PAULO VI, JOÃO PAULO II E A HERMENÊUTICA DA CONTINUIDADE


História, Política, Teologia / quinta-feira, julho 23rd, 2015

d. CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
9 fevereiro de 2011

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PAULO VI
PAULO VI denun­ciou “uma fal­sa e abu­si­va inter­pre­tação do Con­cílio, que seria uma rup­tura com a Tradiçãotam­bém doutri­nal, chegan­do ao repú­dio da Igre­ja pré-con­cil­iar, e a licença de con­ce­ber uma “nova” Igre­ja, quase re-inven­ta­da do seu inte­ri­or, na con­sti­tu­ição, no dog­ma, no cos­tume e no dire­ito (Declar­ação con­cil­iar de “6 de março de 1964”, repeti­da em “16 de novem­bro de 1964). Sem­pre PAULO VI, em setem­bro-out­ubro de 1964, durante o perío­do “obscuro” – como o chamavam os ino­vadores – no qual a ofen­si­va do Coe­tus Inter­na­tion­alis Patrum e dos cardeais mais anti-mod­ernistas da Cúria Romana se fez sen­tir mais forte­mente, disse que a Cole­gial­i­dade dev­e­ria ser lida “em conexão com o Con­cílio Vat­i­cano I” (o qual ao invés, é a apo­teose do Pri­ma­do monárquico do Papa e por­tan­to exata­mente opos­to da cole­gial­i­dade epis­co­pal), do qual o Vat­i­cano II é “a con­tin­u­ação lóg­i­ca”(1). Tam­bém ain­da PAULO VI nes­ta óti­ca da con­tinuidade em “18 de novem­bro de 1965” infor­mou o Con­cílio que “seria intro­duzi­da a causa de beat­i­fi­cação de Pio XII e João XXIII”(2). Jan Grooaters expli­ca que “uma das maiores pre­ocu­pações” de PAULO VIfoi a preparação dos fiéis, mas sobre­tu­do dos sac­er­dotes, para a recepção do Con­cílio: mais que os out­ros, ele tin­ha com­preen­di­do que o des­ti­no do Vat­i­cano II seria deci­di­do no desen­volvi­men­to pós-con­cil­iar. […] Pela neces­si­dade de refor­mar a Cúria Romana, de con­vertê-la de qual­quer modo ao Con­cílio, mas ao mes­mo tem­po de reasse­gu­rar…[…]. Foi toca­do a desem­pen­har uma tare­fa de sen­tinela, ten­do, em algu­mas cir­cun­stân­cias relações muito estre­itas com a opinião públi­ca da Igre­ja que com o Con­cílio e a Cúria […] para asse­gu­rar o máx­i­mo pos­sív­el o con­tín­uo pedi­do do pós-con­cílio. […]. Pre­ven­do no futuro causas de ten­são, PAULO VI que­ria dar a atu­ação do ren­o­va­men­to um rit­mo o quan­to pos­sív­el Uni­forme, exor­tan­do os retar­datários a apres­sar o pas­so e moderan­do a impaciên­cia de quem que­ria estar muito a frente de seu tem­po. […]. O Papa pare­cia pre­ocu­pa­do em faz­er qual­quer con­ceção a cor­rente minoritária [anti-mod­ernista], para obter na votação final um resul­ta­do o mais pos­sív­el viz­in­ho a unân­im­i­dade moral […] No começo do quar­to e últi­mo perío­do do Con­cílio (“setem­bro de 1965”), sen­tiu-se que a ação do Papa tin­ha assum­i­do um carác­ter mais dire­ti­vo, para­le­la­mente a enfraque­cer como lead­er­ship da cor­rente majoritária. Se disse então que “os heróis estavam cansa­dos” e que os Bis­pos dese­javam voltar para casa. […]. Se deve a PAULO VI o méri­to de ter agi­do em sen­ti­do “mais pro­gres­sista” do que a maio­r­ia dos Bis­pos con­cil­iares. Deve­mos recon­hecer que um dos prin­ci­pais méri­tos de Paulo VI na imple­men­tação do Vat­i­cano II con­sis­tiu em preparar as condições para que sua atu­ação se pro­lon­gasse no tem­po e que fos­se então con­cil­iáv­el com o con­tex­to e os cos­tumes de toda a Igre­ja. Em con­clusão, PAULO VI parece que havia sobre­tu­do tra­bal­ha­do para traduzir o even­to con­cil­iar em insti­tu­ição”(3). PAULO VI no dis­cur­so ao Sacro Colé­gio dos Cardeais em “23 de jun­ho de 1972” denún­ciou ““uma fal­sa e abu­si­va inter­pre­tação do Con­cílio, que seria uma rup­tura com a Tradição, tam­bém doutri­nal, chegan­do ao repú­dio da Igre­ja pré-con­cil­iar, e a licença de con­ce­ber uma “nova” Igre­ja, quase re-inven­ta­da do seu inte­ri­or, na con­sti­tu­ição, no dog­ma, no cos­tume e no dire­ito”.
JOÃO PAULO II
  •  Um ano depois da sua eleição, na sua viagem apos­tóli­ca ao Méx­i­co real­iza­da a cav­a­lo entre janeiro e fevereiro de 1979, durante a Con­fer­ên­cia do Epis­co­pa­do Lati­no-amer­i­cano em Puebla, JOÃO PAULO II falou do Con­cílio, durante a homília dada em 26 de janeiro na cat­e­dral da Cidade do Méx­i­co. Ele sub­lin­hou a importân­cia de estu­dar os Doc­u­men­tos do Con­cílio Vat­i­cano II, afir­mou que nestes não se encon­tra “como pre­ten­dem alguns uma “nova Igre­ja”, difer­ente e opos­ta a “vel­ha Igre­ja”. […] Não seria fiel, neste sen­ti­do, aque­les que per­manecem fiéis aos aspec­tos aci­den­tais da Igre­ja, váli­dos no pas­sa­do mas hoje super­a­dos. Assim como não são nem fiéis, aque­les que em nome de um pro­fetismo pouco ilu­mi­na­do, ati­ran­do-se a uma aven­tur­osa e utópi­ca con­strução de uma “nova Igre­ja” assim chama­da “do futuro”, des­en­car­na­da daque­la “do pre­sente”(4). Na sua visi­ta pas­toral na Bél­gi­ca em 18 de Maio de 1985 especi­fi­ca que alguns “o estu­daram [o Con­cílio] mal , mal inter­pre­ta­do, mal apli­ca­do”, cau­san­do “aqui ou lá des­or­dem e divisão (5). No Sín­o­do extra­ordinário de novem­bro-dezem­bro em 1985 João Paulo II afir­mou: “O Con­cílio deve ser com­preen­di­do em con­tinuidade com a grande Tradição da Igre­ja […]. A Igre­ja é a mes­ma em todos os Con­cílios (Eccle­sia ipsa et eadem est in omnibus Conciliis)”(6). Em seu livro entre­vista com Vit­to­rio Mes­sori “Cruzan­do o lim­i­ar da esper­ança” de 1994 (Milão, Monda­tori) na pági­na 171 escreve que é pre­ciso “falar do Con­cílio, para inter­pretá-lo de modo ade­qua­do e defend­er-lo de inter­pre­tações ten­den­ciosas”. Então durante o Julibeu de 2000 retor­na ao tema e pre­cisa a neces­si­dade de super­ar “inter­pre­tações ten­den­ciosas e par­ci­ais que tin­ham impe­di­do de exprim­ir mel­hor a novi­dade do mag­istério con­cil­iar(7). Então explíci­ta que “o ensi­na­men­to do Vat­i­cano II, deve ser inseri­do organi­ca­mente no inte­ri­or do Depósi­to da fé, e então inte­gra­do com o ensi­na­men­to dos pon­tí­fices e de todos Con­cílios prece­dentes”(8).

Dois prela­dos pro­gres­sis­tas “per­i­tos con­cil­iares” em odor de con­tinuidade pós-con­cil­iar

  • Cardeal FRANZ KÖNIG já fim de “4 de jul­ho de 1965”(9), durante uma pere­gri­nação a Mari­azel­li, denun­ciou “as duas ati­tudes erradas diante do ren­o­va­men­to da Igre­ja: aque­la daque­les que com o pre­tex­to do ren­o­va­mente colo­cavam em peri­go a sub­stân­cia mes­ma do patrimônio da fé, e aque­la daque­les que ameaçavam o ren­o­va­men­to da Igre­ja recu­san­do-se admi­tir que essa é um organ­is­mo vivo que vai se desen­vol­ven­do (ndt.: como um maca­co dar­wini­ano), e não uma peça de museu”(10). Mes­mo em 1º de setem­bro de 1966 diante da intem­pes­ti­va ini­cia­ti­va litúg­i­ca König pub­li­cou no jor­nal dioce­sano um avi­so con­tra os abu­sos litur­gi­cos, referindo-se ao Con­cílio de Tren­to e a Mis­sa de S. Pio V (cfr. Doc­u­men­ta­tion catholique, nº 63, 1966, pg. 1725–1726). Alguns meses antes em uma con­fer­ên­cia (fei­ta sem­pre em Con­stân­cia) König tin­ha com­para­do o ren­o­va­men­to con­cil­iar ao movi­men­to do mar onde a onda apre­sen­ta um fluxo e refluxo, assim a atu­al fase con­cil­iar da história da Igre­ja seria suce­di­da de uma out­ra fase, a qual – atenção – não anu­lará a primeira mas a con­sol­i­dará (11).
  • Mon­sen­hor CARLO COLOMBO se pre­ocupou antes de tudo dos Bis­pos que pare­ci­am muito angus­ti­a­dos com o peri­go de um dis­tan­ci­a­men­to da Tradição, e por isso teria par­tic­i­pa­do de encon­tros com rep­re­sen­tantes da ala tradi­cional­ista em sessão con­cil­iar”(12). O que sur­preende não é a táti­ca típi­ca dos mod­ernistas de real­mente ino­var e ao mes­mo tem­po de afir­mar ver­bal­mente que tudo per­manece sub­stan­cial­mente como antes, mas é a ingenuidade com a qual, tam­bém hoje, alguns “tra­di-ecu­menistas” o “teo-tra­di” acred­i­tam nas boas intenções de Ben­to XVI no trata­men­to com os anti-mod­ernistas depois de cinquen­ta anos de engano e promes­sas não man­ti­das. JAN GROOTAES, pro­fes­sor de “Ciên­cia reli­giosa” da Uni­ver­si­dade de Lou­vâ­nia, infor­ma que a figu­ra de Car­lo Colom­bo era mais disc­re­ta, “mes­mo esqui­va [e] foi pouco con­heci­da do grande públi­co do Con­cílio. Essa escon­dia porém uma fortís­si­ma per­son­al­i­dade, cuja propen­são a pri­vaci­dade andou ulte­ri­or­mente aumen­tan­do quan­do foi con­sel­heiro e ami­go de Mons. Mon­ti­ni quan­do tornou-se impro­visada­mente, em 1963, o “teól­o­go pes­soal” – e sob cer­tos aspec­tos clan­des­ti­no – de Paulo VI. Um aspec­to des­ta “clan­des­tinidade” con­sis­tia, por exem­p­lo, no fato que Mons. CARLO COLOMBO, difer­ente­mente dos con­sel­heiros da Cúria, ser rece­bido fora das audiên­cias ofi­ci­ais e sem nen­hu­ma for­ma de pub­li­ci­dade”(13). A sua teolo­gia era car­ac­ter­i­za­da por um forte ori­en­ta­men­to ecu­menista, de uma ecle­si­olo­gia a cole­gial­i­dade epis­co­pal, ele era clara­mente con­trário a esco­la romana e con­tem­pla­va o norte da Europa, a saber a nou­velle thèolo­gie. Durante o pon­tif­i­ca­do mon­tini­ano tornou-se ofi­ciosa­mente “cen­trista” ou “extrem­ista de cen­tro” (J. Grooaters), vale diz­er que ante­cipou a dout­ri­na da her­menêu­ti­ca da con­tinuidade, que é tão vel­ha quan­to Paulo VI.
Con­clusão
Como se vê a “her­menêu­ti­ca da con­tinuidade” é vel­ha como o Con­cílio ao qual o jovem teól­o­go Joseph Ratzinger par­ticipou como per­i­to do Card. Frings de modo total­mente ino­vador, bas­ta pen­sar que ele mes­mo admi­tiu ter colab­o­ra­do na elab­o­ração do dis­cur­so de Frings naqui­lo que diz respeito  “as fontes de rev­e­lação”, Frings sus­ten­ta a teo­ria da úni­ca fonte (14), a qual foi vota­da pela maio­r­ia em 20 de novem­bro de 1962, cer­ca de um mês depois do inicío do Vat­i­cano II (11 de out­ubro de 1962), com ele o pur­pu­ra­do alemão rejei­ta como inad­e­qua­do o esque­ma preparatório  do San­to Oficío sobre as “fontes da rev­e­lação”,  que toma a definição dog­máti­ca, irrefor­máv­el e infalív­el de Tren­to (sess. IV, DB 783) e do Vat­i­cano I (DB1787) que admite a Tradição e a Sagra­da Escrit­u­ra como as duas Fontes d Rev­e­lação, ao invés Frings fala­va – como Lutero – di “sola scrip­tura” (15). Para “ a cole­gial­i­dade epis­co­pal” “efi­cacís­si­mo foi a inter­venção do Cardeal Frings, para o qual é legí­ti­mo supor o con­trib­u­to do seu teól­o­go Ratzinger. Se tra­tou talvez do dis­cur­so mais inci­si­vo do pon­to de vista crití­co, já demo­lia o esque­ma [preparatório do S. Ofí­cio]” (16). Históri­co é o choque (8 de novem­bro de 1965) que Frings teve com Otta­viani sobre a cole­gial­i­dade, que induzirá “Paulo VI a pedir a Jedin, Ratzinger e a Onclin algu­mas opiniões sobre a refor­ma da Cúria” (17).
Cavea­mus! “Nor­malizar” depois de ter muda­do é a típi­ca ati­tude dos mod­ernistas, os quais ino­varam durante o Con­cílio e depois dis­ser­am que tudo per­manece sub­stan­cial­mente imutáv­el. Seja Mon­ti­ni ou Wojyti­la e Ratzinger, os dois primeiros que par­tic­i­param como bis­pos e como sim­ples per­i­to o ter­ceiro, intro­duzi­ram, durante a sessão con­cil­iar, a novi­dade da úni­ca fonte de Rev­e­lação (ndt: Sola Scrip­tura), da cole­gial­i­dade epis­co­pal, da liber­dade das fal­sas religiões, da pro­to-refor­ma litúr­gi­ca, e depois dis­ser­am mas não provaram que isto está em con­tinuidade e não em rup­tura com a Tradição apos­tóli­ca. Recen­te­mente Mons. BRUNERO GHERARDINI (Con­cílio Ecumêni­co Vat­i­cano II, Un dis­cor­so da fare, Frigen­to, 2009) pediu a Ben­to XVI para provar a afir­mação ou cor­ri­gir as novi­dades.


d. CURZIO NITOGLIA

9 fevereiro 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/paolovi_gpii_ermeneutica_continu.htm

(1)] G. Alberi­go, Breve sto­ria del Con­cilio Vat­i­cano IIBologna, Il Muli­no, 2005, p.
(2) G. ALBERIGO, Breve história do Con­cílio Vat­i­cano II, Bolon­ha, O moin­ho, 2005, pg. 148
(3) J. GROOATERS, Os pro­tag­o­nistas do Con­cílio Vat­i­cano II, Cinisel­lo Bal­samo (cidade ital­iana), São Paulo (edi­to­ra), 1994
(4) Ensi­na­men­to de João Paulo II, II, 1979, (janeiro-jun­ho), Cidade do Vat­i­cano, LEV, pg. 151
(5) “Dis­cur­so ao epis­co­pa­do bel­ga”, 18 de maio 1985, em “O Reino doc­u­men­ta­do”, Bolon­ha, Edição Deho­ni­ana, XXX, 1985, pg. 328.
(6) Sín­o­do extra­ordinário Eccle­sia sub ver­bo Dei mys­te­ria Christi cel­e­brans pro salute mun­di, Rela­tio finalis, in “Enchirid­ion Vat­i­canum”, Bolon­ha, Ed. Deho­ni­ana, 9, 1983–1985, nr. 1785, pg. 1745
(7) “O Reino doc­u­men­ta­do”, Bolon­ha, Ed. Deho­ni­ana, XLV, 2000, pg. 232
(8) “Sín­o­do da Arquid­io­cese de Cracóvia em 1972”, cita­do em G. MICCOLI, Em defe­sa da fé. A Igre­ja de João Paulo II e Ben­to XVI, Milão, Riz­zoli, 2007, pg 25. Sobre o Sín­o­do de Cracóvia em 1972 cfr. B. LECOMTE, João Paulo II, Roma, A bib­liote­ca da Repúbli­ca, 2005, pg. 207 ss. E G. WEIGEL Teste­munha da esper­ança. A vida de João Paulo II, Milão, Monda­tori, 2005, pg. 252 ss.
(9) Quarenta anos antes do “Dis­cur­so de Ben­to XVI a Cúria” de 22 de dezem­bro de 2005, que cau­sou tan­ta sur­pre­sa aos con­ser­vadores pela sua “orig­i­nal­i­dade”, mas que é tão vel­ho quan­to o Con­cílio e os expoentes ultra-rad­i­cais deste. Onde não se vê qual esper­ança pos­sa sus­ci­tar em ambi­ente anti-mod­ernista tal teo­ria da her­menêu­ti­ca da con­tinuidade.
(10) J. GROOATERS, Os pro­tag­o­nistas do Con­cílio Vat­i­cano II, Cinisel­lo Bal­samo (cidade ital­iana), São Paulo (edi­to­ra), 1994, pg. 154. Cfr. Doc­u­men­ta­tion catholique, nº 62, 1965, pg. 1499–1502
(11) J. GROOATERS, cit., pg 155, nota 27.
(12) J GROOATERS, cit. Pg 87, nota5; cfr. L. BETTAZI, Uma pre­sença inter­es­sa­da em opiniões e diál­o­gos, em “Ter­ra ambrosiana”, nº 32, 1991, pg; 17–18.
(13) J.GROOATERS, cit. pg. 85.
(14) A. S., vol. I, cap. 3, pg. 34–35 e 139.
(15) J. RATZINGER – P. SEEWALD, Le sel de la terre, Le chris­tian­isme et l’Eglise catholique ou seuil du III mil­lè­naire, Pari­gi, Flam­mar­i­on-Cerf, 1977, pg 72.
(16) G. ALBERIGO (dire­to de), História do Con­cílio Vat­i­cano II. A for­mação da con­sciên­cia con­cliar, out­ubro 1962-setem­bro 1963, Bolon­ha, O Moin­ho, 1996 vol.II, p. 361.
(17) H. JEDIN, História da min­ha vida, Bres­cia, 1987, pg. 314–315; J. RATZINGER, Das Konzil auf dem Weg. Rück­blick auf die zweite Sitzung­pe­ri­ode, Köln, 1963–1966 (tr, it. 1965–1967), 4 vol., pg. 9–12 .