2011 SEGUNDA FASEMUNDIALISTADA MUTAÇÃO JUDEU-CRISTIANIZANTE


Filosofia, História, Política, Teologia / sexta-feira, janeiro 4th, 2013

 

D. CURZIO NITOGLIA

20 de dezem­bro de 2011

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

http://www.doncurzionitoglia.com/fase_2_giudeo_cristianesimo.htm

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Avan-propósi­to

·        Antes do Vat­i­cano II a dis­tinção e con­tra­posição entre Cris­tian­is­mo e Judaís­mo talmúdi­co ou pós-bíbli­co era pací­fi­ca.

Infe­liz­mente a dis­tinção não só se enfraque­ceu deva­gar (com João XXIII) mas foi rever­ti­da com Nos­tra Aetate e pelo ensi­na­men­to de João Paulo II e Ben­to XVI. Assim, da dis­tinção se pas­sou a con­fusão e a homolo­gação doutri­nal e teológ­i­ca dos opos­tos (Cristo e Anti­cristo).

·        Todavia resta­va um pas­so ulte­ri­or a cumprir. A ilus­tração deste segun­do nív­el é o coração do pre­sente arti­go. A declar­ação do rabi­na­to e do alto clero são de uma gravi­dade inau­di­ta, mas são reais e neces­si­tam toma­da de ati­tude. Depois do nive­la­men­to doutri­nal nun­ca cumpri­do, era necessário alcançar aque­le práti­co: espe­cial­mente politi­co (1948, Esta­do de Israel/1923, seu recon­hec­i­men­to da parte do Vat­i­cano) e econômi­co-finan­ciário (crise do Dólar e do Euro). A par­tir de 2001 e até 2011 temos assis­ti­do ao con­stante e pro­gres­si­vo aumen­to (quase mas­cara­do e não alardea­do explici­ta­mente  da Torre de Babel” da “Nova Ordem Mundi­al” com uma “Repúbli­ca Uni­ver­sal” (EUA/Israel) e um “Tem­p­lo Uni­ver­sal (Assis I‑III, 1986–2011). Somente nos últi­mos meses se fala aber­ta e explici­ta­mente de uma segun­da fase da ação con­jun­ta hebraico-cristã (não mais só dos colóquios), que devem pre­lu­di­ar a uma Nova Ordem Mundi­al econômico/política, e tudo a luz da shoah e Nos­tra Aetate, que são cor­rel­a­ti­va­mente pai e fil­ho. Eu ofer­eço ao leitor as seguintes con­sid­er­ações com a esper­ança que os cristãos abram os olhos e não caiam víti­mas da glob­al­iza­ção reli­giosa e econômico/política, a qual é a pior tira­nia, mas­cara­da de “democ­ra­cia”, que se pos­sa imag­i­nar.

 

·        O arti­go que segue é um comen­tário a está segun­da fase, partin­do de Orwel e chegan­do a Ben­son para mostrar como da shoah e Nos­tra Aetate se atingiu ago­ra a fase final do desen­volvi­men­to econômi­co-finan­ciário da Nova Ordem Mundi­al queri­da pelos rabi­nos e pelos ecle­siás­ti­cos neo-mod­ernistas.

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II. O CUMPRIMENTO DA GLOBALIZAÇÃO:

2011 SEGUNDA FASEMUNDIALISTADA MUTAÇÃO JUDEU-CRISTIANIZANTE

Glob­al­iza­ção finan­ciária lib­er­al­ista ou “Repúbli­ca uni­ver­sal”

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·        João Paulo II no Dis­cur­so ao Cor­po diplomáti­co de 24 de fevereiro de 1980 havia explici­ta­mente começa­do a colo­car as bases da con­strução da Nova Ordem Mundi­al dizen­do: ”Justiça e desen­volvi­men­to andam de mãos dadas com a paz. São partes essen­ci­ais de uma Nova Ordem Mundi­al ain­da a edi­ficar. São uma estra­da que con­duzem a um futuro de feli­ci­dade e de dig­nidade humana”.

 

·        Ben­to XVI na sua encícli­ca Car­i­tas in ver­i­tate n. (200*) começou a colo­car em práti­ca o desen­ho públi­co de seu pre­de­ces­sor. De fato escreveu: “Para o gov­er­no da econo­mia mundi­al, para restau­rar a econo­mia feri­da pela crise, […] urge a pre­sença de uma ver­dadeira Autori­dade Políti­ca Mundi­al”.

 

·        Em 24 de out­ubro de 2011 o Doc­u­men­to do Pon­tí­fi­cio Con­sel­ho Justiça e Paz em nome de Ben­to XVI aus­pi­ciou a cri­ação de uma Ban­ca Cen­tral Mundi­al escrevendo:”Existem as condições para a defin­i­ti­va super­ação de uma ordem inter­na­cional na qual os Esta­dos sen­tem a neces­si­dade da coop­er­ação. […] Cer­to, está trans­for­mação se fará com o preço de um trans­fer­i­men­to grad­ual e equi­li­bra­do de uma parte das atribuições nacionais a uma “Autori­dade mundi­al”.

 

·        Em 13 de dezem­bro de 2011 a Agên­cia Sir repor­tou que o rabi­no chefe da “Con­gre­gação Hebraica Uni­da” da Com­mon­weath Jonathan Saks na tarde prece­dente (12 de dezem­bro) foi rece­bido em pri­va­do por Ben­to XVI e depois em públi­co na Uni­ver­si­dade Pon­tí­fi­cia Gre­go­ri­ana expôs o plano con­cre­to de uma nova for­ma de parce­ria entre cristãos e hebreus para “uma” éti­ca econômi­ca fun­da­da sobre as raízes hebraí­co-cristãs”. Em suma ele obser­vou que a primeira revi­ra­vol­ta hebraico-cristã teve lugar durante o Con­cílio Vat­i­cano II e no primeiro pós-con­cílio, mas essa era só um revi­ra­vol­ta teológ­i­ca; ago­ra se tra­ta de oper­ar uma nova e defin­i­ti­va revi­ra­vol­ta práti­ca,  políti­ca-finan­ciária sim­i­lar aque­la que colo­caram em ato os “leader polití­cos da Europa afim de sal­var o euro”. O rabi­no disse que depois do Vat­i­cano II é chega­da a hora de “ini­ciar um novo capí­tu­lo nas relações hebraico-cristãs”. Das relações teológ­i­cas “face a face” ocorre pas­sar as real­iza­ções práti­cas polití­co-finan­ciárias “lado a lado”. Ele aus­pi­ciou, referindo-se a Ben­to XVI, que hebreu e cristãos pos­sam ser “jun­tos” uma “mino­ria cria­ti­va” de uma Nova Ordem Mundi­al con­tra as forças rad­i­cal­mente agres­si­vas e sec­u­lar­izantes.

 

·        Como se vê (“con­tra o fato não vale o argu­men­to”) esta­mos em ple­na segun­da fase ou no começo da real­iza­ção do mundi­al­is­mo. Onde nos levará está segun­da eta­pa? Só Deus o sabe com certeza. Todavia se pode recor­rer a qual­quer autor, que estu­dou e pre­viu o prob­le­ma. Um (Orwell) citei no iní­cio, um out­ro (Ben­son) o cito ago­ra.

Da shoah ao mundi­al­is­mo real­iza­do

G. H. Ben­son, o sen­hor do mun­do: ”esta­mos quase per­di­dos e esta­mos cam­in­han­do para uma catástrofe para a qual deve­mos estar prepara­dos […] até não retornar o Sen­hor” (Milano, Jaca Book, 2008, pg.12)

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Pre­mis­sa

·        Escre­vo o pre­sente ati­go, retoman­do – em parte – questões já tratadas neste mes­mo site, para evi­den­ciar a gravi­dade, ago­ra “ter­mi­nal”, da situ­ação na qual esta­mos viven­do a cer­ca de um ano (revoltas árabes, crise do dólar e do euro somadas, con­fron­to entre os EUA/Israel e Rússina/China/Irã na região da Síria, Palesti­na e Líbano).

 

·        A situ­ação pode ser defini­da apoc­alíp­ti­ca a par­tir daqui­lo que recen­te­mente foi dito – como citarei abaixo – tan­to por parte da autori­dade babíni­ca como pela autori­dade ecle­sial.

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1946 UMA PREDIÇÃO DA GLOBALIZAÇÃO: ORWELL “1984”

Pról­o­go

·        George Orwell, em 1946 ini­cia a elab­o­ração de seu últi­mo romance “1984” que teve von­tade de inti­t­u­lar como “O últi­mo homem da Europa”; o ter­mi­na pouco antes de mor­rer em Lon­dres em 21 de janeiro de 1950. Ele intu­iu que a sociedade esta­va cam­in­han­do em direção a uma homolo­gação e homo­geneiza­ção mundi­al­ista e glob­al­izante. Os traços que por Orwell car­ac­ter­i­zavam a sociedade mundi­al­ista do futuro “1984” são o total­i­taris­mo, a per­da de memória históri­ca, a fal­si­fi­cação de todo cam­in­ho históri­co, a per­da do con­ta­to com o real, a cor­rupção da lin­guagem através do bar­baris­mo e neol­o­gis­mos de pés­si­mo gos­to, o anu­la­men­to da iden­ti­dade do indi­ví­duo, que se perde na sociedade uni­ver­sal. Todavia res­ta um últi­mo homem livre, que, porém, será destruí­do pelo poder anôn­i­mo da “Nova Ordem Mundi­al” e da mas­si­fi­cação total­i­tarista.

A primeira edição ital­iana de seu romance remon­ta 1950 pela Mon­dadori de Milão e a últi­ma é de 2009 sem­pre pela Mon­dadori e é está que cito neste pre­sente arti­go.

A glob­al­iza­ção cole­tivista

imageA primeira figu­ra do romance é aque­la do “Big Broth­er”, que é afix­a­da na for­ma de gigan­tografia em toda parte do mun­do e bus­ca com seus olhos que se movem acom­pan­han­do todos os movi­men­tos dos cidadãos. A figu­ra é acom­pan­ha­da da escri­ta “o Big Broth­er te vigia” (p.5). Em cada casa se tem uma espé­cie de tele­visão que espia todo movi­men­to, toda res­pi­ração de seus habi­tantes. Nada foge ao poder cen­tral do “Big Broth­er”, o qual se serve de uma “psi­co-poli­cia” para perseguir sobre­tu­do crimes de opinião tam­bém não expres­sos explici­ta­mente, mas intuí­das através da tela onipresente e dos “espiões” que ocu­pam quase todo espaço do “novo mundo”(pg. 6). A filosofia da sociedade glob­al­iza­da é um hino a guer­ra con­tin­ua, a escra­vatu­ra e a ignorân­cia, con­tra a paz, a liber­dade e a for­t­aleza de âni­mo (pg. 9). Todavia o per­son­agem prin­ci­pal do romance, Win­ston Smith, ou “o últi­mo homem livre da Europa”, começa a escr­ev­er um diário, que o levará a tomar con­sciên­cia da sua real­i­dade indi­vid­ual, inteligente e livre. Tudo isto o con­duzirá a perseguição e a destru­ição por parte do Par­tido, que quer esma­gar todo homem inteligente, livre e respon­sáv­el pelos seus atos, que quer man­ter um grão de per­son­al­i­dade humana, para torná-lo um robô obe­di­ente as ordens do Par­tido (pg. 10). O mun­do é divi­di­do, ain­da por pouco, em três imen­sos super-Esta­dos: a Ocea­nia  (Esta­dos Unidos e Império Britâni­co), a Eurásia (Europa e Rús­sia) e a Esta­sia (Chi­na e Índia). A Ocea­nia  com cap­i­tal em Lon­dres, é gov­er­na­da pelo “Big Broth­er” segun­do os princí­pios do social­is­mo inglês (“Soc­ing”, na neo-lín­gua), pelo qual tudo é aparente­mente per­mi­ti­do, nada é explici­ta­mente proibido, exce­to pen­sar com o próprio cére­bro. O “Big Broth­er” é apre­sen­ta­do como uma espé­cie de novo “Sal­vador” (pg. 19), mas mal, que faz pen­sar vaga­mente no Anti­cristo de Ben­son, do qual, porém, não há nen­hum traço human­i­tarista. A car­ac­terís­ti­ca dos per­son­agens do “novo mun­do” glob­al­iza­do é a “estu­pid­ez desan­i­mado­ra, o entu­si­as­mo imbe­cil e a cega obe­diên­cia ao Par­tido” (pg. 25). Só assim eles podem viv­er sem serem inco­moda­dos em um mun­do tão plano e con­tra­ditório, que não tem como alvo a sal­vação eter­na na out­ra vida, mas uni­ca­mente a instau­ração nes­ta vida de um reino mes­siâni­co ter­reno e mate­r­i­al. Ten­tar pen­sar em quer­er ser livre e respon­sáv­el pelas próprias ações é con­sid­er­a­do um “psi­co-deli­to”, punív­el primeiro com a tor­tu­ra psi­cológ­i­ca  capaz de destru­ir a con­sciên­cia pes­soal e em segui­da com a morte físi­ca (pg 37). Win­ston Smith ten­do começa­do a escr­ev­er um diário pes­soal é já um homem mor­to psi­co­logi­ca­mente e fisi­ca­mente, próx­i­ma pre­sa da “psi­co-poli­cia”. A pro­pa­gan­da do Par­tido visa der­ro­tar a memória indi­vid­ual para con­tro­lar a real­i­dade e induzir o homem a uma espé­cie de “bi-pen­sa­men­to”: acred­i­tar firme­mente e diz­er a ver­dade, enquan­to pronún­cia as men­ti­ras mais arti­fi­ci­ais, acred­i­tar val­i­das duas afir­mações que se con­tradizem e se anu­lam uma a out­ra, faz­er uso sofís­ti­co da lóg­i­ca con­tra a lóg­i­ca, negar a moral pro­pri­a­mente no ato mes­mo de afir­ma-lá (pg. 38). O pas­sa­do e a história não foram só mod­i­fi­ca­dos, mas destruí­dos com­ple­ta­mente. A “men­ti­ra de Uliss­es” é con­stante e con­tínua, sem fim. O úni­co espaço em que podemos nos refu­giar é a própria memória, a qual porém, é colo­ca a dura pro­va pelas telas onipresentes. através das quais o “Big Broth­er” obser­va cada mín­i­mo gesto que pos­sa refle­tir um pen­sa­men­to autônomo: a mín­i­ma escapa­da dos olhos é um “face-deli­to” e como tal pode ser fatal (p. 39). O impor­tante é não pen­sar, ser “pes­soa aci­ma de qual­quer sus­pei­ta”, uma vez que se colo­ca a pes­soa abaixo da natureza humana, inteligente e livre. Este é o úni­co modo de poder con­tin­uar a viv­er na “Repúbli­ca uni­ver­sal”. Para destru­ir as capaci­dades int­elec­ti­vas do homem, o Par­tido inven­tou uma “ neo lín­gua” reduzi­da ao osso, que aju­da a não ter opiniões próprias veic­u­ladas, ao con­trário da “arqueo-lín­gua” mui­ta rica de tons e então psi­co­logi­ca­mente e social­mente perigosa. A orto­dox­ia do Par­tido sig­nifi­ca não pen­sar, não ter neces­si­dade de pen­sar, ou seja, total incon­sciên­cia ede­be­tu­do men­tis (p.57): “Quem entende muitas coisas, fala com mui­ta clareza, o Par­tido não gos­ta e um dia des­pere­cerá  (p. 57). A orto­dox­ia do Par­tido impõem fal­ta abso­lu­ta de auto-con­sciên­cia; então é mel­hor não ler e calar. Em meio a um mun­do lobot­o­miza­do, Win­ston é dom­i­na­do por dúvi­das pon­tu­ais: “é pos­sív­el que ape­nas eu ten­ha memória? Não é isto um iní­cio de lou­cu­ra?”. Em efeito, em um mun­do anor­mal, em um mun­do con­trário ou de cabeça para baixo, o nor­mal é um louco, um peri­go a elim­i­nar. Todavia Win­ston chega a sair des­ta dúvi­da atroz, enquan­to “não o per­tur­ba o pen­sa­men­to de ser louco ou excên­tri­co em tal mun­do encober­to, seria mais hor­rív­el não sê-lo, não poder ter opinião pes­soal: poder ain­da pen­sar que 2+2=4  mes­mo se o par­tido diz que faz 5 ou 3” (p. 85). O sen­so comum, o bom sen­so con­sti­tuí a grande here­sia, não pre­cisa acred­i­tar nos próprios olhos, nas próprias orel­has e nem na evidên­cia, mas ape­nas na voz do “Par­tido” ou do “Big Broth­er”: “Pre­cisa defend­er tudo aqui­lo que é óbvio, bobo” (p. 86). Mes­mo a predileção para uma cer­ta soli­tude, faz­er dois pas­sos soz­in­ho, é perigoso, é sinal de “vitim­prop” (vida em si, em “arqueo-lín­gua”), ou seja, de indi­vid­u­al­is­mo, excen­t­ri­ci­dade, sen­so de real­i­dade (p. 87). Na ver­dade, a “ neo lín­gua”, que veic­u­la o “bi-pen­sa­men­to”, deve aju­dar a negar “toda real­i­dade obje­ti­va”; a inca­paci­dade de com­preen­der aju­da a viv­er em tran­quil­i­dade com o Par­tido e a fal­ta da mais pál­i­da idéia de coisa seja a orto­dox­ia aju­da a man­ter-se per­feita­mente orto­doxo, ou seja, acé­fa­los; a per­da do sen­so da real­i­dade é prope­dêu­ti­ca a aceitação pací­fi­ca da enormi­dade daqui­lo que vem pedi­do pelo “Big Broth­er”, para não entrar em con­fli­to com a própria con­sciên­cia é necessário a inca­paci­dade de absorção: ai daque­les que colo­cam questões e pedem expli­cações! (p. 163). No fim Win­ston é descober­to pela “psi­co-polí­cia”: ele é “o ulti­mo homem” (p. 277) que bus­cou racionar e quer­er livre e racional­mente, por isso é liq­uida­do. “Tu estas fora da história, não existe” lhe diz o chefe da “psi­co-polí­cia”, que, depois de tê-lo “psi­co-tor­tu­ra­do”, o aniquila “vaporizando‑o” afim de que nele não sobre nen­hum traço, nen­hu­ma recor­dação e nen­hu­ma memória. A “psi­co-polí­cia” não quer fazê-lo már­tir,  quer aniquilar o homem livre.

INÍCIO DA GLOBALIZAÇÃO: O PRIMEIRO DESENVOLVIMENTOTEOLÓGICO’ “JUDAICO-CRISTÃODE 1965

A glob­al­iza­ção reli­giosa ou o ‘Tem­p­lo uni­ver­sal’

·        Antes do Vat­i­cano II a dis­tinção e con­tra­posição entre Cris­tian­is­mo (que acred­i­ta na divin­dade de Jesus Cristo e na SS. Trindade) e Judaís­mo talmúdi­co ou pós-bíbli­co (que nega a divin­dade de Cristo e a Trindade) era pací­fi­ca. Só para com­pen­sar os Doc­u­men­tos pon­tif­í­cios mais recentes, no Ato da Con­sagração ao Sagra­do Coração de Jesus escrito por Leão XIII (1900) e feito, por ordem de Pio XI, obri­gatório para a Fes­ta de Cristo Rei (1925), na parte dos sac­er­dotes se lê: “Sejas Rei de todos aque­les que ain­da estão envolvi­dos nas trevas da idol­a­tria ou do islamis­mo […]. Olhai com olhos de mis­er­icór­dia os fil­hos daque­le povo que um dia foi o predile­to: desça sobre eles […] o Sangue que já sobre ess­es é invo­ca­do”. Esta oração era lida na Igre­ja uni­ver­sal até 1962. Por out­ro lado Pio XII na encícli­ca Mit Bren­nen­der Sorge de 1937 escreveu: “O Ver­bo tomou a carne de um povo que depois O pre­gou em uma cruz”. Esta era a dout­ri­na comum da Igre­ja, con­ti­da nas fontes da Rev­e­lação (Tradição e Escrit­u­ra) e foi ensi­na­da con­stan­te­mente pelo Mag­istério pon­tif­í­cio (v. As Bulas dos Papas sobre o judaís­mo no site de Don Curzio Nitoglia). Infe­liz­mente a dis­tinção não ape­nas desa­pare­ceu grad­ual­mente (com João XXIII, 1958–1963), mas foi der­ruba­da com a Nos­tra Aetate de Paulo VI (1965) e pelo ensi­na­men­to de João Paulo II e Ben­to XVI. Assim que da dis­tinção se pas­sou a con­fusão e a homolo­gação doutri­nal e teológ­i­ca dos opos­tos (Cristo e Anti­cristo).

 

·   imageTodavia, per­mane­cia um pas­so ulte­ri­or a cumprir e o ver­e­mos por exten­so na segun­da parte do arti­go. Depois da nive­lação doutri­nal ago­ra cumpri­da, era necessário chegar aque­la práti­ca (“vale mais a práti­ca que a gramáti­ca”): espe­cial­mente políti­ca (Esta­do de Israel, 1948–1993), econômi­co-finan­ceira (crise do Dólar e do Euro). A par­tir de 2001 até ao 2011 temos assis­ti­do ao con­stante e pro­gres­si­vo lev­an­ta­men­to (quase mas­cara­do e não explici­ta­mente alardea­do) da “Torre de Babel” da ‘Nova Ordem Mundi­al’ com uma ‘Repúbli­ca Uni­ver­sal’ (EUA/Israel) e um ‘Tem­p­lo Uni­ver­sal’ (Assis I‑III, 1986–2001). Nestes ulti­mo meses, pro­pri­a­mente, se fala aber­ta e explici­ta­mente de uma segun­da fase da ação (não mais de colóquios) hebraico-cristãos, que deve pre­lu­di­ar uma Nova Ordem Mundi­al econômico/político, e tudo a luz da shoah e da Nos­tra Aetate, que são cor­rel­a­ti­vas como pai e fil­ho.

 

·        Em 26 de janeiro de 2011 no Avvenire (o cotid­i­ano da “Con­fer­ên­cia Epis­co­pal Ital­iana”), foi pub­li­ca­do um arti­go da pro­fes­so­ra israe­lense Anna Foa inti­t­u­la­do “No pós-guer­ra, a ver­dadeira mudança na teolo­gia” no qual se lê: «Não há dúvi­da de que a mudança das relações entre Igre­ja e hebraís­mo ocor­ri­da com o Con­cílio Vat­i­cano II e com a declar­ação Nos­tra aetate tem as suas raízes no trau­ma da shoah. […]. Nos­tra aetate foi uma mudança rad­i­cal, […] que abriu estra­da para uma ver­dadeira e própria rein­ter­pre­tação teológ­i­ca da relação com o judaís­mo, des­ti­na­da a apro­fun­dar-se […], intro­duzin­do a idéia, para dizê-la com João Paulo II (na sua visi­ta a sin­a­goga em 1986), que a religião hebraica não é “extrínse­ca” mas de cer­to modo “ intrínse­ca” a religião cristã. A toma­da de con­sciên­cia deter­mi­na­da pelo exter­mínio de seis mil­hões de hebreus, tin­ha assim, mod­i­fi­ca­do pro­fun­da­mente não ape­nas as relações entre hebreus e cristãos, mas as próprias bases teológ­i­cas sobre as quais tais relações se fun­davam» (p. 26).

 

·        Sem­pre no mes­mo cotid­i­ano, no mes­mo dia e na mes­ma pági­na, um arti­go do Pri­or de Bose Enzo Bianchi “Em vol­ta do Con­cílio a con­vergên­cia entre crenças” nos expli­ca que «a mudança históri­ca que temos assis­ti­do nestes últi­mos cinquen­ta anos, mudança que não foi cer­ta­mente estran­ha a tragé­dia do “mal abso­lu­to” » é assim tão impor­tante que «nen­hum cristão poderá mais invo­car a ignorân­cia para a própria jus­ti­fi­cação: qual­quer um é e será respon­sáv­el em primeira pes­soa por uma con­fir­mação ou por uma con­tradição sobre esta mudança».

 

·        O pobre Mons. Richard Williamson (com­paráv­el ao per­son­agem prin­ci­pal do romance de Orwell, Win­ston Smith, definido “o úni­co homem livre da Europa”) já tin­ha feito a exper­iên­cia (“tor­tu­ra­do” pela “clero-polí­cia”) por ter ousa­do opinar, em out­ubro de 2008, que a “tragé­dia do mal abso­lu­to” não goza de todas aque­las provas históri­co-cien­tí­fi­cas de que teria neces­si­dade para impor-se como super-dog­ma, o qual não admite ignorân­cia e que não é líc­i­to nem con­tradiz­er e nem igno­rar.

 

·        Além dis­so, Bianchi con­tin­ua: «João Paulo II […], em 17 de novem­bro de 1980 em Mongú­cia pronún­cia uma fór­mu­la inédi­ta, antes con­tra­ditória em dezen­ove sécu­los de exegese e teolo­gia cristã, em que os hebreus são definidos “o povo de Deus da Anti­ga Aliança que não foi jamais revo­ga­da”. […] Pode-se notar a novi­dade e a audá­cia a respeito de todo o mag­istério ecle­siás­ti­co prece­dente. […] A teolo­gia da sub­sti­tu­ição é assim aban­don­a­da para sem­pre». A her­menêu­ti­ca da rup­tura encon­tra assim espaço sobre pági­nas do cotid­i­ano do Epis­co­pa­do Ital­iano, cujo Pri­maz é o Papa, que, porém, sus­ten­ta, mas não demon­stra [1], a her­menêu­ti­ca da con­tinuidade.

UMA VELHA PREVIDENTE DESCRIÇÃO DAQUILO QUE PODERIA ACONTECER

O Reino do Anti­cristo

·        Robert Hugh Ben­son escreveu em 1907 “o sen­hor do mun­do”, que foi traduzi­do e pub­li­ca­do em ital­iano pela primeira vez em Flo­rença (1921). Em 1987 graças ao inter­esse do Card. Gia­co­mo Bif­fi foi reed­i­ta­do pela Jaca Book de Milão com três edições (1997 e 2008) e dezes­seis reim­pressões. Ben­son, com um esti­lo ver­dadeira­mente admiráv­el, retoma o tema desen­volvi­do por São Pio X na sua primeira encícli­ca E supre­mi apos­to­la­tus cathe­dra de 1904, na qual o Papa Sar­to obser­va­va que os males que cir­cun­dam o mun­do e a Igre­ja são de tal for­ma graves, que fazem pen­sar que o Anti­cristo este­ja já pre­sente nele.

Os hor­rores do mundi­al­is­mo

·  Ben­son pre­vê que em torno dos anos Vinte-Trin­ta, a maçonar­ia adquirirá um poder sem­pre mais vas­to na Europa como na Améri­ca e no Ori­ente, assim poderá unificar todo o mun­do em torno de 1989 (ano em que “caiu” o mun­do de Berlim) e apla­nar a vin­da final do Anti­cristo. Os males que lev­am a tal desas­tre são elen­ca­dos por Ben­son com pre­cisão e lucidez: críti­ca históri­ca e uni­ca­mente filológ­i­ca da Bíblia não mais con­sid­er­a­da um Tex­to sagra­do, div­ina­mente inspi­ra­do e por­tan­to, provi­do de inerrân­cia; sen­ti­men­tal­is­mo reli­gioso e lib­er­al­is­mo, que sob aparên­cia de “pen­sa­men­to inde­pen­dente” tor­na os home­ns pelo con­trário, real­mente escravos da men­tal­i­dade comum e das paixões; o nasci­men­to do mod­ernismo (p. 7). No mun­do dos anos Trin­ta teria per­maneci­do ape­nas três tipos de imagereligião: o catoli­cis­mo, o human­i­taris­mo filantrópi­co lib­er­al-maçôni­co e as religiões esotéri­c­as extremo ori­en­tais. As últi­mas duas for­mas são unidas pela tendên­cia ao pan­teís­mo antropocên­tri­co e se encon­tram em total oposição com o catoli­cis­mo que é teocên­tri­co e acred­i­ta em um Deus pes­soal e tran­scen­dente ao mun­do (p.10). O catoli­cis­mo decaí sem­pre mais, o mun­do não quer mais escu­tar, enten­der e aceitar, e o aban­dona, ine­bri­a­do pelo delírio de onipotên­cia dado-lhe pelo pan­teís­mo antropolátri­co e pelo “cul­to do Homem” (p.11).A reli­giosi­dade vito­riosa do Vinte até ao 1989 é uma espé­cie de human­i­taris­mo filantrópi­co: pri­va­do do sobre­nat­ur­al, «sofre a influên­cia da maçonar­ia: o homem é Deus» (p. 11). A psi­colo­gia tomou o lugar do puro e sim­ples mate­ri­al­is­mo marx­ista e bus­ca sub­sti­tuir a espir­i­tu­al­i­dade do catoli­cis­mo com um sub­sti­tu­to psi­canalíti­co ima­nen­tista (p. 12). O Autor exclama:«estamos quase per­di­dos e esta­mos nos dirigin­do a uma catástrofe para a qual deve­mos estar prepara­dos […] até que não retorne o Sen­hor» (p. 12). Mas infe­liz­mente hoje os pro­fe­tas do otimis­mo irre­al­ista e exager­a­do, que con­denaram “os pro­fe­tas de desven­tu­ra”, não querem sen­tir a voz de Ben­son que, qual novo Lao­coonte, colo­ca­va em guar­da os católi­cos con­tra o mod­ernismo qual “cav­a­lo de Troia  intro­duzi­do pelo inim­i­cus homona Cidade de Deus. Ele admite real­is­ti­ca­mente que no mun­do católi­co existe o mal, mas tam­bém o bem, exis­tem con­ven­tos dis­so­lu­tos, mas tam­bém obser­vantes e viz­in­hos ao Sen­hor (p.12). Não é um daque­les fariseus maniqueus que vêem tudo e ape­nas bem por uma parte e tudo e ape­nas mal da out­ra. Se o Cris­tian­is­mo é a ver­dadeira religião div­ina­mente rev­e­la­da, nem todos os cristãos lhe são fiéis, pelo con­trário. Mas mes­mo o human­i­taris­mo, que prom­ete hip­ocrita­mente paz e ces­sação de “guer­ras de religião”, tem os seus exces­sos, os quais supera até mes­mo aque­les dos piores cristãos. Na pági­na 13, Ben­son pre­vê já em 1907 o “Par­la­men­to Europeu”, o qual assi­nala o fim do são patri­o­tismo e através da democ­ra­cia-social fun­da a anti-igre­ja-católi­ca. Ele tam­bém nos colo­ca em guar­da, con­tra o aparente desen­volvi­men­to téc­ni­co, que, se des­or­de­na­do e desvi­a­do do Fim ulti­mo, esconde muitas armadil­has que insidiaram a fé dos cristãos (p.16).

 

·        O Anti­cristo de Ben­son se apre­sen­ta sob as aparên­cias de sol­i­daris­mo, de paci­fis­mo aguer­ri­do con­tra a religião cristã, que seria “por­ta­do­ra da espa­da e não da paz”, de human­i­taris­mo nat­u­ral­ista, que abole a pena de morte e insti­tui o “Min­istério da eutanásia”, sendo a morte não mais o iní­cio da vida eter­na, mas o retorno do indi­ví­duo ao “Todo” (p.36), que sub­sti­tuí a espir­i­tu­al­i­dade com a psi­colo­gia. O todo no quadro do mundi­al­is­mo mais radical:«a unidade impes­soal, o anu­la­men­to do indi­ví­duo, da família, da nação no mun­do» (p. 25). O homem é tudo, é “Deus”; não existe um Deus tran­scen­dente, mas ele é ima­nente ao mun­do e ape­nas a coop­er­ação solidária de todos os home­ns pode evoluir con­tin­u­a­mente para mel­hor (p. 26).

A perseguição físi­ca

 

·        Esta con­tra-igre­ja nat­u­ral­ista e paci­fista des­en­cadeia bem rápi­do uma cru­en­ta perseguição con­tra o cris­tian­is­mo, que já perdeu muitos con­sen­sos a favor do human­i­taris­mo. Ben­son nos descreve então, o “Cor­po mís­ti­co na ago­nia”, pro­pri­a­mente como Jesus Cristo, e o Homem que gri­ta para a Igreja:”salvou os out­ros, não pode sal­var a si mes­ma?” (p.48). Nem mes­mo do Céu desce, naque­les momen­tos trági­cos, uma palavra para ani­mar os fiéis persegui­dos e mar­t­i­riza­dos. A maçonar­ia e o democ­ra­tismo, mais que o comu­nis­mo ago­ra ultra­pas­sa­do pelo liberis­mo, são a força ocul­ta que manobra a religião do Homem e a perseguição da Igre­ja de Deus (p. 51). O esta­do da humanidade na “Nova Ordem Mundi­al” vem descrito por Ben­son como uma “cópia muito sim­i­lar aos cír­cu­los supe­ri­ores do Infer­no” (p.123). Entre­tan­to, Roma (p. 211) é destruí­da por um bom­bardeio coman­da­do pelo Anti­cristo, o Papa e quase todos os cardeais mor­rem e o novo Papa se refu­gia em Nazareth, onde con­tin­ua com ape­nas 12 cardeais a sua mis­são de gov­ernar a Igre­ja com Bis­pos, sac­er­dotes e fiéis espal­ha­dos em todo o mun­do e pron­tos para o martírio, que podem pre­gar e cel­e­brar os sacra­men­tos ape­nas em pri­va­do, sob pena de morte. Na pági­na 170, Ben­son nos descreve o “novo cul­to” impos­to pela maçonar­ia e pelo Anti­cristo a nova Humanidade, que ama os praz­eres, as riquezas e as hon­ras, ao con­trário do cris­tian­is­mo que ensi­na a amar a cruz, a pobreza e a humil­dade. Tal “novo cul­to” é uma paró­dia ou um sub­sti­tu­to da Mis­sa Católi­ca, é o cul­to do Homem, que tem neces­si­dade de cer­to cer­i­mo­ni­al para pro­fes­sar a “Religião do Futuro”, o ‘espíri­to do mun­do’, espo­li­a­do de toda ideia sobre­nat­ur­al e da graça san­tif­i­cante. Como não pen­sar no Novus Ordo Mis­sae, o novo cul­to da religião antropocên­tri­ca do Vat­i­cano II? É impres­sio­n­ante ver como 100 anos antes daqui­lo que esta­mos viven­do, seja a nív­el políti­co ou reli­gioso, Ben­son tivesse já intuí­do quase tudo e quase nos mín­i­mos detal­h­es. Um dos per­son­agens do romance de Ben­son (a sen­ho­ra Mabel) se da con­ta que a nova fé paci­fista e human­i­tarista não é mel­hor que a intran­sigên­cia cristã, antes talvez seja car­rega­da de maior ódio e cru­el­dade do que aque­las man­i­fes­tadas por alguns ou muitos cristãos no cur­so dos sécu­los (p. 220). Como acred­i­tar que «aque­la besta sel­vagem, com sangue [dos cristãos mar­t­i­riza­dos] que saia das suas unhas seden­tas de vio­lên­cia, fos­se a Humanidade nova? Isto é, aqui­lo que ela chama­va o seu Deus? ”?» (p. 231). Ben­son dis­tingue bem o Cris­tian­is­mo dos cristãos, que nem todos sem­pre viver­am o cris­tian­is­mo segun­do o espíri­to de Cristo e ofer­e­ce­r­am ao Human­i­taris­mo a des­cul­pa para sub­sti­tuir o Cris­tian­is­mo identificado‑o com os maus e fal­sos cristãos (clero e laica­to).

 

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Con­clusão

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O amer­i­can­is­mo anti­cristão

·        Mon­sen­hor Hen­ri Delas­sus escreveu um livro inteiro sobre o amer­i­can­is­mo (L’Américanisme et la Con­ju­ra­tion antichré­ti­enne, Lil­la-Pari­gi, Desclée De Brouw­er, 1899), onde o prela­do francês expli­ca que, entre todos os sujeitos inqui­etantes do mun­do atu­al, a Améri­ca do norte não é dos menores. De fato, aqui­lo que a car­ac­ter­i­za é “a audá­cia nas empre­sas indus­tri­ais, com­er­ci­ais e tam­bém nas relações inter­na­cionais, pisan­do essa todas as leis da civ­i­liza­ção católi­co-romana” (pg. 1). Infe­liz­mente, através do amer­i­can­is­mo, os Esta­dos Unidos empurram a sua audá­cia tam­bém nas questões reli­giosas. O ter­mo “catoli­cis­mo amer­i­cano” ou amer­i­can­is­mo (con­de­na­do por Leão XIII na Car­ta Testem Benev­o­len­ti­ae de 1895) não é a eti­que­ta de um cis­ma ou de uma here­sia, esse é “um con­jun­to de tendên­cias doutri­nais e práti­cas, que tem sede na Améri­ca e que dali se espal­ham no mun­do cristão e espe­cial­mente na Europa” (pg. 3). O aspec­to mais pre­ocu­pante do amer­i­can­is­mo é aque­le das “suas relações com as esper­anças e pro­je­tos do judaís­mo, espe­cial­mente com as tendên­cias anti­cristãs das leis do mun­do mod­er­no e da sociedade amer­i­cana, que aspi­ra pos­suir o monopólio do pen­sa­men­to rev­olu­cionário” (pg. 7). Na ver­dade, “existe uma con­ju­ração anti­cristã que tra­bal­ha, através de rev­oluções e guer­ras, para enfraque­cer e, se fos­se pos­sív­el, para aniquilar, as nações católi­cas, para dar a hege­mo­nia as protes­tantes, como a Améri­ca, a Ale­man­ha e a Grã Bre­tan­ha” (nota n°1, p. 7). Um dos “ele­men­tos dis­tin­tivos da ‘Mis­são amer­i­cana’ é o retorno a unidade de todas as religiões, através da destru­ição das bar­reiras e das difer­enças, chegan­do a um Con­gres­so da tol­erân­cia inter­na­cional das religiões, para lutarem unidas con­tra o ateís­mo” (pg. 124). O indifer­en­tismo ou tol­erân­cia por princí­pio, ao qual tende o amer­i­can­is­mo, con­siste no equiparar “todas as religiões, como igual­mente boas” (pg. 89); “A con­spir­ação anti­católi­ca pen­e­tra em toda parte, para destru­ir – se fos­se pos­sív­el – a Igre­ja e lev­an­tar em seu lugar o israelit­ismo lib­er­al e human­itário” (p. 89); “Tal con­spir­ação se tornou uni­ver­sal” (pg. 90); “Entre espíri­to hebraico e amer­i­can­ista existe um pon­to de con­ta­to nos princí­pio de 1789” (pg 91): “A pre­sunção ou con­fi­ança exces­si­va em si mes­mo é a car­ac­terís­ti­ca especí­fi­ca do amer­i­can­is­mo e os hebreus esper­am faz­er-lhes sair o israletismo lib­er­al e filantrópi­co” (pg 92–93), isto é a neo-reli­giosi­dade da nova era. Mon­sen­hor Hen­ri Delas­sus (pg. 94) expli­ca que o Mag­istério da Igre­ja con­de­nou todos os fal­sos princí­pios sobre os quais se fun­da o espíri­to amer­i­can­ista: os dire­itos do homem (con­de­na­dos por Pio VI); a liber­dade abso­lu­ta da pes­soa humana, a liber­dade de pen­sa­men­to, de impren­sa, de con­sciên­cia e de religião (por Gregório XVI e Pio IX), o sep­a­ratismo entre Esta­do e Igre­ja (por Leão XIII). Ao invés, para os amer­i­canos é necessário basear-se sobre “o lib­er­al­is­mo largo ou lat­i­fun­di­arista e sobre a tol­erân­cia dog­máti­ca, evi­tan­do falar tudo aqui­lo que pode­ria des­gostar aos protes­tantes e as out­ras religiões” (pg. 97); para a Igre­ja de Roma “o catoli­cis­mo é a ver­dadeira religião, enquan­to para os amer­i­can­istas é ape­nas uma religião entre tan­tas” (pg. 100). Infe­liz­mente o ide­al amer­i­can­ista (ceca de cinquenta/sessenta anos depois da con­de­nação de Leão XIII) se real­i­zou, ini­cial­mente e de for­ma latente, no Con­cílio Vat­i­cano II e depois, aber­ta­mente, em Assis 1986/2011. Na ver­dade – escrevia já Mons. Delas­sus – “os amer­i­can­istas dizem que as idéias amer­i­canas são aque­las que Deus quer para todos os povos do nos­so tem­po. Hebraís­mo e amer­i­can­is­mo acred­i­tam ter rece­bido uma ‘Mis­são div­ina’. Infe­liz­mente a influên­cia da Améri­ca com o seu espíri­to de liber­dade abso­lu­ta, se estende sem­pre mais entre as nações, de for­ma que a Améri­ca dom­i­nará as out­ras nações” (pg. 187–188); a Améri­ca parece ser a “Nação do Futuro” (pg 190). Todavia – comen­ta o prela­do – “se tal futuro será aque­le do desen­volvi­men­to indus­tri­al e com­er­cial, social e políti­co, segun­do os princí­pios de 1789, ou seja, o pro­gres­so mate­r­i­al e a inde­pendên­cia abso­lu­ta do homem de toda autori­dade, mes­mo div­ina; a era que ver­e­mos será a mais desas­trosa jamais con­heci­da. Nes­sa era a Améri­ca destru­irá as tradições nacionais europeias  para fun­di-las na unidade ou pax amer­i­cana” (pg. 191–192). A base, o mín­i­mo denom­i­nador comum, de tal mis­tu­ra de religiões, povos, cul­turas, é um moral­is­mo sen­ti­men­tal ou “uma vaga moral” (pg 192) sub­je­ti­va e autôno­ma como que­ria Kant, “inde­pen­dente do dog­ma, onde cada um é livre para inter­pretá-lo a seu modo” (pg. 130). Essa se real­i­zou hoje, através da união entre “teo- (ou neo) – con­ser­vadores” amer­i­can­istas e cristãos, com o sion­is­mo e ele­men­tos con­ser­vadores-lib­erais do catoli­cis­mo, que se unem para defend­er a vida, o embrião, con­tra o mate­ri­al­is­mo ateu (coisa boa em si), mas em detri­men­to da especi­fi­ci­dade da pureza do dog­ma (o que é ina­ceitáv­el), da tradição cul­tur­al de cada nação e das difer­enças étni­cas (as quais, se não são exager­adas com a teo­ria da defe­sa da “raça pura”, que não existe; não devem nem sequer ser destruí­das com a ofen­sa de raça em sen­ti­do lato ou do povo, que tem sua pec­u­lar­iedade de lín­gua, cul­tura, men­tal­i­dade e religião). “O movi­men­to neo-cristão ou amer­i­can­ista, tende a lib­er­ar-se do dog­ma para fun­dar-se sobre a beleza éti­ca” (pg. 60), “a sub­sti­tuir a fé com uma cul­tura ou sen­si­bil­i­dade moral inde­pen­dente, em uma vaga reli­giosi­dade supe­ri­or as out­ras religiões pos­i­ti­vas” (pg. 76). Segun­do a dout­ri­na católi­ca, ao invés, “a fé sem obras é mor­ta” (São Tia­go), e “sem a fé não se pode agradar a Deus” (São Paulo). Então, não é pre­ciso desprezar a moral, mas nem sequer reduzir a religião ape­nas a sua moral­i­dade, sem ter mais em con­ta a inte­gri­dade dog­máti­ca.

 

·        Mon­sen­hor Delas­sus se expli­ca ain­da mel­hor escreven­do que “Existe um entendi­men­to entre Hebraís­mo e Amer­i­can­is­mo, para sub­sti­tuir a religião católi­ca com esta ‘Igre­ja ecu­menista ou mundi­al­ista’, esta ‘religião democráti­ca’, da qual a Aliança Israeli­ta Uni­ver­sal prepara o adven­to (pg. 193). O amer­i­can­is­mo é o instru­men­to do judaís­mo lib­er­al e filantrópi­co-human­itário, que sub­sti­tu­iu a ‘fé’ do judaís­mo orto­doxo (em um Mes­sias pes­soal e mil­i­tante, que daria de vol­ta a Israel o domínio sobre o mun­do) com a ‘crença humana’ do hebraís­mo lib­er­al (em um ‘mes­sias ide­al’, ou seja, o mun­do mod­er­no, nasci­do do Human­is­mo, Protes­tantismo e ilu­min­is­mo rev­olu­cionário, inglês, amer­i­cano e francês, que fará cair o mun­do no rel­a­tivis­mo e no irenis­mo, os quais erodirão o Cre­do católi­co e aqui­lo que ain­da res­ta da Cri­stan­dade européia), “para con­duzir a humanidade, doce­mente, para a Nova Jerusalém” (pg. 195). O espíri­to do ‘Mun­do Novo’ ou do amer­i­can­is­mo, é car­ac­ter­i­za­do (segun­do Delas­sus) pelos princí­pios do 1789, que são “a inde­pendên­cia do homem de todo poder humano e tam­bém divi­no” (pg. 196), vale diz­er, os dire­itos (ou o cul­to) do homem e a des­ti­tu­ição de Deus e da sua Igre­ja.

 

O amer­i­can­is­mo tem um dup­lo aspec­to: politi­co e reli­gioso.

 

a)    Politi­ca­mente: É car­ac­ter­i­za­do por cer­to cos­mopolis­mo, que leva ao mundi­al­is­mo e a glob­al­iza­ção, as quais se infil­tran­do em cada nação a cor­rompem para dom­iná-la. Tal ‘Repúbli­ca uni­ver­sal’ é o son­ho da Aliança Israeli­ta Uni­ver­sal, “cen­tro, foco e vín­cu­lo da con­ju­ração anti­cristã, a qual o amer­i­can­is­mo traz um apoio con­sid­eráv­el” (pg. 15). O judaís­mo talmúdi­co se baseia sobre a leitu­ra mate­r­i­al (mais que lit­er­al) das pro­fe­cias do Vel­ho Tes­ta­men­to. Delas­sus escreve: “Leia estas pro­fe­cias no sig­nifi­ca­do mate­r­i­al-ter­reno e encon­trará a respos­ta ao enig­ma, a expli­cação da ativi­dade febril judaica, o son­ho do hebraís­mo. Esse se acred­i­ta, ain­da hoje, o povo des­ti­na­do por Deus a dom­i­nar, mate­rial­mente e tem­po­ral­mente, sobre todas as nações através da finança, dos ban­cos, da impren­sa e dos meios de comu­ni­cação [ou de destru­ição] de mas­sa” (pg. 20–21). O pon­to de encon­tro entre judaís­mo e amer­i­can­is­mo pode ser encon­tra­do nos princí­pios rev­olu­cionários de 1789, e par­tic­u­lar­mente em duas teses: “1º) que todas as nações renun­ciem ao amor da Pátria e se con­fun­dam em uma ‘Repúbli­ca uni­ver­sal’; 2º) que os home­ns renun­ciem, igual­mente, a toda par­tic­u­lar­i­dade reli­giosa, para con­fundir-se em uma mes­ma vaga reli­giosi­dade ou ‘Tem­p­lo uni­ver­sal’ “ (pg. 25). Estes ideais são lev­a­dos adi­ante pela Aliança Israeli­ta Uni­ver­sal, fun­da­da em 1860 pelo hebreu Adol­fo Crémineux, grão-mestre do Grande Ori­ente de França. A A.I.U. “não era ape­nas uma inter­na­cional hebraica, essa mira­va mais alto: ser uma asso­ci­ação aber­ta a todos os home­ns sem dis­tinção de nacional­i­dade, nem de religião, sob a alta direção de Israel. Essa dese­ja pen­e­trar em todas as religiões, como já pen­etrou em todos os país­es, para faz­er cair as bar­reiras que sep­a­ram aqui­lo que um dia dev­erá estar unido em uma comum indifer­ença” (pg. 26–27). O prela­do se inter­ro­ga: “O que sig­nifi­ca pen­e­trar em uma religião? Sobre­tu­do intro­duzir lhe as próprias idéias. O judaís­mo bus­ca infil­trar as suas idéias na Igre­ja Católi­ca? Sim, seus rep­re­sen­tantes o afir­mam” (pg. 28). As forças polit­i­cas de que se serve o judaís­mo lib­er­al e filantrópi­co (ou maçôni­co) são: a) a democ­ra­cia, b) a liber­dade como val­or abso­lu­to, c) a mudança rad­i­cal (cfr. Pg. 153). Esta mudança rad­i­cal diz respeito tam­bém a vida espir­i­tu­al, preferindo-se o pri­ma­do da ação sobre a con­tem­plação; a exal­tação da ini­cia­ti­va indi­vid­ual (própria do lib­er­al­is­mo econômi­co puri­tano amer­i­cano), com uma exces­si­va auto­con­fi­ança (cfr., pp. 154–155); o Bem estar físi­co e cor­po­ral (difer­ente do bem estar comum tem­po­ral), como “trans­fig­u­ração do cor­po” (pg. 159); o “sen­sis­mo empirista, como rad­i­cal anti-metafísi­ca e anti-cris­tian­is­mo” (pg. 161). O prela­do con­sta­ta que ago­ra os novos cristãos amer­i­can­istas, jun­to aos hebreus lib­erais e human­itários, “aspi­ram a um Mes­sias que não é Jesus Cristo, nem sequer o mes­sias mil­i­tante e pes­soal do hebrais­mo orto­doxo, mas uma idéia de bem estar mate­r­i­al e cor­po­ral que tornará o homem feliz e rico sobre esta ter­ra” (pp. 164–165). Tal Bem estar (com B maiús­cu­la), con­siste não no pos­suir o necessário ou o con­ve­niente, mas no “supér­fluo” (pg. 166). Os fiéis des­ta nova reli­giosi­dade não são con­trari­a­dos, é pre­ciso dar a eles sem­pre razão, seguir a cor­rente, diz­er a eles aqui­lo que lhes agra­da e sat­is­faz os seus sen­ti­dos (cfr., p. 167).

 

b)    Do pon­to de vista reli­gioso: O amer­i­can­is­mo se serve do eso­ter­is­mo, do maçon­is­mo e do ecu­menis­mo, para infil­trar-se na religião católi­ca e – se fos­se pos­sív­el – destruí-la. “A maçonar­ia tem as próprias pre­ten­sões e as exprime com as mes­mas palavras” (pg. 29). O judaís­mo lib­er­al é ain­da mais claro, quan­do diz que pre­cisa ten­der para “uma nova Jerusalém, a qual deve sub­sti­tuir Roma. A estirpe hebraica quer esta­b­ele­cer o seu reino sobre o mun­do inteiro, na ordem tem­po­ral e naque­la espir­i­tu­al” (pg. 30). Tam­bém o Amer­i­can­is­mo se serve das sociedades sec­re­tas para obter os seus fins (cfr., pg. 31), para arru­inar as Pátrias e a Religião. A nova “Repúbli­ca uni­ver­sal será gov­er­na­da pelo povo hebreu, úni­ca ver­dadeira tri­bo cos­mopoli­ta, sem pátria e uni­ver­sal” (pg. 33) e enfim, pelo Anti­cristo, supre­mo dita­dor trans­for­ma­do na úni­ca dei­dade deste novo mun­do” (pg. 42). Os Esta­dos Unidos tem o triste “priv­ilé­gio de destru­ir as tradições e as especi­fi­ci­dades nacionais e reli­giosas europeias, para fun­di-las na unidade amer­i­cana” (pg. 44). O amer­i­can­is­mo quer sub­sti­tuir a ‘polêmi­ca’ (polemikós= ati­nente a luta e a dis­pu­ta doutri­nal) pela ‘irêni­ca’ (eirenikós = que diz respeito a paz ou mel­hor o paci­fis­mo, a tol­erân­cia e a con­cil­i­ação dos exces­sos). O amer­i­can­is­mo é “abso­lu­ta­mente con­vic­to, de que os Esta­dos Unidos foi pre­des­ti­na­do a pro­duzir um esta­do social, supe­ri­or ao que se era vivi­do até ago­ra” (pg. 130). Out­ro mar­co do amer­i­can­is­mo é o evolu­cionis­mo reli­gioso (cfr., pg. 101–108), segun­do o qual o dog­ma evoluí ou muda rad­i­cal­mente, sub­stan­cial­mente, de for­ma het­erogênea e não homogênea; ou seja, se pas­sa de uma ver­dade a out­ra, tam­bém diver­sa, segun­do a neces­si­dade e as exigên­cias dos tem­pos (cfr., pg. 109), des­de que a ver­dade não é mais a ‘con­formi­dade do pen­sa­men­to com a real­i­dade’, mas “o ade­quar-se do pen­sa­men­to com as neces­si­dades dos tem­pos e a neces­si­dade do homem mod­er­no” (Her­bert Spencer). A out­ra pilas­tra sobre a qual se baseia o amer­i­can­is­mo é o ecu­menis­mo. Mon­sen­hor Delas­sus (pg. 133) nos infor­ma que em Chica­go, entre os dias 11 e o 28 de setem­bro de 1893 (cer­ca de oitenta/ cem anos antes do Con­cílio Vat­i­cano II e do encon­tro ecumêni­co de Assis de 1986), foi real­iza­do um Con­gres­so ou Con­cílio ecu­menista de todas as religiões (exce­to a católi­ca). Onde se esta­b­ele­ceu, em tal con­cil­iábu­lo, que “a Igre­ja católi­ca dev­e­ria faz­er con­cessões mais gen­erosas para as out­ras religiões” (pg. 134); nat­u­ral­mente Roma con­de­nou. Todavia, não se pode deixar de notar como em 1962–1965, tais idéias amer­i­can­istas pen­e­traram tam­bém o ambi­ente católi­co durante o Con­cílio Vat­i­cano II.  Se dese­jou, já em 1893, “reunir os padres e os min­istros dos cul­tos mais diver­sos, para asso­ciar-lhes em uma oração comum” (pg. 147), nat­u­ral­mente sem cair (não se sabe como) no indifer­en­tismo (pro­pri­a­mente como de Assis em 1986/2011). Tal con­gres­so de Chica­go foi definido por Delas­sus “ver­dadeiro con­cílio ecumêni­co dos novos tem­pos” (pg. 148). As analo­gias com o Vat­i­cano II são, infe­liz­mente, obje­ti­vas e impres­sio­n­antes.

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·image Delas­sus, con­cluin­do o seu estu­do, define o amer­i­can­is­mo com pou­cas mas efi­cazes expressões: “Com­pro­mis­so com a incredul­i­dade, con­cessões ao erro, muti­lação do dog­ma, aten­u­ação do sobre­nat­ur­al e super­fi­cial­i­dade de toda espé­cie” (pg. 226).

 

·        Ele propõe então o remé­dio a tan­to mal: “Evi­tar o des­en­co­ra­ja­men­to, como ati­tude daque­les que sabem e con­hecem a real­i­dade, mas não tem cor­agem de rea­gir [é o mal que par­al­isa muitos católi­cos hoje]. (…) Então, nun­ca cruzar as mãos, renun­cian­do a lutar; antes é pre­ciso empen­har-las na oração, na pen­itên­cia e na ação cul­tur­al e doutri­nal com as con­se­quên­cias práti­cas (…). Deve­mos ser cir­cun­spec­tos para não prestar, nem sequer invol­un­tari­a­mente, aju­da ao judeu-amer­i­can­is­mo. Então, não pre­gar o Bem estar como fim ulti­mo, o suces­so neste mun­do, a trans­fig­u­ração do cor­po humano, a pre­ocu­pação des­or­de­na­da pelos inter­ess­es humanos, a abolição das bar­reiras entre religiões e cul­turas, a ces­sação da polêmi­ca para sub­sti­tuir a irêni­ca, o aniquil­a­men­to do dog­ma a favor de uma moral­i­dade sub­je­ti­va, a con­cil­i­ação entre o espíri­to de Cristo e aque­le do mun­do” (pg. 262–265).

d. CURZIO NITOGLIA

 

20 de dezem­bro de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/fase_2_giudeo_cristianesimo.htm

[1] B. Gher­ar­di­ni, Con­cílio ecumêni­co Vat­i­cano II. Um dis­cur­so a faz­er, 2009.