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Um verdadeiro chamado à prudência

A “Tese de Cas­si­ci­acum” é ain­da abso­lu­ta­mente cer­ta?

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
Vel­letri, 6 luglio 2008
http://www.doncurzionitoglia.com/TesIncerta.htm

Advertên­cia

Ten­do aban­don­a­do – pub­li­ca­mente – as con­clusões jurídi­cas da “Tese de Cas­si­ci­acum” (7–8 de dezem­bro de 2006) para chegar ao “Sim Sim Não Não” em Veletri (7 de janeiro de 2007), me sen­ti, des­de então, no dev­er de explicar as razões da min­ha mudança. Tra­bal­hei este pequeno escrito há muito tem­po e  colo­co aqui o “resumo” como “uma hipótese de Veletri” [1]. Eu refleti – infor­mal­mente já a par­tir de do fim de 2003, (e des­de o final de 1990, as con­se­quên­cias práti­cas e jurídi­cas que alguns “guer­ar­dianos” tiravam da “Tesi de Cas­si­ci­acum” me pre­ocu­pavam e me deix­avam com dúvi­das). Só em agos­to de 2007 (depois de lon­ga – talvez demasi­a­da lon­ga – pon­der­ação) deix­ei, tam­bém for­mal­mente a “Tesi de Cas­si­ci­acum”, a qual aderi por muitos anos. Eu não que­ria pub­licar está pági­na, para não per­tur­bar ain­da mais os fiéis, falan­do de questões “tremen­das” (com­paráv­el ao dog­ma da “Pre­des­ti­nação”) e que super­am a capaci­dade dos não “espe­cial­is­tas” em teolo­gia, (tais argu­men­tos podem ser abor­da­dos “na esco­la” e não pred­i­ca­do aos sim­ples fiéis)[2], mas mais fiéis me tem acon­sel­ha­do a tornar públi­ca as razões da min­ha decisão, sendo eu um sac­er­dote e então uma pes­soa “públi­ca”, para evi­tar todo equívo­co. Somente com este inten­to vou divul­gar este escrito, sem nen­hu­ma pre­ten­são, nem ameaça de apos­ta­sia, para quem não está de acor­do, lem­bre (sobre­tu­do para mim e para os out­ros) as palavras de Dante:

«Or tu chi sei, che vuoi sedere a scran­no,

per giu­dicar da lun­gi mille miglia

con la vedu­ta cor­ta d’una span­na?»

(Par­adiso, XIX, 79–81).

Intro­dução: Três citações do Padre Guérard

1) “O alcance obje­ti­vo da per­gun­ta: “O ocu­pante da Sé Apos­tóli­ca é, sim ou não, Papa mate­rial­mente?”, é de tal for­ma fora do nos­so alcance que conc­re­ta­mente e real­mente, a respos­ta a está per­gun­ta não tem quase impacto sobre o com­por­ta­men­to efe­ti­va­mente pos­sív­el dos fiéis lig­a­dos a Tradição” (Guérard des Lau­ri­ers, Sodal­i­tium, nº 13, em, “O prob­le­ma da autori­dade”, Ver­rua Savóia, CLS, 2005, pg 37).

  • Se é “fora do nos­so alcance”, (espe­cial­mente aque­la de P. Guérard des Lau­ri­er) não é evi­dente. Se “não há impacto sobre a vida dos fiéis”, não se pode tirar nen­hu­ma con­clusão práti­ca ou jurídi­ca. Coisa que os “guer­ar­dianos”, ao invés fazem “na práti­ca”, rep­utan­do-a evi­dente “em teo­ria” e assim ultra­pas­sam e con­tradizem o próprio P. Guérard.

2) “Uma tal per­pet­u­ação [da hier­ar­quia pura­mente mate­r­i­al] não é, ex se, impos­sív­el. Essa requer todavia con­sagrações epis­co­pais vál­i­das. E porque o novo rito é dúbio, os ocu­pantes (da Sé Apos­tóli­ca) bem rápi­do não serão mais que “APARÊNCIA” (O prob­le­ma da autori­dade e do epis­co­pa­do na Igre­ja, Ver­rua Savóia, CLS, 2005, pg.37)

  • Se Ben­to XVI é uma “pura aparên­cia” não é nem “papa mate­rial­mente ou em potên­cia”, onde a “Tese de Cas­si­ci­acum” desmorona a favor da “sé total­mente vacante”. Na ver­dade hoje (2008) com Ben­to XVI, o qual não seria val­i­da­mente bis­po, porque foi con­sagra­do com o “sacra­men­tário da Igre­ja con­cil­iar”, nos encon­tramos diante do “nada” ou pri­vação total do Papa­do.

3) “Quem declara atual­mente: ”Mons. Wojty­la não é por nada Papa [nem tam­bém mate­rial­mente]”, deve: ou con­vo­car o con­clave [!], ou mostrar as cre­den­ci­ais que o con­stituem dire­ta­mente e ime­di­ata­mente Lig­a­do a Nos­so Sen­hor Jesus Cristo[!]” (O prob­le­ma da Autori­dade…, Ver­rua Savóia, CLS, 2005, pg 37).

  • Ora, para Padre Guérard Ben­to XVI não seria papa nem sequer, mate­rial­mente, não sendo nem Bis­po, então os “tesis­tas”, para serem coer­entes com a “Tese”, dev­e­ri­am ou eleger um out­ro Papa, ou demon­strar serem os Vigários ou “lig­a­dos dire­ta­mente” a Cristo. Segun­do eles ter­tium non datur.…

 

Dis­cern­i­men­to e bom sen­so

San­to Iná­cio nos “Exer­cí­cios Espir­i­tu­ais” (nº 318) ([3]) escreve que em tem­po de des­o­lação não se deve mudar o propósi­to de agir, mas per­manecer para­do e faz­er como antes sem pre­tender de ver claro, porque “no tur­vo pesca o demônio”. Então no caso de obscuri­dade, aridez, des­o­lação, “noite dos sen­ti­dos e do espíri­to”, se deve con­tin­uar como antes, mes­mo sem ver, na ver­dade deve­mos nos con­tentar por não ter­mos luzes, porque Deus per­mite tal obscuri­dade para purificar as almas dos seus fiéis, exor­tan­do-os a con­fi­ar mais Nele do que em si mes­mos é a “esper­ança con­tra toda esper­ança” sem ver na inev­idên­cia (quod repug­nat). Tam­bém San­ta Tere­sa D’ávila e São João da Cruz ensi­nam a mes­ma dout­ri­na, que é comum em teolo­gia ascéti­ca e mís­ti­ca.

Todo exces­so è um defeito

Aque­les que pre­ten­dem saber tudo de tudo e ter a certeza de como estão real­mente as coisas, erra: espe­cial­mente em uma situ­ação de obscuri­dade e de incerteza como a atu­al, que não tem igual em toda a história da Igre­ja. Toda respos­ta (tam­bém e espe­cial­mente a min­ha) e “solução” ou “ten­ta­ti­va” é par­cial e tem suas som­bras claras e obscuras. Somente a Igre­ja hierárquica poderá diz­er a palavra defin­i­ti­va. Então “si non vis errare, noli velle scrutare” (San­to Agostin­ho). A crise con­cil­iar e pós-con­cil­iar é um “mis­tério tremen­do”, ora o mis­tério esta além da razão humana, a ultra­pas­sa mas não a con­trária. Por­tan­to, “pro­cure­mos tornar cer­ta a nos­sa eleição, medi­ante as nos­sas boas obras” (São Pedro). Isto é, faz­er aqui­lo que a Igre­ja sem­pre fez (São Vicente de Lérins, “Com­mon­i­to­ri­um”, cap.III), rejeitar as novi­dades que levaram a tal esta­do de con­fusão dog­máti­ca, moral e litúr­gi­ca.

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Conclusão: O “sedevacantismo mitigado” acessível a todos

 

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
26 feb­braio 2009
http://www.doncurzionitoglia.com/SedevacantismoMitigato.htm

1) Sede­va­can­tismo mit­i­ga­do

1º) Segun­do P. Guérard des Lau­ri­ers,  uma vez que o novo rito da con­sagração epis­co­pal é duvi­doso,  se fos­se eleito Papa um sujeito con­sagra­do com o novo rito, não seria val­i­da­mente Bis­po e então não pode­ria ser nem sequer Papa (ou Bis­po de Roma) nem sequer mate­rial­mente. Padre Guérard falou, nes­sa even­tu­al­i­dade, de “pura aparên­cia de Papas” (O prob­le­ma da Autori­dade e do epis­co­pa­do na Igre­ja, Ver­rua Savóia, CLS, 2005, pg 37). Con­tin­uar lendo →

UMA HIPÓTESE DE VELLETRI

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
Vel­letri, 15 de novem­bro de 2008
http://www.doncurzionitoglia.com/IpotesiVelletri.htm

Em questões teológ­i­cas difí­ceis e não definidas, deve se dar o próprio pare­cer com humil­dade e paz, con­for­man­do-se a instrução e a capaci­dade do ouvinte, insistin­do mais na práti­ca da Igre­ja, exor­tan­do a seguir o bom cos­tume; ao invés de deixar-se envolver na con­tro­vér­sia para a qual não existe con­clusão cer­ta e que são em segui­da perigosas para quem as expli­ca [abu­so de poder, orgul­ho espir­i­tu­al e int­elec­tu­al] e para quem escu­ta [se não existe capaci­dade e preparação para com­preen­der e colo­car em práti­ca cor­re­ta­mente]. (S. Iná­cio de Loy­ola, Obras Com­ple­tas, Madrid, Barc., 1992, pg 289–290)”.

Intro­dução

Depois de haver 1°) lev­an­tei três objeções (6 de jul­ho de 2008) que inval­i­dam (cer­ta­mente a par­tir de 2005, data da eleição de Ben­to XVI) a “Tese de Cas­si­ci­acum” estando aqui­lo que tin­ha escrito de acor­do com o seu próprio ide­al­izador (P. Guérard des Lau­ri­ers); 2°) respon­di a “Sodal­i­tium” nº 62 sobre a analo­gia entre Esta­do e Igre­ja (8 de dezem­bro de 2008); 3º) Aqui cheg­amos ao pon­to cru­cial: como resolver o prob­le­ma da crise na Igre­ja do Con­cílio Vat­i­cano II até hoje? A respos­ta não é sim­ples, porque se encon­tra diante de um “mis­tério de iniq­uidade” que “feriu o Pas­tor e dis­per­sou o reban­ho”. O fato é cer­to, mas o como e o por que me ultra­pas­sam; pos­so só ten­tar bal­bu­ciar qual­quer coisa, uma hipótese no claro obscuro da fé com a aju­da da lóg­i­ca e da sã teolo­gia e da história ecle­siás­ti­ca, sem pre­ten­são algu­ma de ter enten­di­do tudo per­feita­mente e de poder ilu­mi­nar e diri­gir a todos a cul­pa da acusação de “sac­rilé­gio, cis­ma cap­i­tal e defecção irre­ver­sív­el”. Tudo o que sei é, como disse Romano Amério, que a Igre­ja encon­trará o cam­in­ho de saí­da de toda sua “crise” a par­tir do “grande rio da ver­dade e graça que rece­beu – inin­ter­rup­ta­mente até o fim do mun­do – de Cristo e que essa man­tém no cur­so dos sécu­los, ain­da que escon­di­da­mente – como um rio sub­ter­râ­neo – em épocas de trevas”.

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Analogia: resposta a “Sodalitium” nº 62

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
Vel­letri, 8 set­tem­bre 2008
http://www.doncurzionitoglia.com/ANALOGIA.htm

Intro­dução

■ O fato: Um ser­mão e uma con­fer­ên­cia

  • Depois de ter pedi­do (6 de jul­ho de 2008), pub­li­ca­mente e por escrito, uma respos­ta a redação da “Sodal­i­tium”, ref­er­ente ao n.º 62 de jun­ho de 2008, esperei em vão mais de dois meses, mas não rece­bi nen­hum feed­back. Então per­gun­to nova­mente – sin­teti­ca­mente – se Pio XII não é Papa for­mal­mente mas só mate­rial­mente. Então Ben­to XVI , não sendo Papa nem sequer “mate­ri­aliter” (segun­do P. Guérard) os “tesis­tas”, para ser coer­entes com a “Tese” devem ou con­sagrar um Papa, ou demon­strar de serem eles mes­mos “lega­dos dire­tos [rep­re­sen­tantes ten­do igual val­or do sujeito rep­re­sen­ta­do, N. Zin­garel­li] de Cristo”. Quais das duas opções vão escol­her? Devo diz­er pub­li­ca­mente ao menos, aos seus fiéis. Eles não podem fugir à questão, escreven­do a tese de Cas­si­ci­acum ain­da é a úni­ca solução para a crise de autori­dade da Igre­ja (“Sodal­i­tium”, n.° 62, p. 4).

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