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Da nouvelle théologie a nova moral de situação

O mod­ernismo, para poder per­manecer den­tro da Igre­ja e muda-la sub­ter­ranea­mente, não quis se apre­sen­tar explici­ta­mente como um sis­tema teológi­co bem definido [1], dado o seu caráter secre­to (“foe­dus clandestinum/seita sec­re­ta”, S. Pio X, Sacro­rum Anti­s­ti­tum, 1910) e o seu hor­ror pelas definições, pela lóg­i­ca e pela espec­u­lação racional, a filosofia e a teolo­gia escolás­ti­ca.

 Padre Fab­ro [2] ensi­na que a per­icu­losi­dade do mod­ernismo con­siste na sua difí­cil definição, que quer escravizar qual­quer qual­i­fi­cação deter­mi­na­da e pre­cisa, seja em filosofia ou em teolo­gia, onde se man­tém sobre o vago, sobre o “míti­co” ou poéti­co e chega a con­clusões prat­i­cas total­mente dis­formes da éti­ca obje­ti­va, nat­ur­al e div­ina.

 O mod­ernismo de fato não é e nem quer ser uma dout­ri­na sis­temáti­ca, mas é sim uma for­ma de sen­ti­men­tal­is­mo religioso[3], que difunde o erro do agnos­ti­cis­mo e do ceti­cis­mo rel­a­tivista em toda parte, em maneira con­fusa, indefini­da, para mel­hor evi­tar ser descober­to e con­de­na­do, e para enga­nar os sim­ples fiéis, que estar­rece­ri­am dianto do erro explíc­i­to e clara­mente evi­dente. Ape­sar dis­to, o erro mod­ernista foi bem indi­vid­u­a­do por São Pio X (Lam­en­ta­bili e Pas­cen­di, 1907; Sacro­rum anti­s­ti­tum, 1910).

 O neo­mod­ernismo espec­u­la­ti­vo

 O erro mod­ernista vem em segui­da re-con­de­na­do por Pio XII como neo-mod­ernismo ou “nova teolo­gia” na Encícli­ca Humani Gener­is (12 de agos­to de 1950). Estes Doc­u­men­tos mag­is­te­ri­ais colo­cam luz, sobre­tu­do, nos erros ini­cial­mente teóri­cos (filosó­fi­cos e dog­máti­cos) do mod­ernismo e neo­mod­ernismo, dos quais derivavam con­clusões prat­i­cas e éti­cas (“agere sequitur esse”) gravis­si­ma­mente errô­neos (“parvus erro in prin­ci­pio, fit mag­nus in fine”). De fato, não hou­ve cam­po (tam­bém prati­co e não somente teóri­co) das ciên­cias reli­giosas que não ten­ha sido enve­ne­na­do pelos mod­ernistas a par­tir da metafísi­ca e da dog­máti­ca.
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A ATUALIDADE DO TOMISMO E AS NECESSIDADES DO NOSSO TEMPO — P. GARRIGOU LAGRANGE

Essen­za ed attual­ità del Tomis­mo, Roma 1946.

P. Regi­nal­do Gar­rigou — Lagrange O. P.

Pro­fes­sor de Dog­máti­ca da Fac­ul­dade

de Teolo­gia no Angéli­co de Roma

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

 

Diver­sas pub­li­cações recentes mais ou menos erradas sobre a natureza e o méto­do da teolo­gia nos ofer­e­cem a ocasião de recla­mar o val­or que a Igre­ja recon­hece a dout­ri­na de San­to Tomás, e de mostrar como essa responde as neces­si­dades mais urgentes da hora pre­sente, na des­or­dem que tur­ba as inteligên­cias.

– Recentes desvi­ações

Tal des­or­dem se man­i­festou já na época em que tin­ha começa­do a pul­u­lar o mod­ernismo, do qual os 65 erros con­de­na­dos pelo Decre­to «Lam­en­ta­bili» e pela Encícli­ca «Pas­cen­di» eram quase todos, se não todos, das here­sias, e algu­mas dessas here­sias fun­da­men­tais sobre a própria natureza da rev­e­lação e da fé reduzi­da a pura exper­iên­cia reli­giosa.

Era o indí­cio, não de uma crise da fé, mas de uma doença muito grave da inteligên­cia, a qual lhe con­duzia, sobre traços de protes­tantismo lib­er­al e através do rel­a­tivis­mo, ao ceti­cis­mo abso­lu­to.

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