Tag Archives | Comunismo

Igor Safarevic: “As Origens Heréticas do Anarco/Social/Comunismo”

il-socialismo-come-fenomeno-storico-mondiale-libro-64920

 

Padre Curzio Nitoglia

Tradução: Ged­er­son Fal­cometa

 

Social­is­mo, anar­quis­mo e lib­er­al­is­mo econômi­co

Já trata­mos do Anar­quis­mo e das suas relações com o Social/comunismo e com o Lib­er­al­is­mo econômi­co lib­ertário tam­bém chama­do “Anarco/liberalismo econômi­co” ou “Anarco/Capitalismo”.

No pre­sente arti­go ver­e­mos, base­an­do-nos sobre o óti­mo livro de Igor Safare­vic, “O social­is­mo como fenô­meno históri­co mundi­al” (Moscou, 1977, tr. It., Milão, La Casa di Matri­ona, 1980, Milão – Viter­bo, Effediefe, 1999), as ori­gens hereti­cais comuns aos movi­men­tos social­is­tas, comu­nistas e lib­ertários.

Essas doutri­nas (Anar­quis­mo, Lib­er­al­is­mo econômi­co e Social/comunismo), como escreve­mos no arti­go sobre o anar­quis­mo, pub­li­ca­do neste site, são sub­stan­cial­mente sim­i­lares (autono­mia do homem de qual­quer ser e val­or) e aci­den­tal­mente difer­entes (ditadu­ra da plu­toc­ra­cia para o lib­er­al­is­mo econômi­co e ditadu­ra do pro­le­tari­a­do para o comu­nis­mo, enquan­to o anar­quis­mo é um mis­to de lib­er­al­is­mo econômi­co lib­ertário e de comu­nis­mo enquan­to quer chegar a sociedade sem class­es como o social/comunismo, mas ime­di­ata­mente e indi­vid­u­al­is­ti­ca­mente sem pas­sar pela rev­olução cien­tifi­ca­mente e cole­ti­va­mente orga­ni­za­da pelo pro­le­tari­a­do marx­is­ti­za­do).

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O BEM DO TODO É MAIOR QUE O BEM DA PARTE

 

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

8 de agos­to de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/bene_del_tutto_e_della_parte.htm

Civ­i­tas propter cives, non cives propter civ­i­tatem”

·Con­tra o comu­ni­taris­mo (“o bem de todos”) a sã filosofia ensi­na que a Sociedade não é o Fim abso­lu­to, o bem ao qual os cidadãos são orde­na­dos, mas a Sociedade é orde­na­da ao bem comum dos cidadãos (“civ­i­tas propter cives, et non cives propter civ­i­tatem”). Por isso é pre­ciso enten­der bem o sig­nifi­ca­do do axioma “o bem do todo é supe­ri­or ao bem da parte”, para não cair no abso­lutismo comu­ni­tarista, ou seja, no “cul­to da Comu­nidade” ou do seu “Chefe abso­lu­to”, que destrói os indi­ví­du­os.

 ·A comu­nidade (ou o “bem do todo”) não deve absorv­er, mas deve pro­te­ger os dire­itos do indi­ví­duo e da família (“o bem da parte”). Essa inter­vém ape­nas onde a família e o setor pri­va­do não con­seguem soz­in­hos (v. o princí­pio de sub­sidiariedade) [1].

 ·O Cardeal Alfre­do Otta­viani ensi­na: “indi­vidu­us non est pro Statu, sed Sta­tus pro indi­vid­uo”, o Esta­do (ou “bem do todo”) é para os cidadãos, não vice-ver­sa, ou seja, a pes­soa não é uma engrenagem da Sociedade como uma engrenagem de reló­gio. É pre­ciso que o Esta­do (“o todo”) respeite a pes­soa (“a parte”) provi­da de uma natureza racional, cri­a­da a imagem e semel­hança de Deus, dota­da de uma alma espir­i­tu­al e de int­elec­to e von­tade, e então, livre para faz­er o bem e aber­ta para con­hecer o ver­dadeiro que a con­duzirá a vida sobre­nat­ur­al. O Esta­do (ou “o bem do todo”), por­tan­to, não deve jamais obsta­c­ulizar ou incul­car o con­hec­i­men­to da ver­dade e a práti­ca do bem da pes­soa (“o bem da parte”), antes a deve favore­cer. Quan­do se ini­cia­ram as escav­ações sob o altar da Basíli­ca de São Pedro, para ver se real­mente ali esta­va o cor­po do Após­to­lo, a quem fazi­am notar a Pio XII o risco daque­la oper­ação, o Papa respon­dia: “A Igre­ja não deve ter medo da ver­dade!”.

 ·Além dis­so, a Comu­nidade ou Sociedade deve procu­rar tam­bém e secun­dari­a­mente o bem estar comum tem­po­ral do homem, defend­en­do os seus dire­itos e a sua dig­nidade: a vida, a inte­gri­dade físi­ca, as como­di­dades tem­po­rais, a edu­cação int­elec­tu­al, moral e espir­i­tu­al [2].

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PIO XII E A EXCOMUNHÃO DO COMUNISMO

DON CURZIO NITOGLIA

6 de março de 2010
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/PioXII_e_scomunica_comunismo.htm

Intro­dução: justiça e atu­al­i­dade da con­de­nação

Pio XII, através da Sagra­da Con­gre­gação do San­to Oficío emanou três doc­u­men­tos sobre a natureza do comu­nis­mo e a sua incom­pat­i­bil­i­dade com o cris­tian­is­mo.

1º)Um ‘Decre­to ger­al” (1º de jul­ho de 1949), que declara:

a) não ser jamais licí­to inscr­ev­er-se nos par­tidos comu­nistas ou dar a eles apoio, porque o comu­nis­mo é mate­ri­al­ista e anti­cristão;

b) que é veta­do difundir livros ou jor­nais, os quais sus­ten­tem a dout­ri­na e a práti­ca do comu­nis­mo mate­ri­al­ista e ateu;

c) que os fiéis, os quais real­izam com ple­na con­sciên­cia os atos proibidos, não podem rece­ber os Sacra­men­tos;

d) tam­bém que os bati­za­dos, os quais pro­fes­sam, defen­d­em ou propagam con­scien­te­mente a dout­ri­na ou a práti­ca comu­nista, incor­rem ipso fac­to em exco­munhão reser­va­da em modo espe­cial a San­ta Sé, enquan­to após­tatas da Fé católi­ca (a apos­ta­sia é uma pas­sagem da religião cristã a out­ra total­mente diver­sa – no caso o mate­ri­al­is­mo ateu – e por­tan­to mais grave que a here­sia e cis­ma, o qual seria pas­sar do catoli­cis­mo ao protes­tantismo ou “orto­dox­is­mo”).

2º) Uma “Declar­ação sobre o matrimônio” (11 de agos­to de 1949), a qual ensi­na que os escritos das seitas ateís­tas ou acatóli­cas, os quais são os comu­nistas mil­i­tantes, incor­rem no imped­i­men­to diri­mente [1] de religião mista [2], enquan­to ateus, devem sub­scr­ev­er as cauções que são requeri­das aos acristãos (batismo, edu­cação cristã dos fil­hos e remoção do peri­go de per­ver­são do con­jugue não comu­nista).

3º)um ‘Moni­to sobre a edu­cação da juven­tude’ (28 de jul­ho de 1950), con­tra os gen­i­tores que con­sen­tem aos fil­hos de serem inscritos na sociedade jovem per­ver­tidos (FCGI).

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