P. CURZIO NITOGLIA: A PAZ DA ALMA — 1ª PARTE: LIBERDADE, FELICIDADE E OBLAÇÃO


Espiritualidade / domingo, março 6th, 2016
Padre Curzio Nitoglia

Tradução: Ged­er­son Fal­cometa

 

Iní­cio uma série de arti­gos sobre paz inte­ri­or. Neste primeiro arti­go tra­to da ver­dadeira liber­dade dos fil­hos de Deus, diame­tral­mente opos­ta a licença do lib­er­al­is­mo e dos mun­danos. Como abor­darei todos os aspec­tos que dizem respeito a beat­i­tude sobre­nat­ur­al, imper­fei­ta nes­ta vida e cumpri­da ape­nas na eternidade.
P. Curzio Nitoglia
A PAZ DA ALMA
PRIMEIRA PARTE
*
LIBERDADE, FELICIDADE E OBLAÇÂO

 

  • Se vive­mos na graça de Deus, a SS. Trindade habi­ta fisi­ca­mente e real­mente na nos­sa alma. Os San­tos nos con­vi­dam a entrar na parte mais pro­fun­da dela (o “espíri­to”, que é a alma ele­va­da à ordem sobre­nat­ur­al) e a per­manece­mos na pre­sença amorosa de Deus. Tam­bém nas cir­cun­stân­cias exter­nas mais difí­ceis e des­fa­voráveis, temos den­tro de nós um espaço de paz inte­ri­or que ninguém pode per­tur­bar, porque esta pre­sente Deus Pai, Deus Fil­ho e Deus Espíri­to San­to. Esta é uma ver­dade de Fé que todo cristão dev­e­ria con­hecer, e que, uma vez con­heci­da e cri­da, deve ser vivi­da e cul­ti­va­da. Deus esta pre­sente em nós para con­hecer-nos, amar-nos e con­viv­er conosco, e nós deve­mos con­hecê-lo, amá-lo e viv­er jun­to a Ele. Esta é a natureza da vida espir­i­tu­al ou sobre­nat­ur­al: Fé, Esper­ança e Cari­dade vivi­das na med­i­tação ou colóquios com Deus. Enquan­to não viver­mos sobre­nat­u­ral­mente, estare­mos angus­ti­a­dos, alei­ja­dos e pri­va­dos de ver­dadeira paz e liber­dade da alma, que ape­nas Deus con­heci­do, ama­do e vivi­do pode nos dar. São Paulo nos rev­ela: “Onde está o Espíri­to do Sen­hor, ai existe a liber­dade” (2 Cor., III, 17). Se quis­er­mos viv­er, ape­sar das provas e das cruzes da vida ter­re­na, em paz com Deus, com nós mes­mos e pos­sivel­mente com o próx­i­mo, deve­mos apro­fun­dar na med­i­tação des­ta ver­dade e bus­car vive-la quo­tid­i­ana­mente. Somente então, nada nos sufo­cará inte­ri­or­mente, ain­da que exte­ri­or­mente as vicis­si­tudes pos­sam ser extrema­mente adver­sas e dolorosas.

 

  • O homem con­quista a ver­dadeira liber­dade inte­ri­or e a paz da alma na medi­da em que for­ti­fi­ca a sua Fé e a vive na Esper­ança e na Cari­dade, medi­ante a oração e os Sacra­men­tos.
  • Con­di­tio sine qua non para for­ti­ficar as Vir­tudes teolo­gais é a ver­dadeira humil­dade de coração, que con­siste em esvaziar-se do nos­so amor próprio ou do nos­so “eu” para dar espaço a Deus que nos ama e quer ser ama­do. A ver­dadeira liber­dade con­siste em estar livre do erro e do peca­do, que ape­nas o Bem e o Ver­dadeiro nos dão. O lib­er­al­is­mo é o per­ver­ti­men­to egocên­tri­co des­ta máx­i­ma e faz da liber­dade não um meio, mas um fim e abso­lu­to, uma espé­cie de ído­lo ou fal­sa divin­dade, que nos tornar­ia patrões e capazes de faz­er aqui­lo que quer­e­mos, incluin­do o mal e o erro. Jesus, ao invés nos rev­el­ou: “a Ver­dade vos fará livres” (Jo, VII, 32), enquan­to “quem faz peca­do, é escra­vo do peca­do”. Deus quer que nós recon­heçamos não ser­mos nada e que Ele é tudo. “Eu sou Aque­le que é, tu aque­la que não é” disse Jesus a S. Cata­ri­na de Siena. Por­tan­to não deve­mos nos pre­ocu­par com aqui­lo que não podemos faz­er com as nos­sas forças. Deus é onipo­tente e muitas vezes que para nós aqui­lo que nós não quer­e­mos, mas Ele pode aqui­lo que nós não podemos faz­er. Então, se nos chama a uma tare­fa ten­hamos con­fi­ança na sua Providên­cia onipo­tente e mis­eri­cor­diosa, a qual nos aju­dará a faz­er aqui­lo que soz­in­hos não con­seguiríamos jamais cumprir.

  • O homem foi cri­a­do para a Feli­ci­dade ou Beat­i­tude, que poderá con­seguir per­feita­mente ape­nas no Paraí­so, depois de ter atrav­es­sa­do muitas provas ou “cruzes” (“cruz” vem do latim “cru­cia­ri” que é ser ator­men­ta­do). Ape­nas a via do calvário e do tor­men­to leva a Ressur­reição. Sobre isto não deve­mos nos iludir. Mas nem sequer ver jansenis­ti­ca­mente a vida como fei­ta ape­nas de penes e de dores. Não. Nes­ta vida ter­re­na exis­tem ale­grias e dores, e a dor deve ser vivi­da pos­i­ti­va­mente, como meio de refi­na­men­to espir­i­tu­al que nos aprox­i­ma de Deus. Não deve ser abso­l­u­ti­za­da, nem recu­sa­da, é uma real­i­dade com a qual deve­mos faz­er as con­tas todos os dias, mas que podemos super­ar e trans­mu­tar em “ouro” com a aju­da da graça do Sen­hor.
  • A alma é aber­ta ao infini­to, emb­o­ra sendo fini­ta em si mes­ma. O homem tem o dese­jo de con­hecer e amar algu­ma coisa de espir­i­tu­al e infini­ta que é Deus. Pelo qual não pode e nem deve con­duzir uma vida raquíti­ca e atrofi­a­da. S. Agostin­ho depois de ter bus­ca­do a feli­ci­dade nos bens mate­ri­ais, nos praz­eres sen­síveis e na filosofia maniqueís­ta, escreveu nas Con­fis­sões: “Tu nos fez para Ti, ó Sen­hor, e o nos­so espíri­to é infe­liz até que não encon­tre paz em Ti”. Ape­nas qual­quer coisa de infini­to, o Sum­mum Bon­um et Verum, que é Deus, pode dar a ver­dadeira paz – rel­a­ti­va sobre esta ter­ra e abso­lu­ta ape­nas na out­ra vida – ao homem, que tem uma alma espir­i­tu­al aber­ta ao infini­to e que não pode ser sat­is­fei­ta pelas coisas fini­tas e lim­i­tadas. O con­hec­i­men­to e o amor do Ver­dadeiro e do Bem nos dão a feli­ci­dade e a liber­dade, o erro e o mal nos tor­nam infe­lizes e escravos (S. Cata­ri­na de Siena, Diál­o­go, cap. 51). O homem sente a neces­si­dade de ser con­heci­do, ben­quis­to, ama­do pelo próx­i­mo e sobre­tu­do por Deus, o qual é o úni­co que pode fazê-lo per­feita­mente e segun­do as nos­sas reais neces­si­dades, que os homes podem não con­hecer e que cer­tas vezes, até fogem de nós mes­mos.
  • A ver­dadeira liber­dade inte­ri­or não é uma “con­quista social e políti­ca do homem mod­er­no”, que se eman­cipou de toda autori­dade humana e div­ina (“nem Deus, nem patrão”), para o cris­tian­is­mo e a sã filosofia a liber­dade é uma fac­ul­dade que nos aju­da a escol­her os mel­hores meios para faz­er o bem e fugir do mal. Essa con­siste exata­mente no con­trário da “liber­dade” ou mel­hor “licença” mod­er­na: livre é quem se uni­formiza e con­for­ma a real­i­dade ver­dadeira e boa e a Deus autor da real­i­dade cri­a­da. Deve­mos pedir a Deus para reforçar em nós, feri­dos pelo peca­do orig­i­nal, esta capaci­dade, que é um meio e não um fim, de for­ma que pos­samos ser ver­dadeira­mente livres e não abusar ou usar mal da liber­dade fazen­do o mal e aderindo ao erro, os quais são sinais defeitu­osos de liber­dade, mas não são a essên­cia da liber­dade, como por exem­p­lo, a doença é sinal de defi­ciên­cia de vida: tem a vir­tude da força e o dom e for­t­aleza do Espíri­to San­to que aper­feiçoam em nós o quer­er e o oper­ar de modo que são segun­do a natureza, que tem como fim o ver­dadeiro e o bem e não con­tra a natureza e des/ordenada ao erro e ao mal. Ape­nas o san­to, que é o ver­dadeiro cristão, é ver­dadeira­mente livre, porque – como ensi­na S. Paulo – perdeu o próprio “eu” para faz­er viv­er nele Jesus Cristo (“vivo jam non ego, sed Chris­tus viv­it in me”). Depois do peca­do orig­i­nal a nos­sa per­son­al­i­dade é vul­neráv­el, um pouco “orig­i­nal” e ape­nas per­den­do a nos­sa para adquirir aque­la de Jesus Cristo poder­e­mos ter uma sã e ple­na per­son­al­i­dade, livre e dona de si e dos acon­tec­i­men­tos, e não escra­va do amor próprio, do egoís­mo, daqui­lo que acon­tece em torno de nós: “Quem quer preser­var a sua vida a perderá, mas quem a perder por amor a mim a sal­vará” (Mt., XVI, 25). Só o que esta den­tro de nós, pode nos faz­er o bem ou o mal, eno­bre­cer ou nos diminuir. Aqui­lo que acon­tece em torno de nós, não deve nos pre­ocu­par. Esta é a ver­dadeira liber­dade, que poder­e­mos alcançar ape­nas com a aju­da da graça de Deus: “Sine Me nihil potestis facere” nos rev­el­ou Jesus.
  • Muitas vezes nos enganamos e pen­samos que a ver­dadeira liber­dade e feli­ci­dade são algu­ma coisa exte­ri­or, depen­dente das cir­cun­stân­cias que estão ao nos­so redor. Tam­bém San­to Agostin­ho antes de con­vert­er-se tin­ha cometi­do este erro: “Quaere­bam Te foras sed intus eras; Te bus­ca­va fora de mim, mas tu estavas den­tro e eu fora de mim” (Con­fis­sões, liv. X). Que não são as cir­cun­stân­cias da vida a lim­i­tar a nos­sa liber­dade e a paz da nos­sa alma. Cer­ta­mente essas ain­da exerci­tam um cer­to influxo sobre nos­so âni­mo, mas não o deter­mi­nam. É dev­er nos­so, super­ar cer­tos obstácu­los exter­nos que nos impediri­am de faz­er o bem e evi­tar o mal. Todavia o essen­cial não con­siste nas cir­cun­stân­cias exter­nas a nós, mas na nos­sa von­tade. Não deve­mos (e não podemos) mudar a real­i­dade, porém podemos e deve­mos mudar nós mes­mos em relação a Deus e ao próx­i­mo.
  • San­to Tomás de Aquino ensi­na que “um homem é dito bom, não porque tem boa inteligên­cia, mas porque tem uma boa von­tade”. Então, é sobre a nos­sa von­tate que deve­mos tra­bal­har para mel­horá-la e torná-la ver­dadeira­mente livre e em paz con­si­go mes­ma. A von­tade humana será livre se sub­mis­sa a von­tade de Deus e capaz de coman­dar as paixões da sen­si­bil­i­dade de for­ma que o cor­po obe­deça a alma e essa a Deus. A monot­o­nia da vida quo­tid­i­ana e mes­mo os sac­ri­fí­cios que nos faz enfrentar podem ser trans­for­madas e sub­li­madas pelo homem inte­ri­or que vive unido a Deus, o qual de Deus obtém tudo (“eu pos­so tudo Naque­le que me for­t­alece”, S. Paulo). O amor que nos faz sair de nós mes­mos e nos une a Deus, nos dila­ta e nos tor­na “par­tic­i­pantes” de maneira lim­i­ta­da e fini­ta da Natureza do próprio Deus (2 Epís­to­la de São Pedro). Se nos sen­ti­mos em difi­cul­dade, angus­ti­a­dos ou “no aper­to”, quase apri­sion­a­dos e pri­va­dos de liber­dade e paz, o prob­le­ma não se encon­tra espe­cial­mente no lugar onde vive­mos, mas sobre­tu­do em nós, na nos­sa alma e na fal­ta de ver­dadeiro amor sobre­nat­ur­al por Deus e pelo próx­i­mo, que nos tor­na frios, egoís­tas, cur­va­dos sobre nós e estéreis. A liber­dade e a paz se encon­tram em nós mes­mos, na nos­sa alma espir­i­tu­al e livre, não nas coisas que nos cir­cun­dam. Cer­ta­mente algu­mas cir­cun­stân­cias podem ser difí­ceis, mas somos nós a pio­rar a situ­ação pela nos­sa fal­ta de Fé e de Amor.
  • Se olhásse­mos todas as coisas a luz da Fé e amásse­mos sobre­nat­u­ral­mente, tam­bém as cruzes mais pesadas, tudo se trans­for­maria em meio e em graça; este é o seg­re­do. O cristão, medi­ante a graça de Deus, tem a capaci­dade real de crer, esper­ar e amar em cada cir­cun­stân­cia e isto o tor­na capaz de tirar um bem espir­i­tu­al de cada mal que pos­sa tocá-lo ou feri-lo. Ain­da em cárcere, ain­da sobre o patíbu­lo nos res­ta a capaci­dade de crer, esper­ar e amar e então de ser­mos livres e em paz com Deus; cer­ta­mente é uma paz inte­ri­or, da parte supe­ri­or da alma (int­elec­to e von­tade), que não excluí o sofri­men­to da sen­si­bil­i­dade. Jesus no Get­sê­mani quer provar “medo, cansaço e tris­teza” na parte sen­sív­el da sua humanidade, mas ao mes­mo tem­po a sua alma goza­va da visão Beat­i­fi­ca. Não deve­mos jamais con­fundir o sen­tir com o quer­er. Se a sen­si­bil­i­dade sofre em cer­tas cir­cun­stân­cias, a alma com a aju­da da graça div­ina pode sem­pre con­tin­uar a crer, esper­ar e amar em liber­dade e paz de espíri­to.
  • A liber­dade inte­ri­or não con­siste tan­to no escol­her aqui­lo que quer­e­mos, mas no diz­er “sim” tam­bém àqui­lo que não nos dá praz­er e que encon­tramos à frente. Nos­sa Sen­ho­ra disse “fiat” ao Anjo que lhe anun­ci­a­va a sua Mater­nidade div­ina e o seu Calvário aos pés de Jesus cru­ci­fi­ca­do. Esta é a ver­dadeira liber­dade inte­ri­or que tam­bém nos faz super­ar com amor as provas mais árd­uas, porque nes­sas vemos a mão de Deus e a amamos. A liber­dade con­siste mais no dar-se que no pos­suir ou dom­i­nar. É pre­ciso saber como aceitar a real­i­dade, tal qual ela é, e não como nós gostaríamos que ela fos­se, com esper­ança e amor, dia após dia, para faz­er-lhe um sac­ri­fí­cio a Deus.
  • O prob­le­ma, a difi­cul­dade começa pro­pri­a­mente quan­do bate a nos­sa por­ta aqui­lo que não nos dá praz­er, que nos con­trária e nos faz sofr­er. Mas é pre­cisa­mente nes­tas situ­ações que deve­mos usar da von­tade livre­mente para con­seguir a paz inte­ri­or, acei­tan­do aqui­lo que nós não tín­hamos pro­je­ta­do e mes­mo que nun­ca iríamos quer­er. O seg­re­do para obter a ple­na liber­dade inte­ri­or con­siste no recusar os nos­sos capri­chos, os nos­sos gos­tos, porque a nos­sa natureza é feri­da pelo peca­do orig­i­nal e nos faz ten­der para aqui­lo que em si, não é bem, mas parece sê-lo para nós (o bem aparente que não é bem real).
  • Aceitar aqui­lo que entra em col­isão com a nos­sa “von­tade de potên­cia”, que coin­cide com a “liber­dade” abso­lu­ta ou mel­hor licença, aceitar os nos­sos lim­ites, diz­er sim a uma situ­ação impre­vista e não dese­ja­da que a vida nos apre­sen­ta, é isto, que o homem mod­er­no, man­cha­do pelo lib­er­al­is­mo, não sabe mais faz­er e é por isto que não é mais ver­dadeira­mente livre com a “liber­dade dos fil­hos de Deus”. Gostaríamos de con­tro­lar tudo, como um “deus”, mas isto é impos­sív­el e as situ­ações que não con­seguimos “cri­ar” segun­do o nos­so gos­to tor­nam-se ocasião de deses­per­ação e revol­ta. Ao invés, se soubésse­mos aceitar-lhe com os olhos da Fé, então seria ocasião de cresci­men­to e de uni­formi­dade a von­tade de Deus.
  • Se con­seguísse­mos aceitar uma real­i­dade que a primeira vista parece neg­a­ti­va e pode ain­da sê-lo em si e por si, mas que aceita­da a luz de Deus e ama­da em Deus pode ser trans­mu­ta­da em qual­quer coisa de boa, toda difi­cul­dade se tornar­ia assun­ta a Deus. Pos­so aceitar me ape­sar dos meus lim­ites, conat­u­rais a min­ha natureza, porque sei que Deus me ama se eu O amo mal­gra­do as min­has defi­ciên­cias. Partin­do do nada Deus criou o mun­do, partin­do das nos­sas mis­érias humanas, Deus pode pro­duzir coisas esplên­di­das como a san­ti­dade. Na aceitação daqui­lo que não gosta­mos é a Fé, a Esper­ança e o Amor em Deus que de cada mal tira um bem. Por exem­p­lo, se sou pobre e digo sim a min­ha pobreza com Fé amorosa para Deus, a pobreza tor­na ocasião de san­tifi­cação, como ocor­reu a Jesus. Como se vê não é a real­i­dade a deter­mi­nar nos, mas o nos­so modo de vê-la e aceitá-la com con­fi­ança ou recusá-la com revol­ta deses­per­a­da. A feli­ci­dade depende da nos­sa livre escol­ha, que, é fei­ta segun­do a ordem queri­da por Deus, é ver­dadeira e boa e leva a paz e a beat­i­tude. O bom ladrão aceitou com amor a cruz e se salvou enquan­to o mau ladrão a recu­sou, se revoltou, mor­reu deses­per­a­do e se danou. A mes­ma cir­cun­stân­cia pode ser ocasião de feli­ci­dade ou infe­li­ci­dade, segun­do a von­tade com a qual a vive­mos. A parte prin­ci­pal depende de nós, sem­pre pre­venidos e aju­da­dos pela graça div­ina.
  • Os erros que se com­preen­dem e se cor­rigem são o “adubo” que faz crescer o nos­so espíri­to. Se ao invés nos obsti­namos ness­es e não quer­e­mos cor­ri­gi-los, per­manecem “cho­rume” e o nos­so espíri­to não cresce, mas si rotu­la na lama. “Errare humanum est, per­se­ver­are dia­bolicum”. Na segun­da parte ver­e­mos a aceitação de si mes­mo, como via para alcançar a paz de espíri­to.

 

P. CURZIO NITOGLIA

30 de março de 2012

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