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Quando o homem X encontra a mulher Y eis que se esposam»: o amor em Giovannino Guareschi

Guareschi

Radio Spa­da
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

«Se uma mul­her te ama, tu falas e ao invés can­tas.
As palavras são a músi­ca do coração»
(Obser­vações de um alguém, “La bohème)

Tem­pos feios para o amor, muitas vezes reduzi­do a bor­bo­le­tas que voam no estô­ma­go (a psi­colo­gia mod­er­na sug­ere que exis­tam colô­nias de largatas prontas a abrirem-se em nos­so estô­ma­go não, logo que nos apaixon­ar­mos) ou a bru­tal posse do out­ro. Se se quer com­preen­der que coisa seja real­mente o amor é bom ter em mãos um dos tan­tos “con­tos de vida famil­iar” de Gio­van­ni­no Guareschi.
O ele­men­to fun­da­men­tal no namoro é – como escreve Guareschi – o des­ti­no: «quem tem a parte mais impor­tante é o des­ti­no: Deus lhe faz e depois lhe acom­pan­ha. Um homem X nasceu para esposar uma mul­her Y. E vice-ver­sa. Quan­do o homem X encon­tra a mul­her Y eles se esposam», ou: «toda mul­her esposa o seu mari­do e todo homem esposa a sua mul­her». Expli­ca­do assim, o namoro parece uma espé­cie de equação e, em parte, o é. Um homem é cri­a­do para enam­orar-se de uma só mul­her, que dev­erá amar com todas as suas forças todos os dias da sua vida e pela qual dev­erá estar dis­pos­to a sac­ri­ficar tam­bém a própria vida. O amor de dois namora­dos é esculpi­do na eternidade do céu, como escreve – com maior del­i­cadeza – T.S. Eliot: «te amei des­de o começo do mun­do, porque antes que eu e ti nascêsse­mos, o amor que nos uniu já exis­tia».

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BELEZA E SERIEDADE DO MATRIMÔNIO

 

 

PADRE CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

27 de jun­ho de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/matrimonio_bellezza_e_serieta.htm

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clip_image002No sen­ti­men­tal­is­mo se bus­ca a “con­so­lação sen­sív­el”, ou seja, o “praz­er” e se pode cair fácil­mente na des­or­dem ascéti­ca (apari­cionis­mo) e moral. Esta é a con­se­quên­cia práti­ca do erro ascéti­co do Amer­i­can­is­mo ou teóri­co do sen­ti­men­tal­is­mo (ou exper­iên­cia reli­giosa) do Mod­ernismo.

·         Já vimos que o Homem é com­pos­to de alma e cor­po e que as suas fac­ul­dades supe­ri­ores (int­elec­to e von­tade) devem pro­ced­er jun­tas para alcançar o seu Fim ulti­mo, edu­can­do, ele­van­do (pars con­stru­ens) e não ape­nas mor­ti­f­i­can­do (pars destru­ens) a sua sen­si­bil­i­dade (paixões e instin­tos). Ape­nas a repreen­são ou “mor­ti­fi­cação” neg­a­ti­va dos instin­tos, sem um escopo pos­i­ti­vo, ter­mi­nar­ia em obses­sion­ar e ator­men­tar a fan­ta­sia humana e para rea­cen­der e reforçar as paixões des­or­de­nadas. Então, é necessário além da mor­ti­fi­cação dos sen­ti­dos, tam­bém a sua sub­li­mação ou ver­dadeira ele­vação a um Fim supe­ri­or nat­ur­al e sobre­nat­ur­al. Os autores da ascéti­ca e mís­ti­ca1 ensi­nam que na “guer­ra dos sen­ti­dos vencem os poltrões” (Dom Bosco), ou seja, não é pre­ciso lutar face a face con­tra as ten­tações sen­suais, mas desviar a fan­ta­sia, a imag­i­nação e o pen­sa­men­to dess­es para trans­for­má-la pos­i­ti­va­mente sobre um out­ro obje­to, preferiv­el­mente sobre­nat­ur­al (“ato anagógi­co” ”, São João da Cruz). Assim, tam­bém quan­do “o sangue sobe ao cére­bro” pela cólera, é mel­hor calar e reen­viar toda ten­ta­ti­va de expli­cação quan­do a cal­ma voltar, de out­ro modo, a ira se infla­ma sem­pre mais e toma a direção sobre a razão. Por­tan­to, A Mor­ti­fi­cação Ou “Repreen­são” Con­sti­tui A Fase Ini­cial E Neg­a­ti­va Da Edu­cação Humana, como o ‘temor servil’ de Deus é iní­cio da Sabedo­ria, que é o ‘temor fil­ial’ e amoroso. Como o temor servil não é mal em si, mas é imper­feito, assim a mor­ti­fi­cação ou “repreen­são” não é má, mas deve ser com­ple­ta­da e aper­feiçoa­da pela sub­li­mação do instin­to. Não faz­er o mal é con­di­tio sine qua non para faz­er o bem, mas não é ain­da agir pos­i­ti­va­mente bem em ato. “Evi­ta o mal e faz o bem. Isto é todo o homem”, diz a S. Escrit­u­ra. Essa não se detém a pars destru­ens, mas nos con­vi­da tam­bém àquela con­stru­ens.

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MATRIMÔNIO, AMOR E CARIDADE: CONSELHOS AOS NAMORADOS

 

PADRE CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

2 de abril de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/matrimonio_amore_caritas.htm

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·         Depois de ter vis­to o que é a ver­dadeira Cari­dade sobre­nat­ur­al e tê-la dis­tin­ta antes de tudo do amor nat­ur­al (que é bom mas imper­feito) e sobre­tu­do do ero­tismo freudi­ano, que hoje inva­diu todas as coisas, que é puro egoís­mo, amor próprio, e é a morte do ver­dadeiro amor nat­ur­al e sobre­nat­ur­al, bus­care­mos ago­ra aplicar as noções de ver­dadeiro amor nat­ur­al, que deve ser aper­feiçoa­do por aque­le sobre­nat­ur­al, ao Matrimônio e de dar con­sel­hos aos jovens namora­dos, afim de que pos­sam se preparar con­ve­nien­te­mente e vivê-lo estavel­mente.

 

·         O Matrimônio é uma união estáv­el, que dura por toda a vida, entre um homem e uma mul­her, em vista de for­mar uma família, de ter e de dar fil­hos sobre­tu­do a Deus no Paraí­so e de aju­darem-se rec­i­p­ro­ca­mente, no cor­po e no espíri­to. Afim de que o mari­do seja fiel a mul­her e vice-ver­sa, “na boa e na má sorte”, todos os dias “até que a morte lhes sep­a­re”, é necessária uma boa preparação para o Matrimônio. Por exem­p­lo, como para se tornar sac­er­dote se entra no Sem­i­nário, se cumprem os estu­dos e se respei­ta a dis­ci­plina durante pelo menos 5 anos, para ver se é real­mente chama­do a vida sac­er­do­tal, ou para ser mil­i­tar se entra na Acad­e­mia do exérci­to, assim deve ser tam­bém o namoro em vista do Matrimônio. Se de fato, não se vive bem o namoro, muito provavel­mente se viverá mal o Matrimônio. Como quan­do se faz mal o Sem­i­nário ou a Acad­e­mia, e não nos reti­ramos antes, se terá quase segu­ra­mente uma vida sac­er­do­tal ou mil­i­tar em risco.

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