P. CURZIO NITOGLIA: O MELHORAMENTO DO CARÁTER E DO TEMPERAMENTO


Psicologia / segunda-feira, agosto 13th, 2018

 

Padre Curzio Nitoglia
[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

O CARÁTER

 

Natureza do caráter

  • O caráter é o modo de ser habit­u­al de um homem, que o dis­tingue dos out­ros e lhe dá uma per­son­al­i­dade int­elec­tu­al, moral, e psi­cológ­i­ca pro­pri­a­mente sua. O caráter é dis­tin­to do tem­pera­men­to. Na real­i­dade o caráter indi­ca as dis­posições int­elec­tu­ais, morais, psi­cológ­i­cas e tam­bém espir­i­tu­ais do homem; enquan­to o tem­pera­men­to indi­ca as tendên­cias, que esconde na sua con­sti­tu­ição orgâni­ca e fisi­ológ­i­ca.
  • A Divisão do caráter con­tém três ele­men­tos:

.  o racional (int­elec­to e von­tade);

. o sen­sív­el (con­hec­i­men­to dos sen­ti­dos inter­nos e externos/apetite sen­sív­el: irascív­el e con­cu­pis­cív­el);

. E o social ou das relações com os out­ros.

a) O ele­men­to racional que com­por­ta: o espec­u­la­ti­vo puro [cere­bral ári­do] ou int­elec­tu­al que tende ao amor do fim [con­tem­pla­ti­vo sábio].

b) O ele­men­to sen­sív­el se sub­di­vide em apa­tia indo­lente [egoís­mo, mas não malí­cia] ou apa­tia enér­gi­ca [lentidão metódi­ca e tra­bal­ho con­stante]. Afe­tivi­dade emo­ti­va [estro imag­i­na­ti­vo e lev­eza ou insta­bil­i­dade emo­ti­va] ou afe­tivi­dade apaixon­a­da [paixões ardentes e pro­fun­das: cólera e impul­sivi­dade; paixões bem orde­nadas  duráveis].

c) A vida social dis­tingue o reser­va­do [fal­ta de autoes­ti­ma ou timidez] do ati­vo, que por sua vez pode ser irre­qui­eto [tende a ação exces­si­va e frenéti­ca sem propósi­to] ou homem de ação [age depois de ter refleti­do e não desiste até con­seguir o próprio fim].

A Edu­cação do caráter com­por­ta os seguintes con­sel­hos:

O apáti­co deve esforçar-se para adquirir maior sen­si­bil­i­dade.

O int­elec­tu­al deve cul­ti­var a força de von­tade.

O afe­ti­vo deve esta­bi­lizar as próprias emoções e ordenar as próprias paixões.

O tími­do deve adquirir maior segu­rança inter­na e con­fi­ança em Deus.

  • O Ambi­ente Famil­iar desem­pen­ha cer­to papel sobre o caráter do homem, porque ele recebe o cor­po dos gen­i­tores e a alma de Deus. Ora, ain­da que o caráter diga respeito, sobre­tu­do a alma, que é infusa dire­ta­mente por Deus, todavia essa infor­ma um cor­po, o qual con­sti­tuí co-essen­cial­mente a natureza do homem, o qual é “união sub­stan­cial de alma e cor­po” (Aristóte­les). O homem não é ape­nas alma nem só cor­po, mas alma e cor­po. Então no caráter incluem-se tam­bém fatores somáti­cos que, todavia não são deter­mi­nantes. A hered­i­tariedade enquan­to diz respeito ao cor­po é cor­rigív­el pela alma bem edu­ca­da, que infor­ma e imple­men­ta o cor­po e então é supe­ri­or e mais nobre que ele. A alma é o ele­men­to ou co-princí­pio sub­stan­cial deter­mi­nante, o cor­po enquan­to cor­po  é co-princí­pio sub­stan­cial deter­mi­na­do pela alma, como matéria pela for­ma, potên­cia pelo ato e a essên­cia pelo ser [1].
  • O Ambi­ente Exter­no no qual o homem nasceu e cresceu exerci­ta por sua vez um cer­to influxo sobre o seu caráter, acres­cen­tan­do e sobre­pon­do-se ao já rece­bido dos gen­i­tores. O cli­ma, a ter­ra na qual se nasceu e cresceu inci­dem, mas não deter­mi­nam o caráter humano, assim como a ali­men­tação e a higiene. É óbvio que um cli­ma são, uma boa higiene, uma nutrição com­ple­ta asse­gu­ra uma tendên­cia pos­i­ti­va ao bom caráter humano; enquan­to um ambi­ente mal, insalu­bre, uma nutrição defi­ciente, uma habitação suja não aju­da a pos­i­tivi­dade do caráter, antes favorece, mas não deter­mi­nam uma tendên­cia neg­a­ti­va.
  • A Edu­cação Boa ou Escas­sa que se recebe com o cresci­men­to, o ambi­ente famil­iar sereno ou não, no qual se vive as amizades vir­tu­osas ou viciosas que tam­bém influem sobre o caráter.

Todavia uma boa von­tade, uma sã edu­cação int­elec­tu­al, moral e, sobre­tu­do espir­i­tu­al são capazes de col­matar as lacu­nas hered­itárias e ambi­en­tais que foram rece­bidas. Bas­ta quer­er efi­caz­mente, cor­ri­gir-se dos próprios defeitos e se obterá grandes mel­ho­ra­men­tos. Mas isto requer a boa e séria von­tade, não bas­ta a velei­dade sen­ti­men­tal­ista e sin­cera. Porém a von­tade humana, espe­cial­mente depois do peca­do orig­i­nal, não é onipo­tente e nem menos tem um “poder despóti­co”, mas ape­nas “diplomáti­co” sobre a sen­si­bil­i­dade, as paixões e os instin­tos que per­tencem ao cor­po. Então, além da boa von­tade se requer a Graça sobre­nat­ur­al e a vida espir­i­tu­al para mel­ho­rar o caráter humano e torná-lo o menos defi­ciente pos­sív­el.

O ele­men­to psi­cológi­co e moral do bom caráter

  • Psi­co­logi­ca­mente o caráter bom é o equi­li­bra­do, que é com­pos­to de todos os ele­men­tos essen­ci­ais da natureza humana: a inteligên­cia pro­fun­da, a von­tade forte e tam­bém a sen­si­bil­i­dade bem orde­na­da. Na ver­dade o int­elec­to é servi­do pela memória e pela fan­ta­sia, que são duas fac­ul­dades do con­hec­i­men­to sen­sív­el inter­no (“nihil in int­elec­to quod prius non fuer­it in sen­su”). A von­tade deve ser ilu­mi­na­da pela inteligên­cia (“nihil voli­tum, nisi praecog­ni­tum”) e a sua vol­ta deve diri­gir o int­elec­to para o ver­dadeiro (“vol­un­tas ex se sola flec­tit intel­lec­tus quo vult”) e não para o capri­cho humano (“doc­tus cum pietate et pius cum doc­t­ri­na”). Enfim a sen­si­bil­i­dade, que é comum ao homem e ao ani­mal, não pode nem deve ser destruí­da ou reprim­i­da no homem, o qual deve faz­er as con­tas tam­bém com o cor­po que é co-princí­pio sub­stan­cial da natureza humana com­pos­ta de algu­ma e cor­po, onde ele não pode faz­er menos do seu cor­po de out­ra for­ma seria um fan­tas­ma, mas a sen­si­bil­i­dade deve ser edu­ca­da e sub­mis­sa a inteligên­cia e a von­tade, na real­i­dade “o homem é ani­mal racional” (Aristóte­les) e não pura­mente instin­ti­vo, pas­sion­al e sen­sív­el (“um leitão do reban­ho de Epi­curo”), nem puro espíri­to, nem besta, nem anjo, mas um mis­to mis­te­rioso de dois ele­men­tos, que devem ser colo­ca­dos em união de colab­o­ração sub­or­di­na­da (“quem quer se faz­er anjo se faz uma besta”). Assim se haverá um homem de int­elec­to pro­fun­do, de von­tade forte e con­stante e de sen­si­bil­i­dade orde­na­da e sub­or­di­na­da a parte nobre do ani­mo humano: int­elec­to e von­tade livre e enfim sub­li­ma­da ou final­iza­da por Deus.
  • Moral­mente o bom caráter deve ser ali­men­ta­do por uma con­sciên­cia reta a qual é a voz inter­na que apro­va as boas ações e con­de­na as más. Essa nos aju­da a cumprir o nos­so dev­er (“faz­er o bem, evi­ta o mal: isto é todo o homem”), nos tor­na livres do respeito humano ou vão temor do juí­zo dos home­ns mun­danos e nos preser­va do farisaís­mo de uma dupla vida. Depois a força de von­tade que nos tor­na donos de nós mes­mos; de fato ape­nas a inteligên­cia não nos dá este con­t­role sobre nos­sas ações morais. Final­mente, a bon­dade de coração para har­mo­nizar a con­sciên­cia com a von­tade e evi­tar que a primeira torne um implacáv­el juiz dos out­ros e tam­bém de si mes­mo e a segun­da a teimosia obsti­na­da e fria. É graças a bon­dade de coração ou benig­nidade que o caráter será pos­i­ti­va­mente e reta­mente humano: inteligente/livre/sensível, mas não implacáv­el, teimoso, frio ou “desumano” (S. Th., II-II, q. 114, a. 2). É necessário saber evi­tar os dois erros por exces­so (frieza desumana/ obsti­nação cega) e por defeito (sen­ti­men­tal­is­mo des­or­de­na­do e não edu­ca­do ou subordinado/insensibilidade extrema).

A for­mação do caráter

É a fadi­ga e o tra­bal­ho difí­cil de toda a vida, na luta con­tra o próprio “eu” feri­do pelo peca­do orig­i­nal e ten­dente ao egoís­mo ou amor próprio: ao orgul­ho int­elec­tu­al ou a ignorân­cia bru­ta; a fraque­za de von­tade ou a obsti­nação cega; a exces­si­va sen­si­bil­i­dade ou a dureza de coração. É necessário então con­hecer a nós mes­mos até o fun­do não se recu­san­do ver tam­bém as rugas e as feri­das mais recôn­di­tas da nos­sa per­son­al­i­dade, para lhe poder pre­mu­nir con­tra os males e edu­car pos­i­ti­va­mente.


O TEMPERAMENTO

 

Natureza do tem­pera­men­to

O tem­pera­men­to é o con­jun­to das tendên­cias e incli­nações que fluem a par­tir da con­sti­tu­ição fisi­ológ­i­ca do homem. No estu­do do tem­pera­men­to prevalece à parte cor­pórea do homem sem negar a racional ou espir­i­tu­al, como no caráter prevalece o ele­men­to racional ou espir­i­tu­al da alma humana, sem negar o sen­sív­el e cor­póreo. O tem­pera­men­to é a índole nat­ur­al e ina­ta do homem.

Os qua­tro tem­pera­men­tos fun­da­men­tais

Nen­hum tem­pera­men­to existe no esta­do puro, mas coex­iste com os out­ros ain­da que pre­domine sobre os out­ros.  A clas­si­fi­cação clás­si­ca, que remon­ta a Hipócrates, é – segun­do os mestres de espir­i­tu­al­i­dade – aque­la que mais cor­re­sponde à real­i­dade, essa enu­mera qua­tro tem­pera­men­tos fun­da­men­tais: o san­guí­neo, o ner­voso, o coléri­co e o fleumáti­co. Vejamos-lhes jun­tos.

  • O Tem­pera­men­to San­guí­neo é aque­le que pre­dom­i­na no exci­tar-se facil­mente e forte­mente, rea­gir ime­di­ata­mente e brus­ca­mente, mas a impressão ou a exci­tação não é duráv­el e é logo esque­ci­da.

a)      Qual­i­dade: o san­guí­neo é afáv­el, ale­gre, aber­to, entu­si­as­ta, sim­páti­co, com­pas­si­vo com o neces­si­ta­do e sub­mis­so diante dos supe­ri­ores, é tam­bém espon­tâ­neo e fran­co (até a incon­veniên­cia). Se for injuri­a­do responde injurian­do, mas ime­di­ata­mente esquece e não guar­da ran­cor. Ele é fun­da­men­tal­mente otimista, não se des­en­co­ra­ja facil­mente diante das difi­cul­dades e espera sem­pre um bom êxi­to. Acei­ta piadas e brin­cadeiras não mal­dosas, tem o espíri­to de humor. É lev­a­do a amizade e a relações soci­ais, tem uma inteligên­cia viva, bril­hante, mas não muito pro­fun­da.  Tam­bém é lev­a­do para ativi­dades práti­cas mais que para aque­las espec­u­la­ti­vas, não tem a condição do “sapi­ente”, mas tem boa memória, fan­ta­sia e oratória. Os defeitos que pre­cisam ser cor­rigi­dos com a boa edu­cação são a super­fi­cial­i­dade e o des­cui­do os quais devem ser cor­rigi­dos com a pro­fun­di­dade e a sutileza.

b)      Defeitos: a super­fi­cial­i­dade, a incon­stân­cia e cer­ta tendên­cia a sen­su­al­i­dade e a preguiça. De fato, des­de que é muito rápi­do e bril­hante, lhe parece ter enten­di­do ime­di­ata­mente tudo, quan­do ao invés apren­deu ape­nas a pon­ta do ice­berg. Daqui deri­va a inex­atidão, a emis­são de juí­zos apres­sa­dos, inex­atos e incom­ple­tos, ain­da que não total­mente pri­va­dos de fun­da­men­to.  Além dis­so, porque as suas impressões não duram muito, é lev­a­do tam­bém a incon­stân­cia no bem e no esforço. Ele não ama a abne­gação, o sac­ri­fí­cio e o esforço. Pode sofr­er de mudanças de humor, pode cair facil­mente diante das ten­tações, mas se arrepende ime­di­ata­mente (por exem­p­lo, São Pedro Após­to­lo), porém, o mes­mo facil­mente pode­ria recair por frag­ili­dade não por malí­cia con­suma­da. Enfim, dado que tem uma natureza ardente ou fogosa, é lev­a­do a paixão ou a sen­su­al­i­dade.

 

c)      Edu­cação: nor­mal­mente a boa edu­cação ou cor­reção se baseia sobre a diminuição dos defeitos e o incre­men­to de qual­i­dades. Então o san­guí­neo deve dar a sua índole ten­den­cial­mente exu­ber­ante e voli­ti­va um fim nobre. Mais que reprim­ir ocorre sub­li­mar ou eno­bre­cer as tendên­cias que se encon­tram na natureza humana. Prin­ci­pal­mente sub­li­mação e secun­dari­a­mente mor­ti­fi­cações, as quais, no entan­to, nun­ca devem ser excluí­das ain­da que não devam ocu­par o primeiro lugar: as águas impetu­osas arras­tam todas as repre­sas, se antes não é cor­re­ta­mente dire­ciona­da e encana­da.

 

  • O Tem­pera­men­to Ner­voso no começo não se esquen­ta facil­mente, mas depois é lev­a­do a recor­dar a lon­go as injustiças cometi­das con­tra ele, é assaz pro­fun­do ain­da se não vis­toso ou bril­hante.

 

a)      Qual­i­dade: o ner­voso é menos vivo e bril­hante, mas mais pro­fun­do e con­stante. Ele é incli­na­do nat­u­ral­mente a reflexão, a solidão, a qui­etude, a vida inte­ri­or e con­tem­pla­ti­va (por exem­p­lo São João Após­to­lo). Nor­mal­mente é sóbrio e dono de si, não é muito atraí­do pelas paixões.

b)      Defeitos: tendên­cia exager­a­da a tris­teza e a sen­si­bil­i­dade extrema, ao pes­simis­mo, a timidez, a descon­fi­ança e ao despre­zo.

c)      Edu­cação: ocorre aper­feiçoar a pro­fun­di­dade do ner­voso, a sua con­cen­tração int­elec­tu­al e voltá-la para Deus distraindo‑a de si mes­ma. Infundir-lhe con­fi­ança, esper­ança em Deus e em si mes­mo. Ocorre faz­er-lhe evi­tar a suscetibil­i­dade, a descon­fi­ança cor­rigi­da por um otimis­mo cora­joso e realís­ti­co.

 

  • O Tem­pera­men­to Coléri­co se infla­ma ime­di­ata­mente e com vio­lên­cia, mas difer­ente do san­guí­neo não esquece facil­mente.

 

a)      Qual­i­dade: a ativi­dade con­stante e inten­sa, o int­elec­to agu­do, a von­tade forte, a mag­na­n­im­i­dade e bon­dade. A inteligên­cia pro­fun­da do coléri­co é ten­den­cial­mente volta­da a ação práti­ca e ráp­i­da. Isto a tor­na um bom supe­ri­or ou chefe e após­to­lo (por exem­p­lo, San­to Iná­cio de Loy­ola).

b)      Defeitos: a tenaci­dade ou força de caráter o expõe a cer­ta dureza nos mod­os, a obsti­nação, a insen­si­bil­i­dade e a iras­ci­bil­i­dade. Pode ser víti­ma do dese­jo de vin­gança, da cru­el­dade, do dese­jo de coman­dar e prevale­cer, da here­sia e da ação.

c)      Edu­cação: o coléri­co pre­cisa tornar dono de si mes­mo, sobre­tu­do não deve agir pre­cip­i­tada­mente, mas voltar, refle­tir e agir com cal­ma. Além dis­so, deve se com­por­tar o coléri­co de modo a supor­tar os débeis e molestos, a não humil­har ninguém, a não exerci­tar a autori­dade tirani­ca­mente, mas dócil e edu­cada­mente.

 

  • O Tem­pera­men­to Fleumáti­co ou Apáti­co não se exci­ta facil­mente e se o faz é de for­ma débil e plá­ci­da. Esquece ime­di­ata­mente as impressões rece­bidas.

 

a)      Qual­i­dade: o fleumáti­co tra­bal­ha lenta­mente, mas con­stan­te­mente. Não deve ser sub­meti­do a um esforço muito grande. Se ofen­di­do não se ressente, per­manece tran­qui­lo e judi­cioso. Não é sujeito a fortes paixões ou ten­tações. Tem a paciên­cia do car­tuxo, mas lhe fal­tam a cria­tivi­dade do gênio ou do artista e o entu­si­as­mo. Todavia se é bem deter­mi­na­do, deva­gar chega invari­avel­mente e com otimis­mo aos resul­ta­dos do seu escopo (por exem­p­lo, S. Tomás de Aquino, o “boi mudo”).

b)      Defeitos: a lentidão exces­si­va, a tendên­cia ao egoís­mo e a fal­ta de ideais.

c)      Edu­cação: se si incul­car ao apáti­co pro­fun­das con­vicções e se o estim­u­la a ação con­stante, metódi­ca e não vio­len­ta ou ráp­i­da, pouco a pouco chegará ao topo.

Con­clusão

A real­i­dade é sem­pre mais com­plexa que os esque­mas espec­u­la­tivos. Em um indi­vid­uo se encon­tram mis­tu­ra­dos vários ele­men­tos de todos os qua­tro tem­pera­men­tos. Todavia se tem um que é pre­dom­i­nante, ele que nos per­mite “cat­a­logá-lo” ou mel­hor, indi­viduá-lo sem arquivá-lo defin­i­ti­va­mente.

O tem­pera­men­to ide­al é aque­le que une os dotes do san­guí­neo (simpatia/vivacidade/altruísmo), do ner­voso (profundidade/sensibilidade), do coléri­co (ativi­dade inexaurível/tenacidade e força de von­tade) e do fleumáti­co (domínio de si mesmo/prudência/perseverança).

Fácil falar, difí­cil mas não impos­sív­el de faz­er, com a aju­da de Deus.

Omnia pos­sum in Eo qui me con­for­t­at” (San Pao­lo).

d. Curzio Nitoglia

21 mag­gio 2011

 

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Notas:

 

[1] Cfr. J. De Guib­ert, O caráter, Tori­no, Mari­et­ti, 1945; A. Tan­querey, Com­pên­dio de Teolo­gia Ascéti­ca e Mís­ti­ca, Roma-Brux­elles, Desclée, 1928; A. Royo Marìn, Teolo­gia da per­feição cristã, Roma, Pao­line, 1960.