Archive | junho, 2012

PIO XII E A EXCOMUNHÃO DO COMUNISMO

DON CURZIO NITOGLIA

6 de março de 2010
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/PioXII_e_scomunica_comunismo.htm

Intro­dução: justiça e atu­al­i­dade da con­de­nação

Pio XII, através da Sagra­da Con­gre­gação do San­to Oficío emanou três doc­u­men­tos sobre a natureza do comu­nis­mo e a sua incom­pat­i­bil­i­dade com o cris­tian­is­mo.

1º)Um ‘Decre­to ger­al” (1º de jul­ho de 1949), que declara:

a) não ser jamais licí­to inscr­ev­er-se nos par­tidos comu­nistas ou dar a eles apoio, porque o comu­nis­mo é mate­ri­al­ista e anti­cristão;

b) que é veta­do difundir livros ou jor­nais, os quais sus­ten­tem a dout­ri­na e a práti­ca do comu­nis­mo mate­ri­al­ista e ateu;

c) que os fiéis, os quais real­izam com ple­na con­sciên­cia os atos proibidos, não podem rece­ber os Sacra­men­tos;

d) tam­bém que os bati­za­dos, os quais pro­fes­sam, defen­d­em ou propagam con­scien­te­mente a dout­ri­na ou a práti­ca comu­nista, incor­rem ipso fac­to em exco­munhão reser­va­da em modo espe­cial a San­ta Sé, enquan­to após­tatas da Fé católi­ca (a apos­ta­sia é uma pas­sagem da religião cristã a out­ra total­mente diver­sa – no caso o mate­ri­al­is­mo ateu – e por­tan­to mais grave que a here­sia e cis­ma, o qual seria pas­sar do catoli­cis­mo ao protes­tantismo ou “orto­dox­is­mo”).

2º) Uma “Declar­ação sobre o matrimônio” (11 de agos­to de 1949), a qual ensi­na que os escritos das seitas ateís­tas ou acatóli­cas, os quais são os comu­nistas mil­i­tantes, incor­rem no imped­i­men­to diri­mente [1] de religião mista [2], enquan­to ateus, devem sub­scr­ev­er as cauções que são requeri­das aos acristãos (batismo, edu­cação cristã dos fil­hos e remoção do peri­go de per­ver­são do con­jugue não comu­nista).

3º)um ‘Moni­to sobre a edu­cação da juven­tude’ (28 de jul­ho de 1950), con­tra os gen­i­tores que con­sen­tem aos fil­hos de serem inscritos na sociedade jovem per­ver­tidos (FCGI).

Con­tin­uar lendo →

Creio na Igreja «Una» – Reflexões em mérito ao conceito de plena e não plena comunhão

Don Davide Pagliarani

[Tradução Ged­er­son Fal­cometa]

 

 

 

É abso­lu­ta­mente insus­ten­táv­el o princí­pio de que a Unidade deve ser recom­pos­ta: é dev­i­do, ao invés, cumprir todos os esforços para recol­her os “sep­a­ra­dos” na Unidade que a Igre­ja jamais perdeu e jamais perderá“.

É ago­ra comum no vocab­ulário a expressão de “comu­nidade cristã” em “não ple­na comunhão” com a Igre­ja, e através deste con­ceito serem jus­ti­fi­cadas as inu­meráveis ini­cia­ti­vas ecumêni­cas as quais assis­ti­mos. Mas exam­i­nan­do-a à luz da dout­ri­na tradi­cional, desco­b­ri­mos que isso é incom­patív­el com a própria natureza da Igre­ja.

Con­tin­uar lendo →

Liberdade religiosa e tradição apostólica

Don Curzio Nitoglia

27 de maio de 2011
[Tradução Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/liberta_religiosa_e_tradizione.htm

 

 


O Decre­to sobre a Liber­dade Reli­giosa(Dig­ni­tatis humanae, 7 de dezem­bro de 1965) é uma con­tradição com a tradição apos­tóli­ca e o mag­istério con­stante da Igre­ja resum­i­do no Dire­ito Públi­co Ecle­siás­ti­co.

.  Se veja S. Gre­go­rio Nazianzeno (+ 390), Hom. XVIIS. Gio­van­ni Crisos­to­mo(+ 407),Hom. XV super IIam Cor.; S. Ambro­gio (+ 397), Ser­mo con­ta Aux­en­tium; S. Agosti­no (+ 430), De civ­i­tate Dei  (V, IX, t. XLI, col. 151 ss.); S. Gela­sio I (+ 496), Epist. ad Imper­at. Anas­ta­si­um I; S. Leone Mag­no(+ 461), Epist. CLVI3; S. Gre­go­rio Mag­no (+ 604),Reges­ta, n. 1819; S. Isidoro Da Siviglia (+ 636), Sent., III, 51; S. Nico­la I, Epis­tul. Pro­po­suer­a­mus quidam (865); S. Gre­go­rio VII (+ 1085), Dic­ta­tus Papae(1075), I epis­to­la a Erman­no Vesco­vo di Metz (25 agos­to 1076), II epis­to­la a Erman­no (15 mar­zo 1081); Urbano II (+ 1099), Epist. ad Alphon­sum VI regem; S. Bernar­do Di Chiar­avalle (+ 1173),Epis­to­la a papa Euge­nio III sulle due spade; Inno­cen­zo III (+ 1216), Sicut uni­ver­si­tatis con­di­tor (1198), Ven­er­a­bilem fratrem (1202), Novit ille (1204);Innocenzo IV (+ 1254),Aeger cui levia (1245); S. Tom­ma­so D’Aquino (+ 12074), In IVum Sent., dist. XXXVII, ad 4;Quaest. quodlib., XII, a. 19; S. Th., II-II, q. 40, a. 6, ad 3; Quodlib. XII, q. XII, a. 19, ad 2; Boni­fa­cio VIII(+ 1303), Bol­la Unam sanc­tam (1302); Caje­tanus (+ 1534), De com­para­ta auc­tori­tate Papae et Con­cilii, tratt. II, pars II, cap. XIII; S. Rober­to Bel­larmi­no (+ 1621), De con­tro­ver­si­is; F. Suarez (+ 1617), Defen­sio Fidei catholi­cae;.Gre­go­rio XVIMirari vos(1832); Pio IXQuan­ta cura eSyl­labus (1864); Leone XIIIImmor­tale Dei (1885), Lib­er­tas(1888); S. Pio X, Vehe­menter (1906); Pio XIUbi arcano (1921), Quas pri­mas (1925),Pio XIIDis­cur­so aos juris­tas Católi­cos Ital­ianos, 6 dicem­bre 1953.

  Con­tin­uar lendo →

Exercício de exegese da Tradição: De João Paulo II a Mons. Bernard Fellay

Gio­van­ni Ser­vo­dio

[Tradução Ged­er­son Fal­cometa]

Pas­saram-se quase 24 anos daque­le fatídi­co 1988, quan­do João Paulo II no Motu Pro­prio Eccle­sia Dei Adaflic­ta, escrevia: «A raiz deste ato cis­máti­co [a con­sagração dos 4 Bis­pos da FSSPXé detec­táv­el em uma incom­ple­ta e con­tra­ditória noção de Tradição. Incom­ple­ta, porque não tem sufi­cien­te­mente con­ta do caráter vivo da Tradição (…)con­tra­ditória uma noção de Tradição que se opõe ao Mag­istério uni­ver­sal da Igre­ja, do qual é deten­tor o Bis­po de Roma e o Cor­po dos Bis­pos».

Sem esta incom­ple­ta e con­tra­ditória noção de Tradição, enten­dia João Paulo II, Mons. Lefeb­vre não teria “rompi­do o vín­cu­lo ecle­sial” com o Papa.

 

Neste perío­do de tem­po sem­pre cresceu mais a atenção por está prob­lemáti­ca, com con­sid­er­ações que, porém con­tin­uaram a con­fir­mar as duas diver­sas posições, aque­la do Vat­i­cano e aque­la da Frater­nidade São Pio X.

Con­tin­uar lendo →

Fusão das fontes da Revelação com o absorvimento da Tradição pelas Sagradas Escrituras

Maria Guar­i­ni
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

A Igre­ja é a guardiã do depósi­to sagra­do da ver­dade rev­e­la­da, em ordem aos quais são usa­dos dois ter­mos chave: Sal­va­guar­da e Trans­mis­são.  O primeiro indi­ca o dev­er e a função da Igre­ja de guardar as ver­dades rev­e­ladas assim como as rece­beu, sem mudança, acrésci­mo ou amputação; o segun­do indi­ca que a Igre­ja tem o dev­er e a função de trans­mi­tir a todas ger­ações tudo aqui­lo que rece­beu e somente isto.

A Con­sti­tu­ição dog­máti­ca sobre a Div­ina Rev­e­lação, a Dei Ver­bum, no III. Cap. Pará­grafo 7–10 tem por obje­to A trans­mis­são da Rev­e­lação. O pará­grafo 9 san­ciona a relação entre Escrit­u­ra e Tradição, o 10 aque­le entre Tradição-Escrit­u­ra e Igre­ja-Mag­istério. Exata­mente aqui ocorre a con­fusão com a expressão “coa­les­cunt un unum”, referi­da aos três con­ceitos: Escrit­u­ra, Tradição e Mag­istério. E então Escrit­u­ra, Tradição e Mag­istério tor­nam-se todos um, assim “não podem exi­s­tir inde­pen­den­te­mente”.

Con­tin­uar lendo →

Powered by WordPress. Designed by WooThemes

Seguir

Obtenha todo novo post entregue na caixa de entrada do seu email.

Junte-se a outros seguidores