Archive | Filosofia

CUIDADO COM ASMEIAS VERDADES

 
PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa}
27 de jun­ho de 2009
Mon­sign­or Hen­ri Delas­sus  dizia: «Hoje mais que nun­ca é pre­ciso diz­er a ver­dade, sem sub­ter­fú­gios e sem hábeis estraté­gias. […] A moral é que as ver­dades dimin­uí­das não são a Ver­dade e ape­nas a Ver­dade leva con­si­go a vida; e ape­nas ela pode dar nos a ressur­reição a par­tir do esta­do  de coma que nos encon­tramos […] Jesus con­fes­sou a Ver­dade e com isto venceu o mun­do, mes­mo que isto lhe ten­ha cus­ta­do a morte de Cruz» [1]. E con­tin­u­a­va:«Aque­le que, hoje, procla­ma a ver­dade pela metade, faz mais danos do que quem a nega res­o­lu­ta­mente; temos neces­si­dade da Ver­dade inte­gral. Ou a Fé ou o Eu. Ou o cris­tian­is­mo nas almas e na sociedade; ou o orgul­ho, a inve­ja e todas as paixões des­or­de­nadas, que o egoís­mo esconde em si, e que a rev­olução des­en­cadeia […] tudo aqui­lo que não é a ple­na, fran­ca e inteira Ver­dade reli­giosa, não pode nada sobre o coração do homem, nem pode reme­ter a Sociedade civ­il sobre a estra­da”. [2]
 
 
 
 
Con­sel­hos práti­cos para “restau­rar tudo em Cristo”
 
1º) Para refor­mar a Sociedade é pre­ciso primeiro refor­mar a si mes­mo
(Nemo dat quod non habet). “Toda mudança na Sociedade deve ter o seu primeiro princí­pio nos corações” [3].
 

A ATUALIDADE DO TOMISMO E AS NECESSIDADES DO NOSSO TEMPO — P. GARRIGOU LAGRANGE

Essen­za ed attual­ità del Tomis­mo, Roma 1946.

P. Regi­nal­do Gar­rigou — Lagrange O. P.

Pro­fes­sor de Dog­máti­ca da Fac­ul­dade

de Teolo­gia no Angéli­co de Roma

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

 

Diver­sas pub­li­cações recentes mais ou menos erradas sobre a natureza e o méto­do da teolo­gia nos ofer­e­cem a ocasião de recla­mar o val­or que a Igre­ja recon­hece a dout­ri­na de San­to Tomás, e de mostrar como essa responde as neces­si­dades mais urgentes da hora pre­sente, na des­or­dem que tur­ba as inteligên­cias.

– Recentes desvi­ações

Tal des­or­dem se man­i­festou já na época em que tin­ha começa­do a pul­u­lar o mod­ernismo, do qual os 65 erros con­de­na­dos pelo Decre­to «Lam­en­ta­bili» e pela Encícli­ca «Pas­cen­di» eram quase todos, se não todos, das here­sias, e algu­mas dessas here­sias fun­da­men­tais sobre a própria natureza da rev­e­lação e da fé reduzi­da a pura exper­iên­cia reli­giosa.

Era o indí­cio, não de uma crise da fé, mas de uma doença muito grave da inteligên­cia, a qual lhe con­duzia, sobre traços de protes­tantismo lib­er­al e através do rel­a­tivis­mo, ao ceti­cis­mo abso­lu­to.

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Maquiavel: Expressão do homem moderno, por Marcel de Corte

Extraí­do do livro
Fenom­e­nolo­gia da autode­stru­ição
(L’homme con­tre lui-meme)
Noev­elle Edi­tions latines, 1, rue pala­tine, Paris, 1962
Mar­cel de Corte
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

Não se pode com­preen­der a obra de Maquiav­el e o seu alcance, sem antes com­preen­der a con­cepção do homem e de mun­do que a gov­er­na.

O pen­sa­men­to de Maquiav­el muitas vezes é reduzi­do ape­nas ao estu­do dos pro­ced­i­men­tos, dos mecan­is­mos, das armadil­has, e tam­bém das for­cas, necessárias para con­quis­tas e con­ser­var o poder; o todo, bem tem­per­a­do por uma sapiên­cia psi­cológ­i­ca de quan­do em quan­do é exal­ta­do ou con­de­na­do.

Ora, este aspec­to da obra de Maquiav­el não é fal­so: é cer­to, isto é, que Maquiav­el é o pai de todas as receitas maquiavéli­cas; mas é, além dis­so, ver­dadeiro que o maquiavelis­mo não esgo­ta todo o pen­sa­men­to de Maquiav­el. Não existe obra de gênio que esgote todo o gênio que a criou. Platão é maior que o pla­ton­is­mo, porque car­rega em si todo um mun­do do qual a sua obra é ape­nas um frag­men­to. Balzac é maior que a “Comèdie humaine”. É car­ac­terís­ti­ca do gênio ser ines­gotáv­el: ao con­trário do tagarela, que diz sem­pre a mes­ma coisa sem jamais se cansar. É o que ocorre com Maquiav­el. No inti­mo dos mecan­is­mos políti­cos dos quais o Flo­renti­no desmon­ta pacien­te­mente as engrena­gens, existe cer­ta visão do ser humano inseri­da no mun­do, que lhe orga­ni­za as relações e lhes coor­de­na as jun­turas. Os con­sel­hos que Maquiav­el dá a quem aspi­ra ao poder adquirem o seu sen­ti­do somente se referi­das à intu­ição filosó­fi­ca e antropológ­i­ca que estrate­gi­ca­mente o ori­en­ta. Para dar-lhes, e para estar cer­to de que fos­sem bem acol­hi­das, Maquiav­el devia saber que coisa era o homem do seu tem­po, e qual con­cepção este tin­ha de si e do seu lugar no uni­ver­so. Não era do tipo que pre­ga­va a sur­dos.

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ENTREGO AOS MILITANTES

 

d. CURZIO NITOGLIA

10 de jul­ho de 2012

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/consegne_ai_militanti.htm

 

 

É todo um mun­do que deve ser refeito, a par­tir do fun­da­men­to, trans­for­man­do-lhe de selváti­co em humano e de humano em divi­no, isto é, segun­do o Coração de Deus” (Pio XII, 10 de fevereiro de 1952).

Se Deus não existe, tudo é per­mi­ti­do. Nada é mais proibido, não existe mais lim­ite, não existe nada que não se pos­sa ten­tar, que não se deva ten­tar, porque se tudo isto  foi ver­dadeiro durante um tem­po foi partin­do da hipótese que Deus exis­tia, ago­ra que Deus não existe, nada daqui­lo que era ver­dadeiro  ago­ra é ver­dadeiro, nada daqui­lo que era bem, é bem; deve­mos recri­ar tudo. Mas, antes de recri­ar, é pre­ciso começar a destru­ir […], o mel­hor voto que podemos faz­er ao homem mod­er­no é o de reen­trar na ordem nat­ur­al que é aque­la da cri­ação div­ina” (E. Gilson).

O homem é um “ani­mal politi­co”

A lei para ser ver­dadeira e boa, não só deve ser pro­mul­ga­da pela autori­dade (“Auc­tori­tas fac­it leg­em”), mas deve ser con­forme a razão e ao bem (“Ver­i­tas fac­it leg­em”)” (R. Piz­zorni).

*

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Intelecto e Vontade: Não separemos o que Deus uniu, por D. Curzio Nitoglia

Não sep­a­re­mos aqui­lo que Deus uniu

 

 

PADRE CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

16 de abril de 2011
http://www.doncurzionitoglia.com/intelletto_volonta.htm

Natureza do int­elec­to e da von­tade

A von­tade espir­i­tu­al ou apetite racional é a fac­ul­dade que tende ao bem con­heci­do pelo int­elec­to (“nihil voli­tum nisi praecog­ni­tum, nada é queri­do se antes não é con­heci­do”). Essa é real­mente dis­tin­ta do aspec­to sen­sív­el ou sen­si­bil­i­dade (que se sub­di­vide em con­cu­pis­cív­el e irascív­el ‚ S. Th., I, q. 80, a. 2)[1]. A von­tade é uma tendên­cia, um dese­jo ou um apetite racional, que segue o con­hec­i­men­to int­elec­tu­al e não aque­la sen­sív­el e é especi­fi­ca­da pelo obje­to con­heci­do pelo int­elec­to e apre­sen­ta­do-lhe como bom, mes­mo se em si não o é (bem aparente, mal real). Na ver­dade, o obje­to da von­tade é o bem mes­mo só aparente e não pode ser o mal enquan­to mal, porque isto seria con­trário a natureza da von­tade. Mas um obje­to, antes de ‘ser bom’, deve ‘ser’ ou ‘exi­s­tir’. Então, neste sen­ti­do a von­tade depende da inteligên­cia: o int­elec­to con­hece o ser ou a natureza inti­ma e ver­dadeira do seu obje­to, enquan­to a von­tade tende ao ser bom ou apre­sen­tan­do-lhe como tal. Ora, onto­logi­ca­mente o ser é ante­ri­or ao ser bom. Por isso em sen­ti­do abso­lu­to o int­elec­to pre­cede a von­tade. Con­tin­uar lendo →

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