Archive | agosto, 2012

O PRÍNCIPE CRISTÃO CONTRA O PRÍNCIPE DE MAQUIÁVEL

O PRÍNCIPE CRISTÃO CONTRA O PRÍNCIPE DE MAQUIÁVEL

DON CURZIO NITOGLIA

[tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

20 abril 2010

http://www.doncurzionitoglia.com/Principe_Cristiano_Vs_Principe_Machiavelli.htm

Intro­dução

Maquiáv­el, depois de Dante e mais que Dante, nega a ordem políti­ca indi­ca­da por S. Tomás no De regimine prin­cipum. O Aquinate quis reunir a Sociedade a Deus, Maquiáv­el que­ria uma políti­ca autôno­ma da moral e de Deus. O príncipe de Maquiáv­el é o opos­to perdiametrum do príncipe de S. Tomás, e pro­duzirá a sep­a­ração entre políti­ca e éti­ca, entre Esta­do e Igre­ja. Se para S. Tomás a sociedade deve ser orde­na­da a Deus por aque­les que gov­er­nam para Maquiáv­el o que con­ta não é o fim últi­mo, mas o inter­esse egoís­ta do príncipe. Segun­do Maquiáv­el, segui­do por Niet­zche e os neo-pagãos, o cris­tian­is­mo fez os romanos covardes e vis, fazen­do o Império entrar em colap­so; será tare­fa de Rib­adeneyra, Belarmi­no e Vieira, refutá-los e demon­strar que os cristãos, naqui­lo que diz respeito a sua vida pri­va­da, pre­cisam ser humildes e man­sos; mas quan­do é pre­ciso defend­er a fé e a pátria tor­nam-se cora­josís­si­mos, e a história do I sécu­lo d.C. até o sécu­lo XX ampla­mente o demon­stra. Maquiáv­el – como já vimos – é cíni­co, ímpio, acristão, pagão; para ele a religião pode ser boa somente se serve os inter­ess­es do príncipe “volpe e leão”; os três jesuí­tas que citei mostram que a políti­ca, como éti­ca social, é toda con­trária daque­la maquiavéli­ca, que então é a mod­er­na e a atu­al, com todos os maus exem­p­los que temos debaixo dos olhos, a nív­el políti­co e tam­bém ecle­sial.

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Doutrina da Igreja Católica a respeito do uso dos livros sagrados

Da: Jean-Bap­tiste. Mal­ou, La lec­ture de la Sainte Bible en langue vul­gaire, tomo I, Lovanio – Pari­gi – Bonn 1846 pag. 27–37.

Jean-Bap­tiste Mal­ou

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

A leitu­ra da Sagra­da Bíblia em lín­gua vernácu­la (I)

 

 

I.

Dout­ri­na da Igre­ja Católi­ca a respeito do uso dos livros sagra­dos

Nós acred­i­ta­mos que as Sagradas Escrit­uras foram dadas a Igre­ja para instru­ir todos os fiéis, e que foram par­tic­u­lar­mente con­fi­adas aos pas­tores, afim de que as con­ser­vassem intac­tas e puras em meio às vicis­si­tudes e rev­oluções das sociedades humanas, afim de que ess­es fizessem dela a base de seu ensi­na­men­to. Acred­i­ta­mos que con­tém a maior parte das ver­dades rev­e­ladas, e que a Igre­ja docente, isto é, o cor­po dos pas­tores, o suces­sor de Pedro como chefe, rece­beu a mis­são de inter­pretá-la de for­ma autên­ti­ca por meio da tradição vivente, por ela con­ser­va­da em seu próprio seio em vir­tude da autori­dade rece­bi­da do Sal­vador. Acred­i­ta­mos que as Sagradas Escrit­uras em várias cir­cun­stân­cias são sufi­cientes por si só, para con­fundir a here­sia se enten­di­das no sen­ti­do atribuí­do a elas pelos SS. Padres e con­forme­mente às decisões ante­ri­ores da Igre­ja; mas acred­i­ta­mos ain­da com Ter­tu­liano que não são sus­cep­tíveis de resolver defin­i­ti­va­mente e abso­lu­ta­mente algu­ma con­tro­vér­sia quan­do sep­a­radas do princí­pio de autori­dade e se lhe deter­mine o sen­ti­do segun­do opiniões pre­con­ce­bidas ou segun­do sis­temas humanos; neste últi­mo caso, elas para servir-nos da expressão enér­gi­ca daque­le Doutor Africano, servem ape­nas para tur­bar o estô­ma­go e o cére­bro [1]. Acred­i­ta­mos que a Escrit­u­ra não con­tém todas as ver­dades rev­e­ladas, mas acred­i­ta­mos que a sua leitu­ra seja necessária aos pas­tores de almas e que pos­sa ser útil a todos os fiéis que são prepara­dos para esta mes­ma leitu­ra; acred­i­ta­mos que jamais Deus orde­nou a todos os cristãos de lerem a Sagra­da Bíblia e atin­gir com os seus próprios esforços o con­hec­i­men­to da rev­e­lação; acred­i­ta­mos que os fiéis lucram com as Sagradas Escrit­uras se colo­cam aten­ta­mente e docil­mente o ouvi­do ao ensi­na­men­to dos seus pas­tores, e acred­i­ta­mos que a Igre­ja teve legí­ti­mos motivos para esta­b­ele­cer e mod­i­ficar as leis dis­ci­pli­nares ou os cos­tumes locais que restringi­ram ou enco­ra­jaram em épocas difer­entes o uso dos livros sagra­dos entre os lei­gos.

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CONCILIARISMO E GALICANISMO

 

DON  CURZIO  NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

31 mar­zo 2010

http://www.doncurzionitoglia.com/conciliarismo_e_gallicanesimo.htm

 

 

 

 

File:Richental Konzilssitzung Muenster.jpg

Con­cílio de Con­stança

 

Roma é o ulti­mo refú­gio daque­les que erraram e se arrepen­der­am

con­tra a dureza daque­les que pen­sam não ter nun­ca erra­do”.

 

O Con­cil­iaris­mo

·        É um erro ecle­si­ológi­co, segun­do o qual o Con­cílio Ecumêni­co [1] é supe­ri­or ao Papa. A origem remo­ta deste se encon­tra no princí­pio jurídi­co con­ti­do no Decre­to de Gra­ciano, (dist. XL, c.6) do Sécu­lo IV, segun­do o qual o Papa pode ser jul­ga­do por um Con­cílio Ecumêni­co “imper­feito” (sine Papaem caso de here­sia.

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A DEMOCRACIA CRISTÃ E O MODERNISMO

Dom Romolo Murri, Dom Luigi Sturzo e Alcide De Gasperi

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

24 giug­no 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/democrazia_cristiana_e_modernism.htm

A questão democristã

Dom Dário Com­pos­ta escreve: “O mod­e­lo ide­al “DC” se pode definir […] como políti­ca pro­gres­sista e acon­fes­sion­al(1). Essa é um par­tido de cen­tro que olha à esquer­da, como dizia Alcide de Gasperi. Don Com­pos­ta dis­tingue três tipos de católi­cos:

«a) Os cristãos soci­ais, que rejeitam os princí­pios da Rev­olução France­sa, por aderirem a dout­ri­na social e políti­ca do Mag­istério Ecle­siás­ti­co;

b) Os cristãos lib­erais, que param na metade do cam­in­ho entre a idéia da rev­olução e o ensi­na­men­to da hierárquia católi­ca.

c) Os democ­ratas cristãos, que, enquan­to acol­hen­do um cer­to sen­ti­do ou uma inspi­ração vaga­mente cristã, se man­tiver­am laicis­tas e se ori­en­taram pela teo­ria rela­ciona­da a rev­olução france­sa; eles tiver­am como decanos na França; Lamen­nais, Saugn­er e Mar­i­tain e na Itália­Mur­ri-Stur­zo-De Gasperi. Os democ­ratas cristãos – con­tin­ua Dom Com­pos­ta – “tin­ham se con­ven­ci­do de que o pen­sa­men­to social católi­co de algu­ma for­ma dev­e­ria se rec­on­cil­iar com a situ­ação de fato […] e aban­donar a intran­sigên­cia (2). A “DC” pen­sa que a rev­olução france­sa foi um fenô­meno divi­no e pos­i­ti­vo, que toda for­ma de gov­er­no não democráti­ca cristã é ina­ceitáv­el e anti­cristã. Dom Romo­lo Mur­ri, fun­dador da “Liga democráti­ca nacional” (3), foi con­de­na­do jun­to com sua “Liga”, e exco­munga­do como mod­ernista em 28 de jul­ho de 1906. Dom Stur­zo foi mais hábil, porque não quis se envolver de modo aber­to, com o mod­ernismo, mes­mo que pos­suísse idéias pro­gres­sis­tas e mod­ern­izantes, ele fun­dou o “PPI”, que foi sev­era­mente crit­i­ca­do pelo Padre Agosti­no Gemel­li,  Mon­sen­hor­Francesco Olgiati e pelo Cardeal Pio Bog­giani, Arce­bis­po de Gêno­va, que em 5 de agos­to de 1920 pub­li­ca­va uma “Car­ta Pas­toral” onde colo­cou luz sobre os graves erros do “PPI”:

a) Eman­ci­pação da Hierárquia ecle­siás­ti­ca;

b) Exal­tação da liber­dade como val­or abso­lu­to  em con­luio com os lib­erais;

c) derivação  de sua teo­ria políti­ca a par­tir dos princí­pios da rev­olução france­sa.

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