Archive | julho, 2015

Dogmas mutáveis¹.

Padre Gui­do Matius­si 

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

Virá o dia que um Con­cílio adap­tará a religião aos novos tem­pos, expon­do-a segun­do as idéias ago­ra aceitadas, como o Con­cílio de Tren­to por sua vez a expôs segun­do as idéias escolás­ti­cas. Assim muitos dizem, e mais despu­do­rada­mente que out­ros, Loisy“.

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Liberalismo e modernismo

PADRE CURZIO NITOGLIA

28 de maio de 2011
[Tradução Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/liberalismo_e_modernismo.htm

Nada além do homem, nada para fora do homem, nada sem o homem. Este é o clí­max do lib­er­al­is­mo que se chama mod­ernismo”. (Luis Bil­lot)

I) O lib­er­al­is­mo

O Cardeal Luis Bil­lot refutou de for­ma con­cisa e agudís­si­ma tan­to o lib­er­al­is­mo (De Eccle­sia Christi. Tomo II, De abi­tu­dine Eccle­si­ae ad civilem Soci­etatem, III ed., Roma, Gre­go­ri­ana, 1929, Quaes­tione VIII, De errore lib­er­al­is­mi et vari­is ejus formis, pp. 21–63) como seu fil­ho o mod­ernismo ( De vir­tutibus infu­sis, Roma, Gre­go­ri­ana, 1928, De objec­to Fidei, pg. 264–272).

O princí­pio lib­er­al

No que diz respeito ao lib­er­al­is­mo Bil­lot expli­ca que essa é a dout­ri­na que quer eman­ci­par ou “lib­er­tar” o homem de Deus, da sua Lei, da sua rev­e­lação e da sua Igre­ja, tan­to indi­vid­ual como social­mente. Para obter isso, colo­ca a liber­dade como um fim e bem supre­mo, o que sub­sti­tui Deus, com a “liber­dade “.

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PAULO VI, JOÃO PAULO II E A HERMENÊUTICA DA CONTINUIDADE

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
9 fevereiro de 2011

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PAULO VI
PAULO VI denun­ciou “uma fal­sa e abu­si­va inter­pre­tação do Con­cílio, que seria uma rup­tura com a Tradiçãotam­bém doutri­nal, chegan­do ao repú­dio da Igre­ja pré-con­cil­iar, e a licença de con­ce­ber uma “nova” Igre­ja, quase re-inven­ta­da do seu inte­ri­or, na con­sti­tu­ição, no dog­ma, no cos­tume e no dire­ito (Declar­ação con­cil­iar de “6 de março de 1964”, repeti­da em “16 de novem­bro de 1964). Sem­pre PAULO VI, em setem­bro-out­ubro de 1964, durante o perío­do “obscuro” – como o chamavam os ino­vadores – no qual a ofen­si­va do Coe­tus Inter­na­tion­alis Patrum e dos cardeais mais anti-mod­ernistas da Cúria Romana se fez sen­tir mais forte­mente, disse que a Cole­gial­i­dade dev­e­ria ser lida “em conexão com o Con­cílio Vat­i­cano I” (o qual ao invés, é a apo­teose do Pri­ma­do monárquico do Papa e por­tan­to exata­mente opos­to da cole­gial­i­dade epis­co­pal), do qual o Vat­i­cano II é “a con­tin­u­ação lóg­i­ca”(1). Tam­bém ain­da PAULO VI nes­ta óti­ca da con­tinuidade em “18 de novem­bro de 1965” infor­mou o Con­cílio que “seria intro­duzi­da a causa de beat­i­fi­cação de Pio XII e João XXIII”(2). Jan Grooaters expli­ca que “uma das maiores pre­ocu­pações” de PAULO VIfoi a preparação dos fiéis, mas sobre­tu­do dos sac­er­dotes, para a recepção do Con­cílio: mais que os out­ros, ele tin­ha com­preen­di­do que o des­ti­no do Vat­i­cano II seria deci­di­do no desen­volvi­men­to pós-con­cil­iar. […] Pela neces­si­dade de refor­mar a Cúria Romana, de con­vertê-la de qual­quer modo ao Con­cílio, mas ao mes­mo tem­po de reasse­gu­rar…[…]. Foi toca­do a desem­pen­har uma tare­fa de sen­tinela, ten­do, em algu­mas cir­cun­stân­cias relações muito estre­itas com a opinião públi­ca da Igre­ja que com o Con­cílio e a Cúria […] para asse­gu­rar o máx­i­mo pos­sív­el o con­tín­uo pedi­do do pós-con­cílio. […]. Pre­ven­do no futuro causas de ten­são, PAULO VI que­ria dar a atu­ação do ren­o­va­men­to um rit­mo o quan­to pos­sív­el Uni­forme, exor­tan­do os retar­datários a apres­sar o pas­so e moderan­do a impaciên­cia de quem que­ria estar muito a frente de seu tem­po. […]. O Papa pare­cia pre­ocu­pa­do em faz­er qual­quer con­ceção a cor­rente minoritária [anti-mod­ernista], para obter na votação final um resul­ta­do o mais pos­sív­el viz­in­ho a unân­im­i­dade moral […] No começo do quar­to e últi­mo perío­do do Con­cílio (“setem­bro de 1965”), sen­tiu-se que a ação do Papa tin­ha assum­i­do um carác­ter mais dire­ti­vo, para­le­la­mente a enfraque­cer como lead­er­ship da cor­rente majoritária. Se disse então que “os heróis estavam cansa­dos” e que os Bis­pos dese­javam voltar para casa. […]. Se deve a PAULO VI o méri­to de ter agi­do em sen­ti­do “mais pro­gres­sista” do que a maio­r­ia dos Bis­pos con­cil­iares. Deve­mos recon­hecer que um dos prin­ci­pais méri­tos de Paulo VI na imple­men­tação do Vat­i­cano II con­sis­tiu em preparar as condições para que sua atu­ação se pro­lon­gasse no tem­po e que fos­se então con­cil­iáv­el com o con­tex­to e os cos­tumes de toda a Igre­ja. Em con­clusão, PAULO VI parece que havia sobre­tu­do tra­bal­ha­do para traduzir o even­to con­cil­iar em insti­tu­ição”(3). PAULO VI no dis­cur­so ao Sacro Colé­gio dos Cardeais em “23 de jun­ho de 1972” denún­ciou ““uma fal­sa e abu­si­va inter­pre­tação do Con­cílio, que seria uma rup­tura com a Tradição, tam­bém doutri­nal, chegan­do ao repú­dio da Igre­ja pré-con­cil­iar, e a licença de con­ce­ber uma “nova” Igre­ja, quase re-inven­ta­da do seu inte­ri­or, na con­sti­tu­ição, no dog­ma, no cos­tume e no dire­ito”.

Carta de um Padre perplexo a “La tradizione cattolica”

 

 Don Curzio Nitoglia
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

PRIMEIRA PARTE

A ASSISTÊNCIA A MISSA TRADICIONAL

 

A posição da “La Tradizione Cat­toli­ca”

La Tradizione Cat­toli­ca”, orgão ofi­cial do ‘Dis­tri­to Ital­iano’ da ‘Frater­nidade Sac­er­do­tal  São Pio X’ (de ago­ra em diante ‘FSSPX’) no n.° 86, 1/2013 (pg. 21) afir­ma:

Quan­to a Mis­sa Tradi­cional cel­e­bra­da pelos sac­er­dotes que fazem profis­são de aceitar os erros do Con­cílio, ou aque­las cel­e­bradas em vir­tude do Motu Pro­prio […], deve­mos estar aten­tos não quan­to a fé pes­soal do cel­e­brante, mas aque­la de que se faz profis­são explíci­ta naque­la par­tic­u­lar cel­e­bração. Se se entende explici­ta­mente cel­e­brar em vir­tude do Motu Pro­prio, que assim­i­la o rito anti­go ao novo (e que na instrução aplica­ti­va requer, como o vel­ho indul­to, a adesão ao Con­cílio), é óbvio que se está par­tic­i­pan­do da profis­são de uma fal­si­dade, e deve­mos nos abster dis­so”.

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