Tag Archives | Virtudes Cardeais

CARIDADE E JUSTIÇA SOCIAL COMO FUNDAMENTO DA POLÍTICA

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
Papa Gregório VII

 

 Papa Gregório VII
“Do desprezo do bem comum ou social um pode ser induzido a todos os pecados”
(S. Tomás de Aquino, S. Th., II-II, q. 59, a. 1).

Para o ‘bom gov­er­no’, que é a ver­dadeira vir­tude de ‘prudên­cia social’ ou seja, a políti­ca no sen­ti­do clás­si­co do ter­mo, é pre­ciso sobre­tu­do duas vir­tudes além da prudên­cia: a justiça e o amor nat­ur­al e sobre­nat­ur­al, que são sub­stan­cial­mente diver­sas da egal­itè et fra­ter­nitè da mod­ernidade. Aqui lhe estu­dare­mos na óti­ca social e não estre­ita­mente indi­vid­ual, porque nos ocu­pamos da filosofia políti­ca ou social, que estu­da a vida em comum ou em sociedade dos indi­ví­du­os home­ns, os quais se unem antes em uma família e depois em mais famílias, as quais for­mam uma sociedade ou polis (=cidade) e mais cidades for­man­do enfim um Esta­do. No arti­go sobre “Dire­ito nat­ur­al” pub­li­ca­do neste mes­mo site, vimos como a lei, é eter­na ou div­ina, nat­ur­al e pos­i­ti­va e como estas leis regem a sociedade e sem essas se cai inevi­tavel­mente na “dis-sociedade” ou dis­so­ci­ação anárquica, que é o ‘pés­si­mo gov­er­no’1. No pre­sente arti­go nos ocu­pamos da justiça e da sua per­feição, que é a amizade ou amor (nat­ur­al ou sobre­nat­ur­al)2, para colo­car bem a fogo que sem essa não é pos­sív­el uma ver­dadeira vir­tude de prudên­cia social ou políti­ca, vale diz­er o ‘bom gov­er­no’3. No livro em dois vol­umes cita­dos em nota, se afronta o tema da políti­ca enten­di­da por Aristóte­les e San­to Tomás de Aquino como vir­tude social, as suas bases metafísi­cas, a natureza, causa efi­ciente e final da sociedade, a sociedade inter­na­cional, a origem do poder, da tira­nia e do tiran­icí­dio, as três for­mas de gov­er­no (monar­quia, aris­toc­ra­cia e polí­cia), a realeza social de Cristo, as relações entre Esta­do e Igre­ja, o maquiavelis­mo como iní­cio da “políti­ca” mod­er­na, con­ce­bi­da de maneira diame­tral­mente opos­ta à políti­ca aris­totéli­ca-tomista como sep­a­ra­da da vir­tude e da moral e por isso ‘mau gov­er­no’ (1º vol­ume). No 2º vol­ume se afronta a prob­lemáti­ca das relações entre a vir­tude políti­ca clás­si­ca e as desvi­ações “políti­cas” mod­er­nas: a guer­ra jus­ta, a pena de morte, a tor­tu­ra e a represália, a questão social e a sua ver­dadeira solução con­tra os dois erros – por exces­so e por defeito – do cole­tivis­mo social­ista e do indi­vid­u­al­is­mo lib­er­al, da ver­dadeira natureza do comu­nis­mo, mes­mo daque­le de “ros­to humano”, ou seja, “euro comu­nis­mo” e do “cato-comu­nis­mo”, do lib­er­al­is­mo clás­si­co, da democ­ra­cia cristã, qual mod­ernismo social ou lib­er­al­is­mo-católi­co, do fas­cis­mo e do nazis­mo, mes­mo se estes dois capí­tu­los são data­dos (remon­tam ao ano de 2002) e, pen­so, exces­si­va­mente severos na críti­ca. Con­clusão a) dire­ito nat­ur­al, divi­no e pos­i­ti­vo; b) cari­dade e justiça são os dois pilares que regem a estru­tu­ra da prudên­cia social ou políti­ca clás­si­ca. Con­tin­uar lendo →

Verdadeira e falsa prudência — Resposta a Domenico Savino

 

Quem não está dis­pos­to a arriscar-se por suas ideias, ou não vale nada ou não apli­ca nada de suas ideias”  (Ezra Pound)

Don Curzio Nitoglia

[Tradução: Ged­er­son Fal­co­men­ta]

 Pub­li­ca­do orig­i­nal­mente no

O caro ami­go Dr. Domeni­co Savi­no, em 8 de abril de 2009, escreveu um inter­es­sante arti­go em seu site “Effedi­effe” inti­t­u­la­do “Frater­nidade São Pio X: temores e esper­anças”, onde “repro­va cer­ta fal­ta de prudên­cia” a Mons. Richard Williamson. Mas que coisa é exata­mente a prudên­cia e a imprudên­cia? Per­gun­te­mos a San­to Tomás de Aquino, “o mais sábio dos san­tos, o mais san­to dos sábios” (Pio XII).

  Con­tin­uar lendo →

Powered by WordPress. Designed by WooThemes

Seguir

Obtenha todo novo post entregue na caixa de entrada do seu email.

Junte-se a outros seguidores