Tag Archives | Sociedade

Sociedade e Autoridade

 

Don Curzio Nitoglia

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

 

A natureza da autori­dade

A sociedade é uma união moral de muitos home­ns, para agir em vista do bem comum.

A causa final da sociedade é o bem estar comum tem­po­ral;

a causa mate­r­i­al são as pes­soas;

a causa efi­ciente é Deus que criou o homem sociáv­el por sua natureza;

enquan­to a causa for­mal é a união moral entre os sujeitos, ou seja, os dire­itos-deveres, medi­ante os quais os indi­ví­du­os estão unidos para agirem jun­tos, em vista do bem comum.

A autori­dade, deri­va da sociedade con­sti­tuí­da, não é uma das qua­tro causas essen­ci­ais da sociedade, mas uma pro­priedade (ou aci­dente próprio-necessário, que deri­va dire­ta­mente e nec­es­sari­a­mente da natureza da autori­dade, e não lhe é a essên­cia).

Con­tin­uar lendo →

Exámen crítico del gobierno representativo en la sociedad moderna — P. Luis Tapparelli D’Azeglio S.J.

[issuu viewMode=singlePage width=650 height=500 embedBackground=%2325408f pageNumber=8 backgroundColor=%23222222 documentId=121214131518–565f1620b89f42b5aa2f5447d59019cd name=ex_men_cr_tico_del_gobierno_representa_tomo_1_prim username=gedersonfalcometa tag=aphologetic unit=px v=2]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique aqui para faz­er down­load do livro

 

O BEM DO TODO É MAIOR QUE O BEM DA PARTE

 

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

8 de agos­to de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/bene_del_tutto_e_della_parte.htm

Civ­i­tas propter cives, non cives propter civ­i­tatem”

·Con­tra o comu­ni­taris­mo (“o bem de todos”) a sã filosofia ensi­na que a Sociedade não é o Fim abso­lu­to, o bem ao qual os cidadãos são orde­na­dos, mas a Sociedade é orde­na­da ao bem comum dos cidadãos (“civ­i­tas propter cives, et non cives propter civ­i­tatem”). Por isso é pre­ciso enten­der bem o sig­nifi­ca­do do axioma “o bem do todo é supe­ri­or ao bem da parte”, para não cair no abso­lutismo comu­ni­tarista, ou seja, no “cul­to da Comu­nidade” ou do seu “Chefe abso­lu­to”, que destrói os indi­ví­du­os.

 ·A comu­nidade (ou o “bem do todo”) não deve absorv­er, mas deve pro­te­ger os dire­itos do indi­ví­duo e da família (“o bem da parte”). Essa inter­vém ape­nas onde a família e o setor pri­va­do não con­seguem soz­in­hos (v. o princí­pio de sub­sidiariedade) [1].

 ·O Cardeal Alfre­do Otta­viani ensi­na: “indi­vidu­us non est pro Statu, sed Sta­tus pro indi­vid­uo”, o Esta­do (ou “bem do todo”) é para os cidadãos, não vice-ver­sa, ou seja, a pes­soa não é uma engrenagem da Sociedade como uma engrenagem de reló­gio. É pre­ciso que o Esta­do (“o todo”) respeite a pes­soa (“a parte”) provi­da de uma natureza racional, cri­a­da a imagem e semel­hança de Deus, dota­da de uma alma espir­i­tu­al e de int­elec­to e von­tade, e então, livre para faz­er o bem e aber­ta para con­hecer o ver­dadeiro que a con­duzirá a vida sobre­nat­ur­al. O Esta­do (ou “o bem do todo”), por­tan­to, não deve jamais obsta­c­ulizar ou incul­car o con­hec­i­men­to da ver­dade e a práti­ca do bem da pes­soa (“o bem da parte”), antes a deve favore­cer. Quan­do se ini­cia­ram as escav­ações sob o altar da Basíli­ca de São Pedro, para ver se real­mente ali esta­va o cor­po do Após­to­lo, a quem fazi­am notar a Pio XII o risco daque­la oper­ação, o Papa respon­dia: “A Igre­ja não deve ter medo da ver­dade!”.

 ·Além dis­so, a Comu­nidade ou Sociedade deve procu­rar tam­bém e secun­dari­a­mente o bem estar comum tem­po­ral do homem, defend­en­do os seus dire­itos e a sua dig­nidade: a vida, a inte­gri­dade físi­ca, as como­di­dades tem­po­rais, a edu­cação int­elec­tu­al, moral e espir­i­tu­al [2].

Con­tin­uar lendo →

O PRÍNCIPE CRISTÃO CONTRA O PRÍNCIPE DE MAQUIÁVEL

O PRÍNCIPE CRISTÃO CONTRA O PRÍNCIPE DE MAQUIÁVEL

DON CURZIO NITOGLIA

[tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

20 abril 2010

http://www.doncurzionitoglia.com/Principe_Cristiano_Vs_Principe_Machiavelli.htm

Intro­dução

Maquiáv­el, depois de Dante e mais que Dante, nega a ordem políti­ca indi­ca­da por S. Tomás no De regimine prin­cipum. O Aquinate quis reunir a Sociedade a Deus, Maquiáv­el que­ria uma políti­ca autôno­ma da moral e de Deus. O príncipe de Maquiáv­el é o opos­to perdiametrum do príncipe de S. Tomás, e pro­duzirá a sep­a­ração entre políti­ca e éti­ca, entre Esta­do e Igre­ja. Se para S. Tomás a sociedade deve ser orde­na­da a Deus por aque­les que gov­er­nam para Maquiáv­el o que con­ta não é o fim últi­mo, mas o inter­esse egoís­ta do príncipe. Segun­do Maquiáv­el, segui­do por Niet­zche e os neo-pagãos, o cris­tian­is­mo fez os romanos covardes e vis, fazen­do o Império entrar em colap­so; será tare­fa de Rib­adeneyra, Belarmi­no e Vieira, refutá-los e demon­strar que os cristãos, naqui­lo que diz respeito a sua vida pri­va­da, pre­cisam ser humildes e man­sos; mas quan­do é pre­ciso defend­er a fé e a pátria tor­nam-se cora­josís­si­mos, e a história do I sécu­lo d.C. até o sécu­lo XX ampla­mente o demon­stra. Maquiáv­el – como já vimos – é cíni­co, ímpio, acristão, pagão; para ele a religião pode ser boa somente se serve os inter­ess­es do príncipe “volpe e leão”; os três jesuí­tas que citei mostram que a políti­ca, como éti­ca social, é toda con­trária daque­la maquiavéli­ca, que então é a mod­er­na e a atu­al, com todos os maus exem­p­los que temos debaixo dos olhos, a nív­el políti­co e tam­bém ecle­sial.

  Con­tin­uar lendo →

Powered by WordPress. Designed by WooThemes

Seguir

Obtenha todo novo post entregue na caixa de entrada do seu email.

Junte-se a outros seguidores