PADRE CURZIO NITOGLIA: A IGREJA CATÓLICA NA DOUTRINA DE SANTO AGOSTINHO


Apologética, Atualidades, Teologia / domingo, agosto 19th, 2018

Padre Curzio Nitoglia
[Tradução:Gederson Fal­cometa]

Pról­o­go

Mon­sen­hor Brunero Gher­ar­di­ni pub­li­cou o seu mais recente tra­bal­ho: Católi­ca. Con­tornos da ecle­si­olo­gia agos­tini­ana (Tori­no, Lin­dau, 2011) [1]. Onde reas­sume a sua ativi­dade seja de pro­fes­sor de ecle­si­olo­gia na Lat­er­a­nense em 1968, seja de Autor de estu­dos recentes [2] sobre o prob­le­ma espin­hoso da relação entre Tradição e Con­cílio Vat­i­cano II.

San­to Agostin­ho e San­to Tomás são os mestres preferi­dos do Autor. Ele no seu últi­mo vol­ume expõe o ensi­na­men­to ecle­si­ológi­co de San­to Agostin­ho (+430), o qual diante do peri­go de fratu­ra e frag­men­tação, que cor­ria a Igre­ja em seu tem­po (donatismo e pela­gian­is­mo), con­seguiu “encon­trar o quadra­do” voltan­do a dout­ri­na de sem­pre ou a Tradição Apos­tóli­ca mostran­do como os erros e divisões con­tem­porâ­neos não minaram a unidade da Igre­ja. Hoje nos encon­tramos em uma situ­ação análo­ga onde a “Una, San­ta, Católi­ca e Apos­tóli­ca” se encon­tra espan­ca­da das ondas do mar na tem­pes­tade da mod­ernidade e pós-mod­ernidade filosó­fi­ca, que pro­duz­iu o mod­ernismo e o neo-mod­ernismo teológi­co, os quais se infil­traram na mente de muitos home­ns da Igre­ja tan­to que faz lem­brar que Essa este­ja para sucumbir e frag­men­tar-se, si fieri potest.

Mons. Gher­ar­di­ni responde ao prob­le­ma da hora pre­sente com o mes­mo méto­do de San­to Agostin­ho: o retorno a Tradição Apos­tóli­ca, como garan­tia de unidade, con­tinuidade, vida e juven­tude da Igre­ja sem­pre San­ta na sua sub­stân­cia mal­gra­do os home­ns (bons e mal­va­dos) que lhe com­põem. Então o remé­dio a crise que atrav­es­sam os católi­cos hoje e os home­ns da Igre­ja (não a Igre­ja em si, que é div­ina e não muda) devem ser abor­da­da e resolvi­da com o retorno a Tradição como a faz con­hecer San­to Agostin­ho.

Quan­do (em cer­ca de 1600 a.C.) os fil­hos de Jacó pas­savam neces­si­dades e para poder sobre­viv­er tiver­am que via­jar para o Egi­to, onde era vice rei o irmão deles José (que havi­am ten­ta­do matar), se dizia entre as pes­soa com fome: “Ite ad Joseph” para obter ali­men­to e sus­ten­to. Hoje se pode diz­er, com o Autor: “Ite ad Augustinum”, para super­ar a cares­tia que prende as almas, bem mais feia que aque­la que pren­dia os cor­pos na época de Jacó.

Cristo Chefe prin­ci­pal da Igre­ja e o Papa seu Vigário na ter­ra

A “pri­ma Sede” é um ele­men­to con­sti­tu­ti­vo essen­cial da Igre­ja. O Papa asse­gu­ra a vida, a unidade, a apos­toli­ci­dade e a catoli­ci­dade da Igre­ja, que foi queri­da e fun­da­da por Cristo sobre Pedro e os seus suces­sores até o fim do mun­do. Sobre Pedro a Igre­ja encon­tra a rocha sobre a qual se assen­ta e que não a faz cair[3]. Então aque­les que não recon­hecem em Pedro e nos Papas a rocha inex­pugnáv­el, não recon­hecem a Igre­ja [4].

O hiponate prossegue: “Petrus petra, petra Ecclesia”[5]; Em suma a Igre­ja tem por fun­da­men­to Pedro, que é o Vigário de Cristo sobre a ter­ra. Jesus é o chefe prin­ci­pal e invisív­el enquan­to Pedro e o Chefe secundário, sub­or­di­na­do e visív­el da Igre­ja. Então, Pedro, a rocha tam­bém sub­or­di­na­da a Cristo, é seu pro­longa­men­to históri­co nes­ta ter­ra, na cadeia inin­ter­rup­ta de seus suces­sores em pes­soa que sin­te­ti­za a Igre­ja. Por­tan­to “ubi Petrus, ibi Eccle­sia” e “sine Petro, nul­la Eccle­sia”. Sem­pre San­to Agostin­ho escreve “Ergo in Petri nomine fig­u­ra­ta est Ecclesia”[6] e ain­da: “Sic Petrus ab hac petra appel­la­tus, per­son­am Eccle­si­ae figuraret”[7]. Mas, como expli­ca São Paulo “Petra autem erat Chris­tus” (1 Cor., 10, 4). Então a Pedra, que secun­dari­a­mente é Pedro, prin­ci­pal­mente é Cristo. San­to Agostin­ho com um dos seus jogos de palavras, expli­ca: “Non dic­tum est illi “Tu es petra”, sed “Tu es Petrus”. Petra autem erat Chris­tus; quem con­fes­sus Simon, dic­tus est Petrus”.

A Cát­e­dra da qual ensi­na, gov­er­na e san­tifi­ca Pedro foi insti­tuí­da por Cristo para con­fir­mar a Fé dos crentes e para garan­tir a unidade, a san­ti­dade, a catoli­ci­dade e a apos­toli­ci­dade da Igre­ja. Pedro e Roma tem uma proem­inên­cia sobre todos os Após­to­los e Bis­pos, enquan­to são secun­dari­a­mente “a pedra [prin­ci­pal] que é Cristo”. A unidade com as out­ras três notas, e a vis­i­bil­i­dade da Igre­ja se per­son­ifi­cam em Pedro. Pedro é a sín­tese mes­ma da Igre­ja. Então sem Pedro ou Papa não sub­siste a Igre­ja, que esta em comunhão com Cristo através do Primeiro e o Príncipe dos Apóstolos[8]. Então, tudo que acon­tece fora da cadeia de Pedro e de seus suces­sores está fora da apos­toli­ci­dade for­mal da Igre­ja [9] e evidên­cia os ramos sec­os desta­ca­dos do tron­co vital da Igre­ja de Cristo. Os ramos sec­os não tem a vida que é Cristo “Ego sum Vita…” e eles são os hereges e cis­máti­cos for­mais, aos quais fal­tam a sei­va vital da plan­ta que é a Igre­ja, que é Pedro e Cristo [10]. Os Bis­pos são “pas­tores” dos fiéis ou “cordeiros”, mas “ovel­has” de Pedro, o “Príncipe dos Pas­tores”, a esco­la do úni­co Mestre, “Via, Ver­ità e Vita” (Cam­in­ho, Ver­dade e Vida), que é Cristo [11].

A apos­toli­ci­dade é, na crise que o ambi­ente ecle­sial esta viven­do, a nota mais útil e impor­tante para enten­der que coisa sucede e colo­ca remé­dio a tan­to mal. Sem Após­to­los não sub­siste a Igre­ja de Cristo, porque Jesus mes­mo a fun­dou sobre eles. Mas sem o Príncipe dos Após­to­los, sem Pedro, que é a ‘pedra’ secundária e sub­or­di­na­da a Cristo, os Após­to­los estão desli­ga­dos de Cristo. É então abso­lu­ta­mente necessária a pre­sença do Papa e dos Bis­pos em ato ou em ser e não só em potên­cia ou in fieri. Na ver­dade, se a Igre­ja fos­se em potên­cia ou em devenir, não estaria com Cristo todos os dias do calvário até o fim do mun­do, mas o seria em inter­va­l­os, algu­mas vezes em ato ou in essere e algu­mas vezes em potên­cia ou in fieiri. Mas in fieri não é. Assim, o Papa e os Bis­pos in fieri não são a Igre­ja exis­tente em ato, mas a “Igre­ja Cós­mi­ca” que tor­na-se, como o “Cristo cós­mi­co” de Teil­hard. O Papa­do ou a Igre­ja mate­ri­aliter são a “Igre­ja cós­mi­ca”, que evolui con­tin­u­a­mente e pas­sa da potên­cia ao ato. Em vez dis­so Cristo fun­dou uma Igre­ja sobre o Papa­do em ato de ser e não em devenir per­pé­tuo ou inter­mi­tente: Pedro e os Após­to­los eram Papa e Bis­pos em ato e for­mal­mente, não em potên­cia, in fieri ou mate­rial­mente. A Igre­ja repousa sobre o ser, sobre o ato e a for­ma, não sobre o devenir, a potên­cia e a mate­ri­al­i­dade. Como a sã filosofia se fun­da sobre o ser e não sobre devenir. A filosofia do ser é a filosofia perene e sã, enquan­to a filosofia do devenir é a fal­sa filosofia ou sofís­ti­ca da mod­ernidade. Assim a Igre­ja ou o Papa­do mate­r­i­al ou em devenir, é um Papa­do con­ce­bido pela mente de um homem, fos­se ain­da um grandís­si­mo teól­o­go (que não é Cristo na ter­ra e nem o Mag­istério Ecle­siás­ti­co), mas não é a Igre­ja dese­ja­da por Deus Pai, Fil­ho e Espíri­to San­to.

Se a “hier­ar­quia” ecle­sial e espir­i­tu­al são as suces­so­ras for­mais de Cristo, de Pedro e dos Após­to­los, são a Igre­ja de Cristo como Cristo quis; caso con­trário são uma “emergên­cia”, uma “excrescên­cia”, uma “pro­tu­berân­cia” ou um pro­du­to do int­elec­to (cometa da dialéti­ca hegeliana) em um esta­do de “emergên­cia”, o qual pode jus­ti­ficar uma solução “emer­gente” ou “pro­tu­ber­ante” em devenir, mas não estáv­el e não fun­da­da sobre a imutabil­i­dade do ser. Tal pro­du­to do int­elec­to humano é essen­cial­mente diver­so da Igre­ja de Cristo. O real esta­do de emergên­cia ou neces­si­dade no qual se encon­tram não autor­iza mudar a essên­cia da Igre­ja, como Cristo a quis e fun­dou, ide­al­izan­do uma in fieri ou em potên­cia ou mate­r­i­al, que não é (est, da esse) mas tor­na-se (fit da fieri). Igre­ja foi, é e será em ato: não em devenir, assim como Cristo é hodie, heri et in saec­u­la, “sem­per idem” e não “sem­per in fieri”. A sucessão apos­tóli­ca ver­dadeira é aque­la for­mal, ali­men­ta­da pela sua raiz, que é a “Pedra”, Cristo, e o seu Vigário na ter­ra, “Pedro”. San­to Agostin­ho ensi­na que uma sim­ples sucessão mate­r­i­al, não uni­da for­mal­mente com as suas raízes, seria estéril[12]. Como um ramo que parte de ramos cor­ta­dos e sec­os não é vivo e fru­tu­oso, assim uma sucessão apos­tóli­ca somente mate­r­i­al é mor­ta e mortífera. É uma “sucessão” ou “pro­tu­berân­cia” históri­ca, cronológ­i­ca, mate­r­i­al, físi­ca, mas não apos­tóli­ca, viva e viv­i­f­i­cante [13].
Relação entre Esta­do e Igre­ja
No capí­tu­lo VII do seu livro Mons. Gher­ar­di­ni tra­ta da origem div­ina do poder civ­il [14]. Segun­do San­to Agostinho[15] o gov­er­nante ou Príncipe deve admin­is­trar a res pub­li­ca com uma ativi­dade volta­da ao bem comum, que é para faz­er os cidadãos con­seguirem o bem moral e fazê-los evi­tar o mal. A origem remo­ta – como rev­ela São Paulo (Rom., 12, 1) – do poder divi­no. O gov­er­no, então, é bom se respei­ta a sua natureza, que é o bem comum tem­po­ral sub­or­di­na­do àquele moral ou espir­i­tu­al. Caso con­trário, se não se recon­hece Deus como sua Causa efi­ciente e não se propõe a viv­er vir­tu­osa­mente (nat­ur­al e sobre­nat­ur­al) o gov­er­no é mal, na ver­dade é com­paráv­el a “uma gangue de ladrões”[16].

O bom gov­er­nante deve, segun­do San­to Agostin­ho e todos os Padres gre­gos e lati­nos, colo­car-se ao serviço do bem e devem pro­mover social­mente ou jun­to a Sociedade civ­il ou o Esta­do a religião div­ina [17]. A obe­diên­cia a Autori­dade civ­il, todavia, é condi­ciona­da a per­manên­cia das leis em seu propósi­to moral (viv­er vir­tu­oso) e na dependên­cia de Deus (causal­i­dade efi­ciente). Caso con­trário, a Autori­dade tor­na-se tirana e é lic­i­to resi­s­tir-la em cer­tas deter­mi­nadas condições (espe­cial­mente aque­la de não faz­er a situ­ação pos­te­ri­or pior que a ante­ri­or) [18].

Segun­do o hiponate o gov­er­nante cristão não só deve prov­i­den­ciar a paz inter­na e exter­na da Sociedade civ­il, mas tam­bém aque­la espir­i­tu­al, que o Esta­do deve favore­cer a Igre­ja na sua mis­são de expandir o Reino de Deus no mun­do todo [19]. Cer­ta­mente a Igre­ja e o Esta­do não podem forçar a faz­er o bem, pois ele não seria mais livre e mer­itório, mas devem proibir faz­er o mal [20]. Na ver­dade, para defend­er a Fé, é líc­i­to pedir tam­bém a inter­venção de quem por­ta a espa­da. Na ver­dade se o Príncipe deve punir os crimes civis, porque nun­ca se deve impe­di-lo de reprim­ir tam­bém os crimes espir­i­tu­ais (a here­sia e o cis­ma)? Des­de que a here­sia e o cis­ma são males, na ver­dade o máx­i­mo dos males, quem por­ta a espa­da não pode não usá-la para reprimir-lá[21].

San­to Agostin­ho refu­ta com 1000 anos de ante­cedên­cia o argu­men­to católi­co-lib­er­al segun­do o qual o homem, como indi­ví­duo, é reli­gioso, mas como um cidadão é parte de um Esta­do, deve ser neu­tro em matéria reli­giosa (cf. Con­cílio Vat­i­cano II , Declar­ação Dig­ni­tatis Humanae, sobre a “Liber­dade Reli­giosa”, 07 de dezem­bro de 1965). O Hip­ponate na ver­dade afir­ma que o Príncipe serve a Deus de dois mod­os: como homem viven­do a Fede infor­ma­da pela Cari­dade e como Gov­er­nante fazen­do leis con­forme aque­la divi­no-nat­ur­al, fazen­do as respeitar e punin­do os trans­gres­sores [22].
Con­clusão
1º) Se – em matemáti­ca – se reti­ra o ‘número 1’, todos os out­ros números caem. Assim – em teolo­gia – se se reti­ra a ‘pri­ma Sede’ a Igre­ja não tem mais fun­da­men­to. Mas isto é um absur­do, é impos­sív­el pelas promes­sas de Jesus a sua Igre­ja.
2º) ‘Pedro’ ou Cefa sig­nifi­ca ‘Pedra’: “Petra autem erat Chris­tus” (1Cor, 10, 4). A Igre­ja coin­cide com e se fun­da sobre Cristo, seu Chefe invisív­el, e com/sobre Pedro, seu Chefe visív­el: Ubi Petrus ibi Eccle­sia.
3º) Pedro e Cristo são Pes­soas em ato, não em devenir. Caso con­trário teríamos, o “Cristo cós­mi­co” de Teil­hard de Chardin, o “Papa cós­mi­co” e a “Igre­ja cós­mi­ca”.
4º) A Igre­ja fez a sua filosofia e teolo­gia do ser estavel­mente imutáv­el e repu­diou aque­la do devenir em con­tin­ua mudança ou em “modo per­pé­tuo”. A Tese do Papa­do in devenir é con­trária ao espíri­to da sã razão, da reta teolo­gia e ao “sen­tire cum Eccle­sia”: “STAT Bea­ta Trini­tas dum VOLVITUR orbis”.
5º) O Esta­do deve ser sub­or­di­na­do a Igre­ja como o cor­po a alma, a matéria a for­ma, a potên­cia ao ato, o devenir ao ser. San­to Agostin­ho – jun­to a todos os Padres da Igre­ja – ensi­nou a dout­ri­na da coop­er­ação hierárquica entre Esta­do e Igre­ja. Mons. Gher­ar­di­ni com­pen­diou no seu últi­mo vol­ume estes princí­pios sobre a Igre­ja em si e em relação a Sociedade ou Polis. A Igre­ja “não pode não faz­er políti­ca” (São Pio X), que não é par­tido mas é a vir­tude da Prudên­cia apli­ca­da a Sociedade civ­il, sendo o homem um “ani­mal social por natureza” (Aristóte­les e San­to Tomás).

Padre Curzio Nitoglia

 

http://www.doncurzionitoglia.com/chiesa_cattolica_e_s_agostino.htm

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Notas:
[1] Cor­so Re Umber­to, n. 37, 10128-Tori­no; www.lindau.it, pagine 200, 18 euro.
[2] Os out­ros livros mais recentes sobre o prob­le­ma ecle­si­ológi­co em relação a temáti­ca do Con­cílio Vat­i­cano II em “con­tinuidade” ou em rup­tura com a Tradição apos­tóli­ca são: Brunero Gher­ar­di­ni, Con­cílio Ecumêni­co Vat­i­cano II. Um dis­cur­so a faz­er, Frigen­to, Casa Mar­i­ana Editrice, 2009; Id., Tra­di­di quod et accepi. A Tradição, vida e juven­tude da Igre­ja, Frigen­to, Casa Mar­i­ana Editrice, 2010; Id., Quae­cumque dixe­ro vobis. Palavra de Deus e Tradição em com­para­ção com a história e a teolo­gia, Tori­no, Lin­dau, 2011.
[3] S. AUGUSTINUS, De bap­tismo con­tra Donatis­tas, II, 1.
[4] S. AUG., De agone chris­tiano, 31, 33.
[5] Enarr. In Ps. 103, 3, 2.
[6] Retrac­ta­tiones, I, 21.
[7] In epist. Johann. ad Parthos, 10, 1.
[8] Cfr. B. GHERARDINI, La Cat­toli­ca. Lin­ea­men­ti d’ecclesiologia agos­tini­ana, Tori­no, Lin­dau, 2011, pp. 77–78.
[9] S. AUG., Ep., 53, 1, 2.
[10] Ep., 232, 3.
[11] S. AUG., Con­tra Cresco­ni­um, II, 11, 13.
[12] Psalmus con­tra partem Donati, PL 43, 30.
[13] S. AUG., Ep. 223, 3. Cfr. B. GHERADINI, La Cat­toli­ca, cit., pp. 121–124.
[14] B. GHERADINI, La Cat­toli­ca, cit., p. 147.
[15] S. AUG., Con­tra Faus­tum manichaeum, XXII, 75; ID., De civ­i­tate Dei, IV, 4 e V, 1; ID., Serm., 358, 6.
[16] S. AUG., De civ­i­tate Dei, IV, 4: “Remo­ta iusti­tia, reg­na sunt magna latrocinia”.
[17] S. AUG., Con­tra Cresco­ni­um, III, 51, 56; ID., De civ­i­tate Dei, V, 24.
[18] S. AUG., De cat­e­chizan­dis rudibus, 21, 37. I “rudi” non sono i “rozzi”, ma col­oro che anco­ra non conoscono la dot­t­ri­na cris­tiana.
[19] S. AUG, Con­tra Cresco­ni­um, II, 19; III, 51–56.
[20] S. AUG., Con­tra lit­teras Petil­iani, II, 38, 183–184.
[21] S. AUG., Con­tra epis­tu­lam Par­me­ni­ani, I, 10, 16.
[22] S. AUG., Epist., 185, 5, 19.
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