Archive | março, 2016

Introdução a verdadeira noção de Magistério

Intro­dução a

VERDADEIRA NOÇÃO DE MAGISTÉRIO

 

PADRE CURZIO NITOGLIA
30 de dezem­bro de 2011
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
http://www.doncurzionitoglia.com/introduzione_magistero.htm

Ó Sen­hor, do qual os San­tos inocentes con­fes­saram o lou­vor, não falan­do, mas mor­ren­do, mor­ti­fi­ca em nós todos os males e vícios; afim de que a Fé em Ti, que é pro­fes­sa­da pela nos­sa lín­gua, seja colo­ca­da em práti­ca tam­bém pela nos­sa boa con­du­ta”

(Missal Romano, Cole­ta da Mis­sa dos San­tos Inocentes, 28 de dezem­bro).

Advertên­cia

Intro­dução para tornar acessív­el a todos quan­to verão escrito na Revista quinzenal “Sim Sim Não Não”, de 15 de janeiro de 2012, e pub­li­ca­do ante­ci­pada­mente, em 28 de dezem­bro de 2011, por gen­til con­cessão, em vários blogs sobre o tema da Tradição e do Mag­istério, o blog “Chiesa e post-con­cilio” tam­bém já o pub­li­cou, mas “não em seu for­ma­to final”. A questão é de máx­i­ma importân­cia, espe­cial­mente nestes dias em que, tam­bém em ambi­ente anti­mod­ernista, apare­ce­r­am pub­li­cações inex­atas (por exces­so ou por defeito) sobre estes dois temas. Espero que este breve resumo seja capaz de esclare­cer e ilu­mi­nar as almas.

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Tradição/Magistério

  • Recen­te­mente apare­ce­r­am arti­gos e livros, que, para defend­er a Tradição e a Igre­ja, ou exager­aram o alcance do Mag­istério, fazen­do dele um “Abso­lu­to” ou o min­i­mizaram e quase o aniquila­ram, negan­do lhe a função de “inter­pre­tar a Tradição e a S. Escrit­u­ra”. Onde para evi­tar o erro por exces­so (que abso­l­u­ti­za o Mag­istério) e por defeito (que min­i­miza a sua real­i­dade) sobre este argu­men­to, resumo aqui­lo que escreveu no pas­sa­do [1] e recen­te­mente mons. Brunero Gher­ar­di­ni (cfr. Dis­pu­ta­tiones The­o­log­i­cae) e aqui­lo que se encon­tra nos mel­hores man­u­ais de ecle­si­olo­gia, que serão cita­dos nas notas.
  • Deve­mos evi­tar a pre­mis­sa errônea que faz do Mag­istério um “Abso­lu­to” e não um “ente cri­a­do”, um “Fim” e não um “meio”, um “Sujeito inde­pen­dente” (abso­lu­tus = livre) de tudo e de todos. Nada neste mun­do tem a qual­i­dade de Abso­lu­to. A Igre­ja não é exceção, nem a sua Tradição, nem o seu Mag­istério e nem sequer a Hier­ar­quia, incluin­do o Papa. Só Deus é a úni­ca real­i­dade últi­ma ou abso­lu­ta, infini­ta e incri­a­da.
  • Sobre a Tradição a Igre­ja exerci­ta um ‘dis­cern­i­men­to’ que dis­tingue o autên­ti­co do não autên­ti­co. O faz medi­ante um instru­men­to que é o Mag­istério. O Mag­istério é um ‘serviço’, mas é tam­bém uma ‘tare­fa’, um “múnus”, pre­cisa­mente o “múnus docen­di”, que não pode nem deve sobre­por-se a Igre­ja da qual e pela qual ele nasce e obra. Do pon­to de vista sub­je­ti­vo, o Mag­istério coin­cide com a Igre­ja docente (Papa e Bis­pos em união com o Papa). Do pon­to de vista oper­a­ti­vo, o Mag­istério é o instru­men­to medi­ante o qual é desen­volvi­da a função de pro­por aos home­ns a div­ina Rev­e­lação com autori­dade.
  • Muitas vezes, porém, se faz deste instru­men­to um val­or em Si[2] (abso­lu­tus) e se faz ape­lo a esse para trun­car o nasci­men­to de todas as dis­cussões, como se o Mag­istério estivesse aci­ma da Igre­ja e como se diante dele não exis­tisse o taman­ho enorme da Tradição a acol­her, inter­pre­tar e retrans­mi­tir na sua inte­gri­dade e fidel­i­dade, que é como Deus a trans­mi­tiu.
  • O pro­ced­i­men­to impro­visa­do hoje e firme­mente esta­b­ele­ci­do é mais ou menos o seguinte: Cristo prom­ete os Após­to­los e então aos seus suces­sores, vale diz­er a Igre­ja docente, o envio do Espíri­to San­to e a sua assistên­cia para um exer­cí­cio de ver­dade do “múnus docen­di” e, por­tan­to, o erro é evi­ta­do des­de o começo, sem condições, as quais ao invés, são necessárias e definidas pelo Con­cílio Vat­i­cano I, como se verá abaixo. Out­ro pro­ced­i­men­to mais que impro­visa­do con­siste no negar ao Mag­istério todo “múnus docen­di et inter­pre­tan­di” das duas fontes da Rev­e­lação (Tradição e S. Escrit­u­ra).

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A Demolição da Exegese Católica

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Francesco Spadafo­ra

Sep­a­ração da exegese do dog­ma

O pesquisador católi­co, exam­i­nan­do um dos numerosos sis­temas ou méto­dos pos­tos pelos racional­is­tas para tirar todo traço de sobre­nat­ur­al dos Evan­gel­hos, não dev­e­ria ter dúvi­das.

Ain­da mais que o caste­lo imag­i­na­do por Bult­mann e seus com­pan­heiros foi apre­sen­ta­do e refu­ta­do com igual pre­cisão por críti­cos e exege­tas com­pe­tentes, não somente católi­cos mas tam­bém protes­tantes [1]. Nen­hum com­pro­mis­so era e é pos­sív­el. Os jesuí­tas do Insti­tu­to Bíbli­co Pon­tif­í­cio, por out­ro lado, agi­ram de modo sur­preen­dente, ao con­trário. Para ado­tar na exegese dos Evan­gel­hos o méto­do dito «históri­co-críti­co», na real­i­dade fal­sa críti­ca ou crit­i­cis­mo inc­on­cil­iáv­el com o dog­ma (inspi­ração div­ina, inerrân­cia abso­lu­ta, his­to­ri­ci­dade, sub­mis­são ao Mag­istério), os jesuí­tas então rene­garam a fé católi­ca e «sic et sim­pliciter» jog­a­ram fora as ver­dade de fé aci­ma citadas.

Eles entraram — e é o cúmu­lo — em luta fla­grante com o que era então a supre­ma Con­gre­gação do San­to Ofi­cio. Instau­raram no cen­tro do próprio catoli­cis­mo uma diar­quia opos­ta ao Mag­istério da Igre­ja, para os prob­le­mas bíbli­cos, o «mag­istério» dos jesuí­tas do Insti­tu­to Bíbli­co!

Esta diar­quia sig­nifi­ca­va prati­ca­mente a sep­a­ração da exegese do dog­ma e, logo, da teolo­gia dog­máti­ca. O padre Alon­so Schökel disse clara­mente em seu arti­go «man­i­festo». Mon­sen­hor Romeo o estig­ma­ti­zou clara­mente na sua respos­ta: «Com uma incrív­el desen­voltura, o padre Alon­so nos declara que a inspi­ração e a her­menêu­ti­ca, “a inerrân­cia, a relação entre a autori­dade da Escrit­u­ra e do Mag­istério” não lhe con­cernem, porque os erros sobre este assun­to “são mais teológi­cos do que exegéti­cos”, isto é, não se ref­er­em tan­to à inter­pre­tação de tex­tos con­cre­tos quan­to aos princí­pios teológi­cos.

E ele repete: “O modo con­cre­to da inspi­ração e da inerrân­cia são prob­le­mas dos quais deve se

ocu­par a teolo­gia dog­máti­ca”. Então (…), como se tra­ta de questões de teolo­gia, a exegese católi­ca nova, mod­er­nanão dev­e­ria ocu­par-se de inspi­ração e de inerrân­cia, mas somente de “inter­pre­tação de tex­tos con­cre­tos” Esta opinião de con­sid­er­ar como estran­ha (a inspi­ração, a inerrân­cia… ) aparece, a par­tir do tex­to con­sid­er­a­do em si, tão grave em um ecle­siás­ti­co que ensi­na a Sagra­da Escrit­u­ra em Roma, que prefe­r­i­mos supor que o padre Alon­so não soube se expres­sar» [3]. E mon­sen­hor Romeo acres­cen­ta em nota: «a encícli­ca Humani Gener­is inclui a exegese bíbli­ca entre “as partes da teolo­gia” (Civ. Catt., 101 — 1950 III — pág. 465 no. 25). o que sem­pre foi con­sid­er­a­do evi­dente tan­to entre os católi­cos como entre os cristãos dis­si­dentes de qual­quer denom­i­nação» [4].  Con­tin­uar lendo →

Santa Missa com Dom Tomás de Aquino, em Contagem/MG

O Santo Sacrifício da Missa - Locais de Santa Missa pelo Brasil.

SANTA MISSA TRIDENTINA EM CONTAGEM/MG
02 e 03 de abril
Sába­do às 19:00
Domin­go às 10:00
Haverá con­fis­são antes das Mis­sas.
Capela Nos­sa Sen­ho­ra das Graças,
 Rua Teodoro Fer­nan­des dos San­tos, n°. 391,
bair­ro Ria­cho em Contagem/MG.
 

O Padre Pfeiffer e o falso bispo Moran: é um dever avisar os fiéis

O Padre Pfeiffer e o falso bispo Moran: é um dever avisar os fiéis

O “Bis­po” Moran com P. Pfeif­fer e Gre­go­ry Tay­lor, edi­tor de “The Recu­sant”

P. Car­do­zo ao lado de P. Pfeif­fer e P. Hewko

Da opinião ao dogma: Prefácio e quadro de notas teológicas

Da opinião ao Dog­ma

Pre­fá­cio
Padre Sis­to Carte­chi­ni, S.J.
Roma, 15 de agos­to de 1953
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

Se em toda ciên­cia, mais que a quan­ti­dade e a qual­i­dade das noções esparsas, é útil bem con­hecer o grau de certeza dos seus pres­su­pos­tos e dos seus princí­pios, e a ordem das suas deduções, isto vale espe­cial­mente no cam­po da fé e na ciên­cia teológ­i­ca. Daqui a neces­si­dade do estu­do orde­na­do dos dados rev­e­la­dos, o qual, se em qual­quer medi­da é requeri­do a todos os crentes para ofer­e­cer a Deus um ato de cul­to racional (Rm 12, 1), e tam­bém aos crentes para se explicar aos não crentes a racional­i­dade do quan­to crêem, maior razão se adi­ciona a quan­tos bus­cam o pleno pos­ses­so dos dados rev­e­la­dos para se ren­der con­ta que a nos­sa fé exclui toda dúvi­da, e é lumi­nosa e cer­ta não menos que os axiomas e as cat­e­go­rias matemáti­cas.

O dúplice fim que me pre­fix­ei no pre­sente tra­bal­ho foi fornecer pre­cisa­mente aos estu­diosos da fé católi­ca os critérios necessários para dar um exa­to juí­zo sobre certeza da ver­dade rev­e­la­da, e expor jun­ta­mente os méto­dos de col­i­ga-los em um sis­tema cien­tí­fi­co. Então, em uma primeira parte me pro­pus deter­mi­nar o sig­nifi­ca­do pre­ciso das várias qual­i­fi­cações teológ­i­cas com as quais no ensi­na­men­to se cos­tu­ma exprim­ir o grau de certeza entorno a uma proposição que pertença a fé ou a teolo­gia; e isto fazen­do, enten­di colo­car uma mão ami­ga a quan­tos, espe­cial­mente os lei­gos pouco aden­tra­dos nas ciên­cias sacras, mas tam­bém a cléri­gos talvez des­ori­en­ta­dos por muitas flu­tu­antes e dis­cor­dantes definições de ter­mos e de con­ceitos, não vis­sem com clareza os con­tornos pre­cisos ao alcance das qual­i­fi­cações: dog­ma, fé defini­da, fé div­ina, fé div­ina e católi­ca, fé católi­ca, dout­ri­na católi­ca, cer­to em teolo­gia, sen­tença comum, sen­tença prováv­el…; e das cen­suras a essas con­tra­pos­tas: here­sia, erro, próx­i­mo ao erro, temerário… Depois na segun­da parte enten­di mostrar em quan­tos mod­os as várias proposições da fé e da teolo­gia podem entre elas se conec­tar e por quan­tas vias de uma ver­dade rev­e­la­da se lhe podem explic­i­tar pelas out­ras, novas somente quan­to a sua for­mu­lação mais pre­cisa.

Não pre­tendo já no meu modesto tra­bal­ho diz­er algu­ma coisa de novo ou mel­hor, além daqui­lo que dis­ser­am os grandes teól­o­gos anti­gos e mod­er­nos, sobre uma matéria tão com­plexa. Quan­to há nis­so existe de ver­dadeiro o extrai de óti­mos autores, muitos dos quais cita­dos na bib­li­ografia; aqui­lo que tem de novo é ape­nas a ordem, a sín­tese, a con­fir­mação dos doc­u­men­tos, a apli­cação com vários exem­p­los; para que os sac­er­dotes e quan­tos tam­bém do cul­to laica­to se inter­es­sam pelas ciên­cias sacras, pos­sam por si mes­mos faz­er um juí­zo exa­to sobre o grau de certeza entorno a uma proposição que ven­ha a eles pro­pos­ta, ou extrai-lo dos tex­tos de teolo­gia, ou ao menos ren­der-se con­ta das difi­cul­dades do prob­le­ma e jul­gar com uma cer­ta cog­nição de causa sobre um argu­men­to total­mente diver­so do fácil.

É meu dev­er de gratidão agrade­cer a todos que me aju­daram na obra, ou me enco­ra­jan­do a empreendê-la, ou dan­do me sug­estões para a exe­cução, ou reven­do e adap­tan­do o tex­to a leitores fora da esco­la. Que o Sen­hor lhes rec­om­pense.

  1. p. Sis­to Carte­chi­ni I.

Roma, 15 agos­to 1953.

 

 

 

E S Q U E M A  D A S  N O T A S  T E O L Ó G I C A S

 

(*) Uma nota supe­ri­or con­tém em si aque­la infe­ri­or e o seu val­or decresce descen­do a escala. É pos­sív­el a pas­sagem de uma nota infe­ri­or a uma supe­ri­or e todas tem relação com a primeira, o dog­ma.

(**) O dog­ma não pode descer a uma nota infe­ri­or. As notas do dog­ma, aque­las de fé div­ina, for­mam o cam­po da fé; do dog­ma até a nota teo­logi­ca­mente cer­ta temos o cam­po da infal­i­bil­i­dade (para alguns até a nota comum é cer­to); o cam­po da teolo­gia abraça todas as notas do dog­ma até ao prováv­el.

(***) As cen­suras das proposições opostas e con­trárias as últi­mas duas notas cos­tu­mam ser estas: cap­cioso, que soa mal, ofen­si­va aos ouvi­dos pios dos fiéis, escan­dalosa (D. 1541). Tais cen­suras se deduzem de out­ras fontes e recor­rem muitas vezes em teolo­gia moral, enquan­to as proposições qual­i­fi­cadas podem ser ocasião de escân­da­lo, soar mal, etc.

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Notas teológicas marca d'agua

 

 

 

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