Nova edição do Sim Sim Não Não

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O marxismo de Gramsci e a religião

by Simsimnaonao on 05/06/2016 in Ano II – Nº01

 

Augusto del Noce 
Tradução: Gederson Falcometa
Centro Romano Incontri Sacerdotali,
documenti, Anno IV, n. 35,
Roma febbraio 1977

Gramsci: marxismo para o Ocidente

Qual lugar assegurar a Gramsci entre os teóricos ocidentais do comunismo? Um fato é incontestável: entre os teóricos ocidentais do comunismo, só Gramsci definiu uma linha política capaz de ter efeito nos países ocidentais. Uma vez que para o marxismo o filósofo, o historiador e o político são indistinguíveis, porque o critério de verdade é colocado para o marxismo na verificação histórica, parece legítimo concluir disto que se deve ver na posição gramsciana também o desenvolvimento mais rigoroso que o marxismo alcançou. Até agora, o marxismo não conseguiu vencer no Ocidente e com isso se universalizar. A possível vitória da ‘batalha do Ocidente’ torna o possível sinal da sua universalidade. Em todo o caso, é com o comunismo gramsciano que devemos fazer as contas.

Dito isto, devemos nos perguntar: existe para tal forma de marxismo uma possibilidade de conciliação, não só com o catolicismo, mas com qualquer posição de pensamento que admita uma realidade transcendente? Ou ao invés disso, o gramscismo contém a resposta decisiva, porém negativa, a qualquer possibilidade de diálogo?

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O latim, língua viva na Igreja

by Simsimnaonao on 05/06/2016 in Ano II – Nº01

Padre António Freire, S.J.

Ao cair da tarde de um dos dias primaveris do ano de 374, sobre a amurada de um dos navios ancorados no porto de Aquileia e prestes a levantar ferro, rumo a Dirráquio, um jovem de 27 anos aguardava, impaciente, o momento em que os escravos encarregados das mercadorias dos passageiros, corressem para as suas bagagens, que ele vigiava com olhar solícito e acrisolado carinho. A viagem ia ser longa e a sua equipagem, composta exclusivamente de preciosos pergaminhos latinos, reunidos em Roma «à custa de mil suores e fadigas», corria perigo.

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“São Déscartes” Padroeiro das feministas e não somente delas

by Simsimnaonao on 05/06/2016 in Ano II – Nº01

Sim Sim Não Não
[Tradução: Gederson Falcometa]

Do «homo faber» ao «homo fabricatus» e perenemente «fabricandus»

É a partir de Descartes que a inteligência atua a sua primeira e verdadeira prostituição a vontade de potência e se volve para o titanismo delirante de querer erigir a mente humana, não só a medida neoprotagorista de “todas as coisas”, mas a razão mesma do seu ser, do seu ser pelo seu decreto, a sua fábrica, a sua invenção. Se os antecedentes de um tal delírio estão já presentes no Humanismo com a bruniana mens insita omnibus ou com a verdadeira “indignidade” narcisista do mirandoliano “De hominibus dignitate”, para nos limitarmos a dar algum exemplo, é porém, sobretudo do cogito cartesiano que tem início a atividade dinamitada da inteligência humana nos confrontos daquele “secante obstáculo” que é a muda e nua objetividade das coisas. Do cogito em diante o domínio da mente se faz sempre mais totalitário e despótico, de maneira a ativar em seu interior uma espécie de inflexibilidade mecânica perceptiva que depois, por consubstancial dinamismo alucinatório, tem sempre mais a se especificar não só como recusa de qualquer evidência objetiva, mas sobretudo como ataque ab-rogativo nos confrontos da especificidade da pessoa e da sua dignidade e identidade real.

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