, por­tan­to, destes Con­cílios, se bem que em origem par­tic­u­lares, de fato é como aque­la dos Con­cílios ecumêni­cos.

Con­tin­uar lendo →

[TOLKENIANA] ÉOWYN: UMA MULHER COMO DEUS ORDENA

ISACCO TACCONI
Radio Spa­da
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

Devo con­fes­sar a min­ha obje­ti­va difi­cul­dade em escr­ev­er sobre a mul­her em ger­al e, no pre­sente caso, das fig­uras fem­i­ni­nas tolkieni­anas por uma dupla razão: 1) a criatu­ra «mul­her» é a meu ver um ver­dadeiro e próprio mis­tério ain­da não ple­na­mente com­preen­di­do, o qual papel teológi­co na história do mun­do e da Igre­ja é tão com­plexo quan­to cru­cial; 2) Os per­son­agens tolkieni­anos acres­cen­tam a essa com­plex­i­dade que definirei «ginecológ­i­ca», dos extratos e das nuanças numerosas ao menos quan­to refi­nadas. Por isso «o dev­er do necessário se tor­na árduo quase ao helêni­co tropo, e para não lançar fora as sementes con­ser­van­do sãos espíri­to e mente, vou bus­can­do luzes e graças Daque­le que ape­nas a recebe e dá em cópia a raça humana».Não por aca­so os poet­as de todos os tem­pos requer­eram o socor­ro de uma «Musa» (a par­tir da qual a «músi­ca»), espe­cial­mente para can­tar as vir­tudes e as graças de uma criatu­ra como a mul­her que, se inten­ta e se recol­he na piedade e a cari­dade, pode tornar sinal predile­to de coisas celestes.

Con­tin­uar lendo →

Powered by WordPress. Designed by WooThemes

Seguir

Obtenha todo novo post entregue na caixa de entrada do seu email.

Junte-se a outros seguidores