Padre Sisto Cartechini, S.J.: A Igreja, os milagres, as aparições e as relíquias.


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Extra­to
do
Capí­tu­lo XIII
Em quais coisas a Igre­ja
não é infalív­el
 
Do livro: Da opinião ao Dog­ma
15 de agos­to de 1953
Padre Sis­to Carte­chi­ni, S. J.
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]
 
 
Mila­gres, aparições e relíquias
 
Espe­cial­mente entorno aos mila­gres anti­gos, não aque­les nar­ra­dos na Sagra­da Escrit­u­ra, são trans­mi­ti­dos algu­mas coisas que são fru­to de ver­dadeira imag­i­nação. Quan­do se tra­ta então de mila­gres, rev­e­lações pri­vadas ou aparições, de muitos fatos da vida de qual­quer san­to ou tam­bém de relíquias, isto se pode diz­er e reter: na aprovação da parte da Igre­ja dos mila­gres no proces­so de can­on­iza­ção de qual­quer san­to, ou daque­les mila­gres referi­dos no bre­viário ou tam­bém da insti­tu­ição de qual­quer fes­ta espe­cial para uma aparição, como aque­la de Lour­des, de São Miguel Arcan­jo, da transladação da San­ta Casa de Lore­to, ou da aut­en­ti­ci­dade e do cul­to de qual­quer relíquia, como a Esca­da san­ta, a Igre­ja entende pro­nun­ciar-se ape­nas por uma prob­a­bil­i­dade e uma certeza pura­mente humana e mais práti­ca, que seja sufi­ciente para favore­cer o cul­to.

Tudo isto merece só aque­la pia adesão e reverên­cia que é dev­i­da a Igre­ja tam­bém para aque­las coisas nas quais ela não é infalív­el, e não exige um ato de fé. Assim, se alguém negasse que a B. Virgem ten­ha sido apre­sen­ta­da ao tem­p­lo ou várias aparições, não come­te­ria nen­hum peca­do con­tra a fé, bem que pode­ria pecar por out­ras razões e ain­da grave­mente, nem pode­ria sem grave moti­vo, ao menos pub­li­ca­mente, ensi­nar uma opinião diver­sa.