Archive | fevereiro, 2016

Padre Sisto Cartechini, S.J.: A Igreja, os milagres, as aparições e as relíquias.

Extra­to
do
Capí­tu­lo XIII
Em quais coisas a Igre­ja
não é infalív­el
 
Do livro: Da opinião ao Dog­ma
15 de agos­to de 1953
Padre Sis­to Carte­chi­ni, S. J.
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
 
 
Mila­gres, aparições e relíquias
 
Espe­cial­mente entorno aos mila­gres anti­gos, não aque­les nar­ra­dos na Sagra­da Escrit­u­ra, são trans­mi­ti­dos algu­mas coisas que são fru­to de ver­dadeira imag­i­nação. Quan­do se tra­ta então de mila­gres, rev­e­lações pri­vadas ou aparições, de muitos fatos da vida de qual­quer san­to ou tam­bém de relíquias, isto se pode diz­er e reter: na aprovação da parte da Igre­ja dos mila­gres no proces­so de can­on­iza­ção de qual­quer san­to, ou daque­les mila­gres referi­dos no bre­viário ou tam­bém da insti­tu­ição de qual­quer fes­ta espe­cial para uma aparição, como aque­la de Lour­des, de São Miguel Arcan­jo, da transladação da San­ta Casa de Lore­to, ou da aut­en­ti­ci­dade e do cul­to de qual­quer relíquia, como a Esca­da san­ta, a Igre­ja entende pro­nun­ciar-se ape­nas por uma prob­a­bil­i­dade e uma certeza pura­mente humana e mais práti­ca, que seja sufi­ciente para favore­cer o cul­to.

Tudo isto merece só aque­la pia adesão e reverên­cia que é dev­i­da a Igre­ja tam­bém para aque­las coisas nas quais ela não é infalív­el, e não exige um ato de fé. Assim, se alguém negasse que a B. Virgem ten­ha sido apre­sen­ta­da ao tem­p­lo ou várias aparições, não come­te­ria nen­hum peca­do con­tra a fé, bem que pode­ria pecar por out­ras razões e ain­da grave­mente, nem pode­ria sem grave moti­vo, ao menos pub­li­ca­mente, ensi­nar uma opinião diver­sa.

Sobre Escandalizar-se

Cap. VIII das
Con­fer­ên­cias Espir­i­tu­ais

(Lon­dres, 1859)

Padre Fred­er­ick William FABER (1814–1863),
do Oratório

 

Causar escân­da­lo é fal­ta grave, mas rece­ber escân­da­lo é fal­ta mais grave ain­da. Impli­ca maior mal­dade em nós e faz maior dano aos out­ros.

Nada escan­dal­iza mais rápi­do do que a rapi­dez em se escan­dalizar. Vale a pena con­sid­er­ar­mos isso. Pois encon­tro numerosís­si­mas pes­soas mod­er­ada­mente boas que pen­sam que não tem prob­le­ma escan­dalizar-se. Con­sid­er­am isso uma espé­cie de pro­va de sua própria bon­dade e de del­i­cadeza de con­sciên­cia, quan­do na real­i­dade é somente pro­va de sua pre­sunção des­or­de­na­da ou então de estu­pid­ez extrema. É um infortúnio para elas quan­do é este últi­mo o seu caso, pois então ninguém tem cul­pa além da natureza inculpáv­el. Se, como dis­ser­am alguns, o homem estúpi­do não pode ser San­to, ao menos sua estu­pid­ez nun­ca poderá faz­er dele um pecador. Ade­mais, as pes­soas em questão pare­cem muitas vezes sen­tir e agir como se a sua profis­são de piedade envolvesse algu­ma espé­cie de des­ig­nação ofi­cial para escan­dalizar-se. É o negó­cio delas rece­ber escân­da­lo. É seu modo de teste­munhar a Deus. Demon­straria culpáv­el inér­cia na vida espir­i­tu­al se não se escan­dal­izassem. Pen­sam que sofrem muitís­si­mo enquan­to estão se escan­dal­izan­do, ao pas­so que, na ver­dade, gostam dis­so impres­sio­n­an­te­mente. É uma agi­tação praze­rosa, que diver­si­fi­ca deli­ciosa­mente a monot­o­nia da devoção. Elas, na real­i­dade, não caem por causa do peca­do de seu próx­i­mo, nem o peca­do dele por si só as detém no cam­in­ho da san­ti­dade, nem tam­pouco amam menos a Deus por causa daque­le peca­do: todas coisas que dev­e­ri­am estar impli­cadas no rece­ber escân­da­lo. Mas elas tropeçam de propósi­to e cuidam que seja diante de algu­ma fal­ta de seu próx­i­mo, para que pos­sam chamar a atenção para a difer­ença entre ele e elas próprias.

Há cer­ta­mente muitas causas legí­ti­mas para escan­dalizar-se, mas nen­hu­ma mais legí­ti­ma do que a facil­i­dade quase jac­tan­ciosa de se escan­dalizar que car­ac­ter­i­za tan­tas pes­soas suposta­mente reli­giosas. O fato é que pro­porção imen­sa de nós é fariseu. Para cada homem piedoso que tor­na a piedade atraente, há nove que a tor­nam repug­nante. Ou, noutras palavras, somente uma em cada dez pes­soas rep­utadas espir­i­tu­ais é real­mente espir­i­tu­al. Aque­le que, durante vida lon­ga, mais se escan­dal­i­zou, fez mais injúria à glória de Deus e foi, ele próprio, pedra de tropeço real e sub­stan­cial no cam­in­ho de muitos. Foi ele fonte ines­gotáv­el de odiosa desed­i­fi­cação para os pequenos de Cristo. Se um dess­es tais ler isto, escan­dalizar-se-á de mim. Tudo aqui­lo de que ele não gos­ta, tudo aqui­lo que o desvia de sua maneira estre­i­ta de ver as coisas, é para ele um escân­da­lo. É o modo fari­saico de expres­sar difer­ença de opinião.

Os home­ns gostam mar­avil­hosa­mente de ser papas, e o mais enfadon­ho dos home­ns, se ao menos tiv­er, como cos­tu­ma ter, obsti­nação pro­por­ciona­da à sua enfadon­hice, pode na maio­r­ia das viz­in­hanças esculpir para si um pequeno papa­do; e se à sua enfadon­hice ele con­seguir acres­cen­tar pom­posi­dade, poderá reinar glo­riosa­mente, pequeno con­cílio ecumêni­co local em sessão inter­mi­tente durante todas as qua­tro estações do ano. Quem tem tem­po sufi­ciente, ou âni­mo sufi­ciente, ou esper­ança sufi­ciente, para ten­tar per­suadir a ess­es home­ns? Eles não nos são sufi­cien­te­mente inter­es­santes para serem dig­nos de os per­suadirmos. Deix­e­mo-los a sós com a sua glória e a sua feli­ci­dade. Ten­te­mos per­suadir a nós mes­mos. Nós mes­mos não nos escan­dal­izamos com demasi­a­da fre­quên­cia? Exam­inemos a questão e vejamos.

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Não há nada de açúcar no bolo

 

Uma pes­soa me envi­ou o link, para o tex­to de um ami­go que crit­i­ca a afir­mação de que a posição do Padre Car­do­zo “não existe nada de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar” é uma for­ma de sede­va­can­tismo abso­lu­to (ecle­si­ava­can­tismo). O tex­to foi escrito por um ami­go, que tam­bém jul­go não ser necessário citar o nome pelas mes­mas razões que ele não o faz. Sobre o tex­to, ten­ho a diz­er o que poderá se ler abaixo.

Uma empre­sa só faz um recall, porque há algo dela no automóv­el que é seu obje­to. Assim,  por exem­p­lo, um defeito em um Gol obje­to de recall, não sig­nifi­ca que nele “não há nada da Volk­swa­gen”. Sig­nifi­ca que nele há algo da Volk­swa­gen com defeito. Somente no caso, de um veícu­lo de out­ra mon­ta­do­ra, é que se pode diz­er que ele não tem nada da mon­ta­do­ra con­cor­rente, ou seja, a Ford não pode con­vo­car um recall do Gol, porque no Gol “não há nada da Ford”.  A questão ver­sa sobre o sig­nifi­ca­do do ter­mo “não há nada de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar”, para a qual essa analo­gia não acres­cen­ta nada, uma vez que o defeito em um Gol, não é o sufi­ciente para que se pos­sa afir­mar “não há nada da Volk­swa­gen no Gol”.

No que diz respeito a Mis­sa Tri­denti­na, por ordem do Con­cílio de Tren­to se pub­li­cou o “De def­fectibus in cel­e­bra­tione mis­sarum ocor­ren­tibus”, onde con­stam todos os defeitos que podem tornar uma Mis­sa invál­i­da ou com out­ros que impli­cam em algum peca­do de maior ou menor gravi­dade. Para que se pos­sa diz­er que uma Mis­sa não ten­ha nada de católi­co é pre­ciso que não ten­ha for­ma, matéria e o sac­er­dote val­i­da­mente orde­na­dos. Assim, pode-se diz­er que o rito angli­cano não tem nada de católi­co, mas de for­ma algu­ma pode se diz­er que uma Mis­sa defeitu­osa, ain­da que invál­i­da, não ten­ha nada de católi­co.

Lê-se ain­da no tex­to que o Padre Car­do­zo per­mite que um fiel viva com um Padre Orde­na­do no Novo Rito, então, pode se diz­er que na práti­ca ele afir­ma o que nega na teo­ria, ou seja, que existe algo de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar. O mes­mo admite na primeira respos­ta sobre a questão dos mila­gres, quan­do diz:

“1º. Foi lev­an­ta­do se há con­sagração nas mis­sas novas, a respeito dis­so sabe­mos que não se pode sus­ten­tar que todas as mis­sas novas sejam invál­i­das, enquan­to se man­ten­ham as condições necessárias: min­istro váli­do, fór­mu­la pre­cisa etc., condições estas cada vez menos fre­quentes” Pode haver mila­gres fora da Igre­ja? Padre Ernesto Car­do­zo — http://catolicosresistentes.com.br/resistencia-catolica/pode-haver-milagres-fora-da-igreja-catolica/

Como se pode diz­er “Sim, sim, Não, não” afir­man­do uma coisa na teo­ria e fazen­do out­ra na práti­ca? O que é a ver­dade: o que se afir­ma na teo­ria ou o que se faz na prat­i­ca? É bem sim­ples: ou há algo de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar ou não há. Se o Padre Car­do­zo acei­ta que um fiel, viva com um Padre orde­na­do no novo Rito e que nem todas as Mis­sas Novas são invál­i­das, ele não pode vir a públi­co e diz­er “não há nada de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar”. Como tam­bém não se pode­ria ler em seu blog extra-ofi­cial que “Fora da San­ta Tradição não existe sal­vação”: o fiel, só vive com o Padre Fer­nan­do, porque é pos­sív­el alcançar ali a sal­vação, ali tem algo de católi­co. Isso é que gera o caos de que fala D. Williamson na respos­ta dada a Padre Car­do­zo. Se tra­ta da mes­ma con­fusão que se obser­vou na polêmi­ca dos mila­gres, onde mostrou-se que de for­ma extra­ordinária pode haver mila­gres fora da Igre­ja, e mes­mo assim, o Padre Car­do­zo e seus fiéis con­tin­uaram com a polêmi­ca. O que pen­sar dis­so? Pode haver defe­sa da fé católi­ca, sem humil­dade?

O Pro­fes­sor Nougué, e qual­quer um, pode muito bem afir­mar que os sacra­men­tos da Igre­ja Con­cil­iar são duvi­dosos, sem incor­rer em sede­va­can­tismo absoluto/eclesiavacantismo. Con­tu­do, nem o Pro­fes­sor Nougué e nem quem faz essa afir­mação, saem por ai defend­en­do com unhas e dentes que “não há nada de católi­co na Igre­ja Con­cil­iar”. Quem faz essa afir­mação já não tem dúvi­das de que tais sacra­men­tos são inváli­dos e que dos ritos refor­ma­dos por Paulo VI, não sobrou nada de católi­co.

Por fim, se eu afir­masse que “não há nada de açú­car no bolo” e ao come-lo sen­tisse que ele é doce, min­ha afir­mação seria fal­sa. Con­tu­do, se não sin­to doce, mas como a cere­ja, pode ser que ai se encon­tre algum açú­car, o que ain­da assim inval­i­daria a afir­mação, porque a cere­ja, ain­da que seja uma parte estéti­ca, é parte do bolo…

 

LA ESPUELA DIABÓLICA

 

El dia­blo tien­ta prome­tien­do o dan­do las cosas de Dios. Lo mis­mo que Dios nos ha de dar si ten­emos espero y fidel­i­dad. Cristo podía procu­rarse pan con esper­ar un poco –“y los ánge­les se lo sirvieron”- sin necesi­dad de un mila­gro. El dia­blo nos empu­ja, nos pre­cipi­ta, es la espuela del mun­do: nos invi­ta a antic­i­par, a des­flo­rar, a lle­gar antes

 

(P. Castel­lani, Domin­go primero de Cuares­ma II, “El Evan­ge­lio de Jesu­cristo”).

 

Quizás en este pun­to par­tic­u­lar del obrar dia­bóli­co, muy bien vis­to por el Padre Castel­lani, se encuen­tra en gran parte la expli­cación a las diver­sas cri­sis, divi­siones, con­tien­das, dis­cor­dias, riñas, guer­ras intesti­nas y per­se­cu­ciones sus­ci­tadas a lo largo de los años, y muy par­tic­u­lar­mente en los últi­mos tiem­pos, no sólo den­tro de la Igle­sia ofi­cial o con­cil­iar, sino tam­bién en las filas de diver­sos gru­pos y con­gre­ga­ciones de la Tradi­ción católi­ca. El dia­blo empu­ja en pos de un bien que pre­sen­ta de acuer­do a nue­stro nat­ur­al, pero que al mezclarse con las malas artes, la pre­cip­itación y la temeri­dad, se ensu­cia y se trans­for­ma final­mente en un mal.

A los primeros hom­bres les dijo (el dia­blo): ‘Seréis como dios­es’ que es efec­ti­va­mente lo que Dios se pro­pu­so hac­er y hace, por medio de la adop­ción div­ina (la gra­cia ele­vante) y la visión beat­í­fi­ca, con el hom­bre” (Castel­lani, ibid.). Pero Adán y Eva, con su deseo de lle­gar antes a esa deifi­cación, obtu­vieron lo con­trario: el peca­do y la muerte.

Sara, mujer de Abrahán, no quiso esper­ar la prome­sa de Dios de dar­le descen­den­cia al Patri­ar­ca, y entonces pro­pu­so que éste tuviera descen­den­cia de su escla­va. Se anticipó a la vol­un­tad div­ina y se pre­cip­itó. Resul­ta­do: de allí vinieron los ismaelis­tas o árabes, que serán rebeldes con­tra todos has­ta el día de hoy. Tam­bién Ismael es figu­ra del pueblo judío que rec­hazó a Jesu­cristo.

Los escribas y fariseos quisieron un Mesías Por­ten­toso, Glo­rioso y Jus­ticiero, anticipán­dose a los designios de Dios y sin ten­er que pasar por la humil­lación y aceptación de un Sal­vador man­so, humilde y cru­ci­fi­ca­do. Bus­caron la glo­ria de su pueblo con un Mesías de su gus­to y de acuer­do a su propia ima­gen, pero obtu­vieron lo con­trario: el rec­ha­zo, el cas­ti­go y la dis­per­sión.

¿Y qué hizo Lutero, al quer­er reac­cionar con­tra una fe que se volvía sólo exte­ri­or­i­dad e hipocre­sía? Antic­i­parse y pre­cip­i­tarse a una rebe­lión orgul­losa, sin esper­ar  y aten­der a los medios pre­vis­tos y sus­ci­ta­dos por Dios para limpiar a su modo su Igle­sia. Con­se­cuen­cia: quedarse en la rebe­lión y la protes­ta per­ma­nentes, cre­an­do una fal­sa igle­sia dis­gre­ga­da en infini­tas sec­tas.

El dia­blo tien­ta al mun­do en los tiem­pos mod­er­nos con un gob­ier­no mundi­al   o Reina­do Uni­ver­sal sin Cristo, obtenido por la sola vir­tud del hom­bre. Como resul­ta­do hubo dos pavorosas guer­ras mundi­ales. No obstante lo cual el proyec­to con­tin­uó en pie, par­tic­i­pan­do del mis­mo la igle­sia con­cil­iar. Esto “rep­re­sen­ta esa aspiración irrestañable de la Humanidad al Mile­nio, a su unidad nat­ur­al y pací­fi­ca, a su inte­gración como Género Humano. Es inútil opon­erse a esa aspiración actu­alísi­ma –se equiv­o­can los ultra-nacional­is­tas- porque es un anh­elo que está en las entrañas de la evolu­ción históri­ca del mun­do: como que es una prome­sa div­ina. Pero el dia­blo quiere lle­gar antes. Los cris­tianos sabe­mos que esto ven­drá, pero que sólo puede venir con y por Cristo; y que esta man­era como se está hacien­do aho­ra, no podemos acep­tar­la, porque es la vas­ta preparación del Anti­cristo” (Castel­lani, ibid.). En efec­to, bus­can­do un reina­do uni­ver­sal de paz antic­i­pa­do y no cuan­do Dios lo quiere y a su modo, el hom­bre se traerá no el bien desea­do, sino el mal que desea rehuir.

Des­de Adán y Eva la his­to­ria siem­pre es la mis­ma. Cuan­do el hom­bre quiere impon­er su vol­un­tad, en vez de la de Dios, se sep­a­ra de Dios y debe asumir sus ter­ri­bles efec­tos. Y lo peor de todo esto es que gen­eral­mente el hom­bre hace su vol­un­tad afir­man­do hac­er la vol­un­tad de Dios. Las con­se­cuen­cias demues­tran que se equiv­o­ca, aunque no lo quiera ver.

La Frater­nidad San Pío X, cansa­da de esper­ar la con­ver­sión de Roma, para de esa for­ma retornar al lugar que le cor­re­spon­dería den­tro de la estruc­tura ofi­cial de la Igle­sia católi­ca, se dejó empu­jar por el dia­blo para antic­i­par ese momen­to y lle­gar antes a la res­olu­ción de su con­flic­to con las autori­dades romanas, sin esper­ar a los tiem­pos dis­puestos por Dios. Entonces se dejó seducir ante la apeteci­ble fru­ta que se le ofrecía, se pre­cip­itó y la probó. Comen­zó así su caí­da y degradación pau­lati­na en el lib­er­al­is­mo, para retornar lenta­mente a Roma y obten­er de ese modo lo con­trario de lo que en prin­ci­pio quería: de la con­ver­sión de los con­cil­iares a la Tradi­ción se pasó a la con­ver­sión de la FSSPX al Con­cil­iaris­mo.

La mis­ma tentación ha usa­do el dia­blo a la hora de bus­car la pér­di­da y debili­ta­mien­to de las fuerzas de la Tradi­ción católi­ca. Pre­sen­ta un bien para lograr el cual inci­ta a antic­i­par, lle­gar antes. Usa su espuela para empu­jar a los exal­ta­dos y furi­bun­dos que nece­si­tan verse a sí mis­mos vic­to­riosos en una lucha con­tra quienes se sostienen con pru­den­cia en la vol­un­tad div­ina.

Los gru­pos sede­va­can­tis­tas no pueden esper­ar a que a su debido tiem­po Dios sep­a­re la ciza­ña del tri­go en la sie­ga final, desen­trañan­do el mis­te­rio de iniq­uidad. Ellos se sien­ten oblig­a­dos a antic­i­parse y sep­a­rar­la antes por su cuen­ta. Lógi­ca­mente, ellos son el tri­go limpio, incon­t­a­m­i­na­do, nutri­ti­vo, que ni siquiera tol­era el roce o la som­bra de la ciza­ña. Son los fariseos o “sep­a­ra­dos”. Sin embar­go, esa garan­tía de pací­fi­co crec­imien­to o man­ten­ción del tri­go sin la impu­ra ciza­ña que la estorbe con su peli­gro de con­ta­gio, no se ver­i­fi­ca en los hechos, pues la agitación y la inqui­etud per­sis­ten en el tri­gal auto fumi­ga­do. En su obsesión por verse incólumes de toda infec­ción, en real­i­dad dis­per­saron la ciza­ña, y la con­fusión los divide y enfrenta entre sí todo el tiem­po. Del con­ta­gio fari­saico no se pre­ocu­paron. Y no pen­saron que en real­i­dad si esta­ban ergui­dos es porque no llev­a­ban ningún fru­to, pues la espi­ga car­ga­da por su mis­mo peso se incli­na hacia la tier­ra, fig­u­ran­do a los humildes.

Por su parte, además de los gru­pos fari­saicos que han surgi­do de la FSSPX en diver­sos momen­tos, encabeza­dos por sac­er­dotes que se creían lla­ma­dos a ser líderes, gurúes u obis­pos ilu­mi­na­dos e inapelables que no encon­traron la “rec­om­pen­sa” que pens­a­ban sus nota­bles cual­i­dades merecían, aho­ra tam­bién sur­gen en la Resisten­cia, actuan­do exac­ta­mente del mis­mo modo y por el mis­mo moti­vo, otros per­son­ajes ávi­dos de man­ten­erse “sep­a­ra­dos” de la más pequeña señal de lo que lla­man “flac­cidez”, “ambigüedad” o “falsedad” en una línea que según ellos debe procla­mar que todo es blan­co o negro, sin el menor matiz o dis­crim­i­nación. Ya sabe­mos quién es el que los empu­ja con su espuela. Aunque alguno de estos per­son­ajes en algún momen­to pudo esgrim­ir deter­mi­nadas y atendibles ver­dades, lo cier­to es que se dejaron envolver y cayeron en la mis­ma tentación de antic­i­parse, de lle­gar antes, de ser los primeros, los más puros doc­tri­nal­mente, lo más com­bat­ivos, los más fieles a Mons. Lefeb­vre. Gente que no tol­era pasar por “impo­tente” o “débil”, car­ente de conocimien­tos doc­tri­nales vas­tos y sóli­dos y cuya sober­bia los obnu­bi­la has­ta el pun­to de perder has­ta el sen­ti­do común, no obstante dedí­canse a escu­d­riñar cual nue­va “Inquisi­ción” los “errores” con que poder con­denar a aque­l­los que no tienen su mis­mo lengua­je, su mis­ma “firmeza”, su mis­mo “espíritu”. Toda refutación a sus dis­lates o sim­pli­fi­ca­ciones abu­si­vas será igno­ra­da por ellos, vién­dose empu­ja­dos a antic­i­parse, a ser los primeros en denun­ciar la “man­cha” y la  “traición”. Y así tem­prana­mente “patean el tablero” y dan el “por­ta­zo”, pues su orgul­lo enfer­mi­zo no puede tol­er­ar una mota de pol­vo o mis­eri­cor­diosa “debil­i­dad” en sus filas de guer­reros espar­tanos. Siem­pre dis­puestos con su “espa­da” en la mano para cor­tar cabezas -¿quizá las cabezas que no dejan aso­marse y destacar las suyas?-  les encan­ta lan­zar anatemas y sus mentes groseras y apa­sion­adas, no tenien­do la pacien­cia para dejarse enseñar por quienes saben, se ocu­pan en bus­car arrol­lar al ene­mi­go medi­ante ataques infan­tiles y rui­dosos.  “A éstos muchas veces –dice San Juan de la Cruz- les acre­cien­ta el demo­nio el fer­vor y ganas de hac­er estas y otras obras porque les vaya cre­cien­do la sober­bia y pre­sun­ción. Porque sabe muy bien el demo­nio que todas estas obras y vir­tudes que obran, no sola­mente no les valen nada, mas antes se les vuel­ven en vicio. Y a tan­to sue­len lle­gar algunos de estos, que no quer­rían que pare­ciese otro bueno, sino ellos; y así, con la obra y la pal­abra cuan­do se ofrece, los con­de­nan y detraen: miran­do la mot­i­ca en el ojo de su her­mano y no con­sideran­do la viga que está en el suyo; cue­lan el mos­qui­to ajeno y trá­ganse su camel­lo” (el san­to se refiere en su “Noche oscu­ra del espíritu” a las imper­fec­ciones espir­i­tuales que tienen los prin­cipi­antes acer­ca del hábito de la sober­bia).

Esto que dec­i­mos no puede sor­pren­der­nos, así ha pasa­do siem­pre y ahí está bien escrito en la recor­da­da car­ta de Mons. Lefeb­vre, del 16 de julio de 1989, cuan­do fuera el escán­da­lo provo­ca­do por el P. Morel­lo en el sem­i­nario de La Reja. Curiosa­mente mucho tiem­po después esa car­ta fue apli­ca­da por el P. Boucha­court –creemos que acer­tada­mente- a otro sac­er­dote, aunque el entonces supe­ri­or de dis­tri­to no quiso ver algu­nas ver­dades inqui­etantes acer­ca de su propia con­gre­gación. Por eso pare­ció una fór­mu­la el que ter­mi­nara su edi­to­r­i­al con estas pal­abras de San Pablo: “El que pien­sa estar firme, mire, pues, no sea que caiga” (I Cor­in­tios, 10, 12) tan acordes pero que no deben sólo citarse, sino tam­bién esforzarse por per­manecer como aque­l­la frase de la Imitación de Cristo: «Todos somos frágiles; pero tú a nadie ten­gas por más frágil que tú.» [Libro I, c. 2].

Y bien, decía Mons. Lefeb­vre así (agreg­amos algunos comen­tar­ios que apli­camos al actu­al con­tex­to):

Con ocasión de la nue­va escisión que afec­ta a nues­tra queri­da Frater­nidad, provo­ca­da en Améri­ca del Sur por el Padre Morel­lo, me parece opor­tuno que anal­ice­mos cómo pro­cede el demo­nio, bus­can­do debil­i­tar o destru­ir nues­tra obra.

Los autores de estas sep­a­ra­ciones, ¿no proce­den aca­so según dos prin­ci­pales tenta­ciones que luego se diver­si­f­i­can?

La primera tentación con­siste en man­ten­er relación con el Papa o con los obis­pos actuales. Evi­den­te­mente es más nor­mal y más agrad­able lle­varse bien con las autori­dades que estar en difi­cul­tades con ellas, sobre todo cuan­do esas difi­cul­tades pueden con­cluir en san­ciones. [Algunos de los neo-super-resistentes acu­san increíble­mente de esto a los obis­pos de la USML; sin embar­go, con­sagrar obis­pos sin manda­to pon­tif­i­cio, ¿es una for­ma de bus­car ten­er bue­nas rela­ciones con las autori­dades mod­ernistas? Al con­trario de lo que dicen estos exas­per­a­dos blogueros, Mons. Williamson está hacien­do lo mis­mo que Mons. Lefeb­vre al con­sagrar obis­pos para con­tin­uar la Tradi­ción católi­ca con­tra el mod­ernismo vat­i­cano. Has­ta acá puede decirse que no se ha desvi­a­do del camino]

(…)

La segun­da tentación que el dia­blo sus­ci­ta en el espíritu de algunos de nue­stros sac­er­dotes, que provo­ca aho­ra una nue­va escisión a la Frater­nidad [dígase aho­ra Resisten­cia], se puede resumir así: “Hemos tenido con­fi­an­za en la Frater­nidad [Resisten­cia] de los comien­zos, en sus prin­ci­p­ios y en su acción; sin embar­go, ver­i­fi­camos que su espíritu cam­bia y de este modo, por fidel­i­dad a la Frater­nidad ini­cial [Resisten­cia ini­cial], dejamos la Frater­nidad actu­al [Resisten­cia actu­al].

Para jus­ti­ficar esta acti­tud se les hace nece­sario bus­car las evi­den­cias de los cam­bios. A par­tir de allí, los hechos más ínfi­mos serán explota­dos, agranda­dos, lle­gan­do a trans­for­marse en ver­daderas calum­nias.  [Pub­li­can­do inclu­so inde­bida­mente corre­os pri­va­dos sin autor­ización, sólo para difamar](…) La acusación me alcan­z­a­ba a mí mis­mo.

A ellos se les hacía nece­sario, tam­bién, engañar a los fieles, a fin de que los sigu­iesen. Una empre­sa basa­da, ver­dadera­mente, en la men­ti­ra.

En aquel caso, los que bus­ca­ban opon­er la Frater­nidad de hoy a la de ayer eran “sede­va­can­tis­tas” y rehus­a­ban rezar públi­ca­mente por el Papa [Hoy actúan como sede­va­can­tis­tas aunque se nie­gan a acep­tar que lo son. Por eso les duele mucho ser lla­ma­dos “ecle­si­ava­can­tis­tas”.].

En el caso del Padre Morel­lo, el prin­ci­pio es el mis­mo, pero los pre­sun­tos cam­bios que él dice adver­tir se situ­arían más bien en el niv­el espir­i­tu­al y moral. Esta acti­tud del Padre Morel­lo se orig­i­na en una psi­cología per­son­al, una necesi­dad inna­ta de hac­erse dis­cípu­los per­son­alesexclu­sivos, pues él está per­sua­di­do de que lo ani­ma un caris­ma par­tic­u­lar para san­tificar las almas.

Esta acti­tud ya se había man­i­fes­ta­do respec­to de las reli­giosas, que­rien­do fun­dar su propia con­gre­gación, según sus ideas per­son­ales. Des­gra­ci­ada­mente los sem­i­nar­is­tas han sido víc­ti­mas de esta ten­den­cia pos­esi­va y un grupo de ellos se con­vir­tió en “su grupo”.

La decisión del cam­bio de des­ti­no del Padre Morel­lo pro­du­jo la rup­tura de ese grupo con el Sem­i­nario. Se les hizo nece­sario encon­trar motivos para jus­ti­ficar la sal­i­da de la Frater­nidad. Fue fácil: “nosotros somos los puros, los otros son los impuros”.

A par­tir de ese momen­to, es ver­dadera­mente un espíritu dia­bóli­co el que se apodera de ellos y los con­duce a bus­car man­i­festa­ciones de todo tipo de taras y vicios.

No me hago ilu­siones. Pron­to yo mis­mo seré calum­ni­a­do como ya lo he sido por parte de todos aque­l­los que han des­gar­ra­do a la Frater­nidad.

El pro­ce­so es siem­pre el mis­mo, se les hace nece­sario jus­ti­ficar a todo pre­cio el acto escan­daloso que sig­nifi­ca desviar a un grupo de sac­er­dotes, sem­i­nar­is­tas y fieles.

Esfor­cé­monos por esclare­cer a quienes nos dejan sobre el grave daño que cau­san a la obra de la Tradi­ción, pero no nos deje­mos per­tur­bar, guardemos la paz en medio de la prue­ba. La his­to­ria de la Frater­nidad [hoy debe decirse de la Resisten­cia o USML, que con­tinúa la obra de Mons. Lefeb­vre] se ase­me­ja a la de la Igle­sia y la con­tinúa: Oportet hære­ses esse (Es nece­sario que haya here­jes). La Prov­i­den­cia per­mite estas purifi­ca­ciones a fin de evi­tar que la obra se con­t­a­mine.

En este últi­mo caso, se tra­ta de un fal­so con­cep­to de la for­ma­ción espir­i­tu­al, que tiene un dejo de jansenis­mo. ¡Dios nos pre­serve de este espíritu! Nos dimos cuen­ta tarde y el mal ya se había real­iza­do en algunos jóvenes sac­er­dotes y en casi la mitad de los sem­i­nar­is­tas.

La pru­den­cia exige que no teng­amos abso­lu­ta­mente ningu­na relación con los que nos dejan, ni siquiera epis­to­lar, excep­to si alguno de entre ellos man­i­fi­es­ta sig­nos serios de arrepen­timien­to. Rece­mos por ellos, esa es la ver­dadera cari­dad que podemos ejerci­tar para con ellos.

Que estas sep­a­ra­ciones sean la ocasión de hac­er un exa­m­en de con­cien­cia, a fin de vig­i­lar valerosa­mente para no admi­tir debili­ta­mien­tos en lo doc­tri­nal, moral, espir­i­tu­al y dis­ci­pli­nario. Vig­i­late et orate (Velad y orad).

Algunos podrán sosten­er, como se ha hecho, usan­do estas mis­mas pal­abras de Mons. Lefeb­vre, que la cri­sis en la FSSPX y la expul­sión de Mons. Williamson y var­ios sac­er­dotes ha sido una cri­sis sim­i­lar a la acon­te­ci­da en 1989 u otras pare­ci­das. Otros, los neo-super-resistentes, podrán decir que ellos son en real­i­dad los ver­daderos fieles a Mons. Lefeb­vre, por lo que tales acusa­ciones no los involu­cran. Sin embar­go, la difer­en­cia que podemos hac­er para iden­ti­ficar acer­tada­mente aque­l­lo de lo que esta­mos hablan­do, está en que des­de la Neo-FSSPX no han rebati­do o siquiera inten­ta­do dis­cu­tir seri­amente ninguno de los hechos, críti­cas e informes pre­sen­ta­dos por los obis­pos, sac­er­dotes y fieles a través de sus escritos y blogs en la Resisten­cia. En cam­bio, y a difer­en­cia de lo que no ha hecho la Neo-FSSPX, las críti­cas sal­i­das de los actuales alboro­ta­dores sedi­ciosos que se hacen lla­mar “Tradi­ción resistente” con­tra los obis­pos y sac­er­dotes de la Resisten­cia -cuan­do no han sido calum­nias dig­nas del may­or des­pre­cio-  han sido pun­tual­mente respon­di­das y refu­tadas con abso­lu­ta obje­tivi­dad teológi­co-doc­tri­nal, de lo cual tales pequeños gru­pos han hecho caso omiso, sin poder con­tes­tar o sim­ple­mente respon­di­en­do con agre­siones, bra­vatas o insul­tos y auto vic­tim­ización. Y aún en el ter­reno de lo opin­able, tales con­tenciosos dogma­ti­zan insen­sa­ta­mente o caen en un tosco reduc­cionis­mo, coar­tan­do toda la lib­er­tad que la Igle­sia allí defiende.

Encon­tramos esta pre­cip­itación dia­bóli­ca per­fec­ta­mente con­fig­u­ra­da en estos pequeños “glad­i­adores” que hacen rui­do por medio de inter­net. Por caso, alguien que en su apuro atribuye direc­ta­mente a un sac­er­dote la autoría de una muy desafor­tu­na­da e inju­riosa car­ta que en real­i­dad tiene otra per­sona por fir­mante, mas en su pre­cip­itación no se han per­cata­do de ello. Cual neo-donatis­tas, reducen la Igle­sia a una empre­sa de forza­da desin­fec­ción. Dice San Bue­naven­tu­ra: “Dos alas tiene Dios: su mis­eri­cor­dia y su ver­dad; con la mis­eri­cor­dia mira a los pecadores; con la ver­dad a los jus­tos”. Mas estos Jue­ces sólo tienen la “ver­dad” (a medias, por cier­to) y alzan­do imag­i­nar­ias y filosas espadas bus­can sólo a quien cor­re­gir o escar­men­tar. Pero la Igle­sia no siem­pre actúa de esa for­ma. Como expli­ca bien el Car­de­nal New­man, “…la Igle­sia mod­era  o sus­pende los requer­im­ien­tos más estric­tos de su propia teología. Ilus­tran a la vez estos dos ele­men­tos de su con­sti­tu­ción div­ina­mente estable­ci­da: es que el temor, ya men­ciona­do, de “apa­gar la mecha humeante” y que con­sti­tuye la pre­ocu­pación de un guía de almas, opera en la mis­ma direc­ción de aquel celo, pro­pio de quien quiere exten­der el Reino de Cristo, y a veces tales afanes equiv­alen a resi­s­tirse al rig­or de una lóg­i­ca teológ­i­ca más apropi­a­da para las aulas de los estu­di­antes de las escue­las que no para el mun­do en gen­er­al. En tales casos, vemos que dos de los ofi­cios, el real y el pas­toral, com­parten un interés común que con­trasta con el ofi­cio teológi­co. Mas no siem­pre es así, y por tan­to, pasaré aho­ra a dar ejem­p­los en los que sobre­salen los requer­im­ien­tos impe­ri­ales y políti­cos de la religión mien­tras que los deberes teológi­cos y de cul­to se mantienen en segun­do plano…” (Mis­ión proféti­ca de la Igle­sia). El Car­de­nal inglés se extiende con var­ios ejem­p­los acer­ca de ese difí­cil equi­lib­rio entre la rigidez doc­tri­nal y su cor­re­spon­di­ente apli­cación pas­toral. Veamos por otro lado un ejem­p­lo de San Fran­cis­co de Sales, que demues­tra el gra­do de dis­cern­imien­to que se sostiene además en la con­fi­an­za del obrar de la div­ina Prov­i­den­cia, y no pre­tende eri­girse en sostén de la obra pas­toral por sí mis­mo y con pre­cip­itación: “En 1619 san Fran­cis­co de Sales dirigía las sigu­ientes líneas a una joven viu­da que vino de París, donde llev­a­ba una vida muy mun­dana, para reti­rarse a la Vis­itación de Moulins: ‘Al des­pedirme, pen­sé deciros que había que suprim­ir per­fumes y adere­zos, pero me con­tuve, según mi méto­do, que es suave, para dar lugar a que, poco a poco, los ejer­ci­cios espir­i­tuales, como sue­len hac­er, vayan movien­do a las almas que se con­sagran entera­mente a su div­ina bon­dad. Porque soy, cier­ta­mente, muy ami­go de la sen­cillez, pero siem­pre dejo la podadera con la que se cor­tan los retoños inútiles en las manos de Dios. Él os irá impul­san­do, queri­da hija, para que dejéis esos polvos, esos pape­les dorados…¡Bendita sea siem­pre su mis­eri­cor­dia!’”.

Con­tra el medrar de los diplomáti­cos aposen­ta­dos en la Neo-FSSPX, estos nuevos revoltosos, que fal­sa­mente se para­petan tras supuestos argu­men­tos doc­tri­nales, en real­i­dad van domeña­dos por un espíritu fari­saico muy acen­tu­a­do. Se sien­ten lla­ma­dos a hac­er la debi­da y urgente “limpieza” has­ta el pun­to de dis­frazarse de sol­da­dos y arma en mano hac­er salir de la igle­sia a los que no son católi­cos, como recien­te­mente un fiel que lle­va ade­lante un blog en Brasil, puso por ejem­p­lo, en una ver­gonzosa bravu­cona­da. Se tra­ta de “una sec­re­ta sober­bia dis­fraza­da de celo”, en pal­abras de Joseph Tis­sot, sober­bia que en el fon­do no quiere esper­ar a que inter­ven­ga Dios y quiere jugar su papel. El dia­blo invi­ta a “antic­i­par”, “lle­gar antes”, ser los “primeros” y los “mejores”. El sober­bio no conoce la pacien­cia ni la pru­den­cia. Debe revolver, inqui­eto, para apu­rar las cosas, para ase­gu­rarse de que su limpieza no corre peli­gro y que no será “traiciona­do”. Nada peor para él que pasar por igno­rante o no enter­a­do. Cae así en un celo desasosega­do. Entonces en vez de san­tifi­carse a sí mis­mo, les da lec­ciones a los demás. Lev­an­ta con­ve­nien­te­mente sospe­chas, pre­medi­ta sus juicios, con­de­na antes de tiem­po, descon­tex­tu­al­iza, no obser­va ni reconoce mat­ices, pien­sa siem­pre mal. Todo eso bro­ta de la oscuri­dad que obnu­bi­la el juicio de quienes son empu­ja­dos por el dia­blo para ten­er aquí y aho­ra una “Resisten­cia” pura, fuerte, inmac­u­la­da, dura, indoble­gable, potente y catoliquísima…como ellos. Nue­va­mente el tri­go altane­ro mira con des­dén al que tiene al lado y como no lo ve tan ergui­do como él, entonces lan­za el gri­to: “¡Ciza­ña!”. Y quizás otros que tienen miedo de ser señal­a­dos gri­tan al uní­sono: “¡Ciza­ña!”. ¿Resul­ta­do? Se está vien­do y se va a ver: gru­pos que supieron ser fieles a la Tradi­ción trans­for­ma­dos en sec­tas fieles a la “Tradi­ción” que se inven­tan ellos mis­mos. Lo que era tri­go, ter­minó sien­do lo que des­pre­cia­ba: ciza­ña. A Dios gra­cias son minori­tar­ios y hay quienes cer­canos a ellos logran oponérse­les.

Des­de la caí­da el hom­bre tiende a actu­ar según ese “seréis como Dios”, y así con su sober­bia vive antic­i­pan­do el deseo más arraiga­do de la divinidad que Dios nos prom­ete pero que sólo por la gra­cia podemos recibir, en tan­to y en cuan­to no nos anticipemos a la Prov­i­den­cia, bus­can­do con­seguir neci­a­mente aho­ra lo que debe­mos esper­ar. “En la qui­etud y en la con­fi­an­za, dice Dios a Israel, está tu for­t­aleza” (Is. 30,15).

Los san­tos son los grandes refor­madores que han sido capaces de limpiar la suciedad a su alrede­dor porque antes y de con­tin­uo se apli­caron a refor­marse a sí mis­mos. Y para eso se con­for­maron y unieron a la vol­un­tad de Dios. Hoy la mul­ti­tud de “Refor­madores”, “Cazadores de here­jes”, “Ren­o­vadores” y “Campe­ones de la fe” hacen lo con­trario. “Lutero protestó con­tra el abu­so de las indul­gen­cias –dice Castel­lani- y después abusó él de la indul­gen­cia”. Hoy día vemos que algunos que protesta­ban con­tra el lib­er­al­is­mo de las autori­dades de la FSSPX, abu­san de su lib­er­tad y se tor­nan en la prác­ti­ca lib­erales. Paradóji­ca­mente, actúan como lib­erales y se hacen lla­mar “antilib­erales”.

Con­tra los “Refor­madores”, “Inquisidores”, “Campe­ones de la fe”, “Resistentes duros o autén­ti­cos” y demás agentes de la dis­cor­dia, los pleitos y las riñas (las obras de la carne que men­ciona San Pablo), como así tam­bién con­tra los que se nie­gan a exam­i­nar su fe y apu­ran el paso por no verse en con­flic­tos con las autori­dades, con­tra los que toman por estandarte la fe sin las obras cor­re­spon­di­entes de la cari­dad, y los que sen­ti­men­tal­mente des­cuidan la fe para resul­tar agrad­ables en nom­bre de una mal enten­di­da cari­dad, Dios nos libre y haga cam­i­nar por su sen­da con la sen­cillez y la con­fi­an­za de hijos, pues el camino de Dios es un camino de humil­dad, y esta, si es ver­dadera, sabe lle­var en paz y con pacien­cia su cruz detrás de Cristo.

 

Fray Maseo

Verdadeira e falsa prudência — Resposta a Domenico Savino

 

Quem não está dis­pos­to a arriscar-se por suas ideias, ou não vale nada ou não apli­ca nada de suas ideias”  (Ezra Pound)

Don Curzio Nitoglia

[Tradução: Ged­er­son Fal­co­men­ta]

 Pub­li­ca­do orig­i­nal­mente no

O caro ami­go Dr. Domeni­co Savi­no, em 8 de abril de 2009, escreveu um inter­es­sante arti­go em seu site “Effedi­effe” inti­t­u­la­do “Frater­nidade São Pio X: temores e esper­anças”, onde “repro­va cer­ta fal­ta de prudên­cia” a Mons. Richard Williamson. Mas que coisa é exata­mente a prudên­cia e a imprudên­cia? Per­gun­te­mos a San­to Tomás de Aquino, “o mais sábio dos san­tos, o mais san­to dos sábios” (Pio XII).

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