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O MODERNISMO [1] A RESPEITO DA IGREJA

La Civiltà Cat­toli­ca ano XXXIV, serie XII, vol. IV, Flo­rença.

P. MATTEO LIBERATORE, S. J.

I.

Logo que a Igre­ja de Cristo apare­ceu no mun­do, o anti­go Pagan­is­mo a com­bate até o fim, bus­can­do sufo­ca-la no sangue. O novo Pagan­is­mo, que se chama Mod­ernismo, e mais comu­mente Lib­er­al­is­mo ou Rev­olução, tam­bém ele com­bate a Igre­ja; porque, como instru­men­to de Satanás, é infor­ma­do pelo mes­mo espíri­to, o ódio a Cristo, e é movi­do pelo mes­mo fim, aque­le de impedir nos povos o bene­fí­cio da redenção. Se não que a con­seguir este mes­mo fim, ele não pode usar os os mes­mos meios. A razão é, porque onde para o anti­go Pagan­is­mo trata­va-se de impedir que a nova Potên­cia se assen­ho­rasse do mun­do, para ele se tra­ta de espo­liar esta Potên­cia da sen­ho­ria já con­quis­ta­da. Então, esse é con­stri­to a seguir con­tra a Igre­ja, mais que a vio­lên­cia, a astú­cia, imi­tan­do o com­por­ta­men­to que Faraó pre­fixou con­tra o povo hebreu: For­tius nobis est. Ven­ite sapi­en­ter oppri­ma­mus eum [2]. [Ndt.: «Ele disse ao seu povo: Vede: os israeli­tas tornaram-se numerosos e fortes demais para nós.Vamos! É pre­ciso tomar pre­caução con­tra eles e impedir que se mul­ti­pliquem, para não acon­te­cer que, sobrevin­do uma guer­ra, se unam com os nos­sos inimi­gos e com­bat­am con­tra nós, e se retirem do país..» Cfr. Es. I, 9–10.] Con­tin­uar lendo →

O MODERNISMO REFORMISTA

La Civiltà Cat­toli­ca, anno 59°, vol. 4 (fasc. 1401, 29 out­ubro de 1908), Roma 1908, pag. 288–301.

O MODERNISMO REFORMISTA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

O heréti­co – que é anárquico na ordem reli­giosa e moral – insurge vol­un­tari­a­mente, como anárquico politi­co e social, em nome de qual­quer ideia, ou mel­hor, de qual­quer palavra sub­lime, par­tic­u­lar­mente ao som grandioso de ren­o­vação, de pro­gres­so e de refor­ma. Somente, quan­do da altura da espec­u­lação desce para a enormi­dade da apli­cação, a práti­ca, ele se desco­bre como é de fato: sob o man­to do refor­mador auda­cioso um abje­to e orgul­hoso per­verte­dor.  Toda a história dos sécu­los cristãos é ple­na deste fato: e o fato, de resto, tem a sua raiz no instin­to, já fre­quente­mente denun­ci­a­do, do erro e do vicio, que é de trans­fig­u­rar-se no sem­blante de ver­dade e de vir­tude. É então suma­mente ben­eméri­to quem lhe arrebatan­do a más­cara a tem­po, colo­ca-lhe o nu da feia figu­ra, antes que a sim­u­lação adquira crédi­to e potên­cia em dano da religião e da moral, da Igre­ja e da sociedade. Ora, isto ocor­reu ao mod­ernismo, graças, sobre­tu­do a vig­orosa encícli­ca Pas­cen­di: isto aparece na sua ver­gonhosa nudez, não sábio refor­mador, qual osten­ta, mas destru­idor insip­i­ente e per­verte­dor. E tal deve­mos tam­bém mostra-lo ago­ra breve­mente, sobre os traços da encícli­ca, para con­cluir, com esta ráp­i­da olha­da, o nos­so já muito lon­go trata­men­to do mod­ernismo.

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Liberdade de consciência

 

La Civiltà Cat­toli­ca, anno XLI, serie XIV, vol. VIII (fasc. 968, 8 de out­ubro de 1890) Roma 1890 pag. 167–182.

 

Liber­dade de con­sciên­cia

    Rev. Pe. Francesco Salis Seewis S.J.

 [Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

I.

Ver­dadeira noção de liber­dade de con­sciên­cia.

L’Opinione escrevia sob o títu­lo Liber­dade de Con­sciên­cia (n. 220) o que segue: «Lemos no L’Osservatore Romano: – L’Opinione estigma­ti­zan­do as rig­orosas medi­das que se dizem ado­tadas pela Rús­sia con­tra os judeus, mes­mo com o Times queren­do que de toda parte sur­gis­sem protestos con­tra essas perseguições moscov­i­tas. EL’Opinione o que­ria porque de todas as liber­dades, a mais div­ina e a mais humana a um só tem­po é aque­la de con­sciên­cia.

« – Nos per­miti­mos deman­dar (segue o L’Oss. R.): esta liber­dade de con­sciên­cia é a mais div­ina e a mais humana ape­nas para os judeus, ou tem um pouquin­ho tam­bém para os católi­cos? Se sim, porque então aqui em Itália tan­ta guer­ra se faz aos católi­cos e ao catoli­cis­mo, e porque por todo o mun­do se oprime a liber­dade de con­sciên­cia de trezen­tos mil­hões de católi­cos ao negar ao Papa a sua liber­dade efe­ti­va e a sua real inde­pendên­cia?» L’Opinione lida com estas palavras assim: «a guer­ra em Itália con­tra os católi­cos é uma invenção do par­tidaris­mo políti­co rea­cionário.» Este breve tra­to de L’Opinione fornece gravís­si­mas con­sid­er­ações.

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Verdade ou cortesia?

«Pere­gri­no de um dia sobre o cam­in­ho da vida eu chegarei bem rápi­do, e comi­go chegará cada homem que vive, a um ter­mo onde nos espera, ofer­ta­do pela Providên­cia div­ina um diade­ma ou um cárcere eter­no. Agar­rar o diade­ma, evi­tar o cárcere, eis aqui­lo que impor­ta a mim e cada homem que comi­go vive sobre a ter­ra: e se para chegar lá, ou levar comi­go o meu próx­i­mo me seja mis­ter o mane­jar a espa­da ou tol­er­ar-lhe as fer­roadas, pouco me impor­ta, des­de que eu obten­ha o inten­to. Ora, a con­seguir isto, con­sideran­do que eu devo deixar plenís­si­ma liber­dade naque­las doutri­nas onde Deus se cala, assim devo aderir ple­na­mente quan­do Ele fala, procu­ran­do tam­bém de min­ha parte a adesão dos out­ros: que isto quer o Reden­tor, quan­do protestou não recon­hecer por seu quem não o lou­va, descon­fes­sar quem não o con­fes­sa na pre­sença dos home­ns, dev­er-se pre­gar sobre os tetos aqui­lo que ele diz aos ouvi­dos, espa­da e não paz trouxe ele sobre a ter­ra, sep­a­ração entre pai e fil­ho, entre mul­her e mari­do, entre irmão e irmão. Pre­ceitos de tal porte soam out­ra coisa diver­sa que a paz dos mod­er­a­dos: goste ou não goste, a ver­dade anun­ci­a­da pelo Reden­tor deve con­tin­uar a ser anun­ci­a­da pela Igre­ja; e a ver­dade ensi­na­da pela Igre­ja deve se pro­fes­sar sem rubor e sem temor pelo ver­dadeiro fiel: e se há quem não gos­ta de ouvi-la, ele se vá, e busque em out­ro lugar quem não acred­ite em um Deus que falou, ou acred­i­ta­mos ser­mos covardes o sufi­ciente para falsear o ver­dadeiro, e impiedosos para per­mi­tir sem oposição a perdição de quem corre  o risco da eter­na ruí­na».

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A regra de fé protestante conduz ao racionalismo

Arti­go III.

A regra protes­tante de fé, con­sid­er­a­da teo­logi­ca­mente, se demon­stra con­duzir ao racional­is­mo.

Extra­to do livro “O protes­tantismo e a Regra de Fé, vol.I Milão-Gen­o­va 1854, pág. 208–220 Parte I. Seção II. Capí­tu­lo III

Padre Gio­van­ni Per­ro, S.J.

Pro­fes­sor de Teolo­gia no Colé­gio Romano

                                                 Tradução: Ged­er­son Fal­cometa

O racional­is­mo, seja vul­gar, cien­tí­fi­co ou filosó­fi­co, é a tum­ba das crenças reli­giosas ou da fé cristã. A razão humana se faz para este arbi­tro e juiz supre­mo da rev­e­lação ou para falar com maior pre­cisão dos ter­mos, sub­sti­tui a rev­e­lação por si mes­ma destru­in­do e anu­lan­do-a até mes­mo tiran­do a sua noção. O sobre­nat­u­ral­is­mo por isso não tem mais lugar; lhe sub­sti­tui o puro nat­u­ral­is­mo. Os livros san­tos e as doutri­nas con­ti­das nos mes­mos, não são mais a obra de Deus, mas sim dos fru­tos da razão ele­va­da a mais alta potên­cia. Pois bem: o racional­is­mo nasce de um par­to com o protes­tantismo; ao invés dis­so, deve­mos diz­er que este lhe é o princí­pio ger­ador, e aque­le a sua pro­le nat­ur­al.
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