VERDADEIRO E FALSO CRISTIANISMO


Apologética, Espiritualidade / segunda-feira, fevereiro 22nd, 2016

 

clip_image002

PADRE CURZIO NITOGLIA

[Tradução: Ged­er­son Fal­cometa]

14 de maio de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/vero_e_falso_cristianesimo.htm

 

● A VERDADEIRA VIDA não con­siste uni­ca e exclu­si­va­mente em se ali­men­tar e beber, em diver­tir-se e provar emoções e praz­eres. Tudo isto soz­in­ho não tem saí­da, não tem fim nem ide­al: leva a morte sem esper­ança de ressur­reição. É uma vida pura­mente ani­mal a qual fal­ta o essen­cial daqui­lo que nos tor­na home­ns: o “racional”, ou seja, con­hecer a Ver­dade e amar o Bem com uma per­spec­ti­va sobre­nat­ur­al e eter­na. O homem, na ver­dade, é um “ani­mal racional” (Aristóte­les). O cristão além de homem tem em si a ordem sobre­nat­ur­al, Deus, pre­sente na sua alma, através da Graça san­tif­i­cante, mas de maneira lim­i­ta­da e fini­ta.

● O CRISTIANISMO INTEGRAL é uma coisa séria, não con­hece meias medi­das, os com­pro­mis­sos, os aco­moda­men­tos e as mis­turas dos princí­pios. Dos princí­pios abso­lu­ta­mente cer­tos (Fé e Moral) tira con­clusões lóg­i­cas, que lev­am a uma vida fei­ta de Con­hec­i­men­to da Ver­dade (Fé) e amor do Bem (Cari­dade). Mas não se pode con­hecer o Ver­dadeiro sem com­bat­er o fal­so e o erro; não se pode amar o Bem sem odi­ar ou sep­a­rar-se do mal. “Mili­tia est vita homin­is super ter­ram” (Jó). É pre­ciso ser abso­lu­ta­mente inte­gro e intran­si­gente nos princí­pios, mes­mo se “elás­ti­cos”, mis­eri­cor­diosos e com­preen­sivos por uma frag­ili­dade e lim­i­tação nas questões de meios e de práti­cas.

● “A GRAÇA NÃO DESTRÓI A NATUREZA, a pres­supõe e a aper­feiçoa” (San­to Tomás de Aquino). Por­tan­to, deve­mos antes ser ver­dadeiros home­ns e em segui­da bons cristãos. Na ver­dade, A vida nat­ur­al é a união da alma com o cor­po, a vida sobre­nat­ur­al ou cristã é a união da alma com Deus. A morte é a sep­a­ração da alma do cor­po, a danação é a sep­a­ração da alma de Deus por causa do peca­do.

● Ser VERDADEIRO E INTEGRALMENTE CRISTÃO sig­nifi­ca cam­in­har para uma meta que é Deus, sem desviar para a dire­i­ta ou para a esquer­da, por quan­to a humana lim­i­tação pos­sa per­mi­ti-lo. Uma das recomen­dações prin­ci­pais que deve­mos nos faz­er sem­pre é aque­la de não men­tir jamais a nós mes­mos e a Deus que vê cada coisa mes­mo os pen­sa­men­tos mais recôn­di­tos. É pre­ciso aderir a Ver­dade mes­mo se não nos dá praz­er e se nos repugna.

● O ver­dadeiro CRISTIANISMO é o con­trário do MODERNISMO (“a cloa­ca para qual con­fluem todas as here­sias”, São Pio X) para o qual não existe uma Ver­dade abso­lu­ta, obje­ti­va, esta­b­ele­ci­da, mas tudo é pro­duzi­do pelas exigên­cias ou pelo capri­cho humano. Deus é o pro­du­to do homem! Que absur­di­dade, depravação e degen­er­ação! O mod­ernismo é uma religião arru­ina­da, infer­nal, degen­er­a­da e inver­ti­da. Pelo con­trário, o ver­dadeiro cris­tian­is­mo inte­gral tem um úni­co Fim, obje­ti­vo, o qual para se com­preen­der é pre­ciso estar dis­pos­to a tudo, mes­mo a rene­gar ou diz­er não a nós mes­mos, aos nos­sos capri­chos, inter­ess­es, gos­tos e praz­eres, em resumo o eu cor­rompi­do pelo peca­do orig­i­nal que ao invés é idol­a­tra­do pelo mod­ernismo sub­je­tivista. Eis a con­tra­posição irrec­on­cil­iáv­el entre cris­tian­is­mo e mod­ernismo, entre Cristo e Satanás, entre luz e trevas, entre “eu” fal­so e feri­do e Deus.

● Esta é a nos­sa Fé, mas “a Fé sem as obras é mor­ta” (S. Tia­go II, 20). Então, é necessário tirar-lhes as con­clusões e aplicar-lhe na vida práti­ca e cotid­i­ana. Saber e quer­er devem cam­in­har jun­tos, o solo con­hec­i­men­to “incha”, a sola von­tade é cega. Nós somos feitos para “con­hecer, amar e servir Deus e medi­ante isto sal­var a nos­sa alma” (Cate­cis­mo de São Pio X).

O bom uso das criat­uras é indis­pen­sáv­el para a ver­dadeira e boa vida cristã. As criat­uras (com­preen­den­do nós) são meios e instru­men­tos aptos a nos faz­er com­preen­der o Fim Ulti­mo que é um só: Deus. Então, não deve­mos servir lhes mas faz­er uso delas (no sen­ti­do bom e não util­i­tarista do ter­mo). Isto é,  se lhes empre­ga “tan­to quan­to nos aju­dam a col­her o Fim, nem mais nem menos” (S. Iná­cio de Loio­la). Tam­bém nós somos criat­uras e meios para os out­ros. Não deve­mos nos tro­car pelo Fim. Isto é nar­ci­sis­mo des­or­de­na­do não cris­tian­is­mo. A ordem é o meio orde­na­do ao Fim.

A des­or­dem é quan­do o homem se colo­ca no lugar de Deus. Todos os maus derivam des­ta des­or­dem, que é a sub­ver­são da ordem div­ina. O Mod­ernismo é essen­cial­mente esta rev­olução antropocên­tri­ca. Não é um peca­do de fraque­za ou frag­ili­dade, mas do espíri­to e de firme propósi­to, cien­tifi­ca­mente estu­da­do e firme­mente dese­ja­do. Deus não é o primeiro ou o Fim nem no int­elec­to, nem na von­tade e nem sequer na sen­si­bil­i­dade do homem, mas o Homem é o “Fim” para si mes­mo (Gaudi­um et spes, 24) e Deus uma pro­dução sua!

● “Et ab occultis meis mun­da me”, de fato, cada um de nós ain­da que não seja mod­ernista, pode por fraque­za, colo­car Deus em segun­do plano, mes­mo não explici­ta­mente ou não ple­na­mente con­sciente, mas prati­ca­mente no bem que faz ou acred­i­ta faz­er.   Estas são as imper­feições que não vemos ple­na­mente ou não quer­e­mos ver, procu­ran­do ocultá-las aos nos­sos olhos. Mas não podemos escondê-las aos “olhos” de Deus. Faze­mos o bem para “glo­ri­ficar” o nos­so amor próprio mais que para dar glória só a Deus. É fal­ta de pureza de intenção. É pre­ciso ter atenção, porque “o homem olha a ação, mas Deus a intenção” (Imi­tação de Cristo) e no dia do Juí­zo nos encon­traremos de mãos vazias diante de Deus, ten­do feito o bem para nós mes­mos e para a nos­sa “glória” através de uma sec­re­ta e imper­cep­tív­el com­placên­cia nas nos­sas capaci­dades e ações. Deve­mos faz­er caso só ao olhar de Deus e ao seu Juí­zo. Se nos deix­am­os influ­en­ciar pelos olhos e pelos juí­zos do homem sig­nifi­ca que Deus não tem prati­ca­mente e real­mente o primeiro lugar em nós. Deve­mos ape­nas pen­sar naqui­lo que acon­tece em nós de bem, para agrade­cer a Deus ou de mal para nos cor­ri­gir­mos e não naqui­lo que acon­tece em torno de nós: seria respeito humano. Quan­do nos colo­camos no primeiro lugar, na práti­ca se não com palavras, vive­mos na men­ti­ra. “Todos os males da nos­sa vida derivam do exces­si­vo temor de desagradar aos out­ros ou do dese­jo des­or­de­na­do de ser apre­ci­a­dos por eles” (Imi­tação de Cristo). Deve­mos pedir a Deus a luz e a força para endi­re­itar esta fal­ha, que sub­siste na pro­fun­deza da nos­sa alma. Somente quan­do Deus for o primeiro na nos­sa vida, não só em palavras, mas tam­bém nos fatos, então ser­e­mos ver­dadeira­mente cristãos.

Orgul­ho e Humil­dade. A ver­dadeira humil­dade de coração e não só de palavras con­siste na ver­dade. A nos­sa vida é cri­a­da e nos é dada por Deus para Deus. A fal­si­dade é pen­sar que a nos­sa vida é dirigi­da por nós e para nós.

Docil­i­dade e For­t­aleza são as duas vir­tudes de que pre­cisa o ver­dadeiro cristão para supor­tar, aceitar e agir. Docil­i­dade na aceitação e vir­il­i­dade na ação. Sem docil­i­dade a for­t­aleza se trans­mu­taria em cru­el­dade e sem for­t­aleza a docil­i­dade em covar­dia. Deve­mos unir estas duas vir­tudes, como o int­elec­to e a von­tade. Para dar um exem­p­lo: temos ami­gos, mas tam­bém inimi­gos. É fácil viv­er com os ami­gos (ain­da se ape­nas um é ver­dadeiro ami­go que não trai jamais: Jesus Cristo). “O inimi­go de hoje talvez será o ami­go de aman­hã e o ami­go de hoje poderá ser o inimi­go de aman­hã” (Imi­tação de Cristo). Humana­mente falan­do é difí­cil viv­er com os inimi­gos. Então, é pre­ciso saber trans­for­mar em tesouro, sobre­nat­u­ral­mente, das ale­grias de uns e das penas dos out­ros para exerci­tar a vir­tude da paciên­cia e de for­t­aleza. Penas e jóias são meios que devem nos aju­dar a chegar ao Fim que é Deus. Tudo deve servir para o nos­so desen­volvi­men­to: lou­vores e afrontas. Se vive­mos ape­nas para o nos­so praz­er não colo­camos Deus no primeiro lugar. Ao invés, se Deus é real­mente o Fim ulti­mo da nos­sa vida, então, as ale­grias dos ami­gos e as penas dos inimi­gos nos aju­daram como instru­men­tos para nos unir a Deus. Peçamos a ele a graça de “saber supor­tar quem nos é adver­so e de evi­tar quem nos adu­la e lison­jeia” (Imi­tação de Cristo).  

Aceitar e Faz­er. Esta é a vida cristã. Aceitar tudo aqui­lo que Deus per­mite, mes­mo aqui­lo que nos repugna, para faz­er a Von­tade de Deus, mes­mo se é cru­ci­f­i­cante. Cruz deri­va do latim cru­cia­ri, ou seja, ser ator­men­ta­do. Quem recusa de ser ator­men­ta­do recusa a Cruz e Jesus, e então se fecha o Paraí­so. A ver­dadeira união com Deus é a união moral ou da Von­tade, é a uni­formi­dade a Von­tade de Deus. Estou real­mente em comunhão, ou em união de vida comum com Deus, se aceito a Sua Von­tade em tudo aqui­lo que me acon­tece e faço o meu dev­er ain­da que me pese e não me agrade.

● Encon­tramo nos mais uma vez diante da oposição per diametrum entre Cris­tian­is­mo e Mod­ernismo. O primeiro acei­ta das mãos de Deus tudo, ale­grias e dores; “Deus deu, Deus tirou, seja ben­di­to o Nome do Sen­hor!” (Jó). O segun­do nos diz que “Deus” é um pro­du­to das neces­si­dades do sub­con­sciente humano, para tornar o homem feliz e sat­is­feito por si na exper­iên­cia ou no sen­ti­men­tal­is­mo reli­gioso. Deus é uma excrecên­cia do ego­is­mo humano para saciar-se maior­mente a si, é qual­quer coisa que o homem se dá para ser ain­da mais real­iza­do como Homem.

Aparên­cia e Real­i­dade. For­ma e sub­stân­cia. Tudo aqui­lo que o egoís­mo chama adver­si­dade ou feli­ci­dade é a aparên­cia, a super­fí­cie, sob a qual se esconde a sub­stân­cia: a Von­tade de Deus, como Jesus está real­mente pre­sente sob as aparên­cias ou espé­cies da hós­tia de pão. Ora, se quer­e­mos faz­er a Von­tade de Deus deve­mos aceitar das suas mãos tudo: as ale­grias e as dores. A Von­tade de Deus está em toda parte e nós deve­mos ser felizes em toda ocasião, mes­mo nas aparên­cias da adver­si­dade, ven­do a sub­stân­cia da div­ina Von­tade, que somente pode nos dar a ver­dadeira paz da alma. Cer­ta­mente esta paz, imper­mutáv­el do coração, que nada altera no fun­do da alma, mes­mo se a sen­si­bil­i­dade lhe ressente, não é fru­to dos nos­sos esforços, mas da Graça de Deus. Peçamos lhe a Deus: é o dom mais pre­cioso que podemos obter: cal­mos e com­pos­tos na ale­gria, cal­mos e serenos na dor.

a Ver­dadeira Paz Social.Não exis­tem profis­sões baixas, exis­tem ape­nas home­ns baixos”. Qual­quer profis­são, qual­quer condição social é queri­da por Deus. Como no cor­po humano exis­tem os pés, as per­nas, o coração e a cabeça, assim é no cor­po social. E como os pés não podem faz­er nada sem a cabeça, assim a cabeça não pode desprezar os pés porque são “baixos” (Apól­o­go de Menênio Agri­pa).

a Med­i­tação não serve para obri­gar a Deus a faz­er a nos­sa von­tade, mas para obter­mos a força para faz­er a Sua von­tade. Rezar, sobre­tu­do men­tal­mente, sig­nifi­ca nos aprox­i­mar­mos de Deus, entrar em comunhão de pen­sa­men­to e de von­tade com Ele. Se todos os nos­sos pen­sa­men­tos e as nos­sas reflexões se tor­nam oração, então, encon­traremos a ver­dadeira união com Deus e a ver­dadeira paz da alma.

Con­clusão

Tudo isto parece exager­a­do e impos­sív­el. Do pon­to de vista pura­mente nat­ur­al o é, mas: “tudo pos­so Naque­le que me for­t­alece” (São Paulo). Todavia o egoís­mo, a própria como­di­dade, o capri­cho são quase onipresentes nas nos­sas obras e na nos­sa natureza feri­da pelo peca­do orig­i­nal. É pre­ciso sem­pre retornar aos princí­pios do cris­tian­is­mo, deci­di­dos a segui-los até nas suas ulti­mas con­se­quên­cias, sem aco­modar lhes aos nos­sos capri­chos. Os princí­pios não con­hecem aco­moda­men­tos: 2+2=4, sem­pre 4 não quase 4 ou 4 e algu­ma coisa. Ao invés, quan­do se tra­ta de méto­do, de como empre­gar os meios podemos ser elás­ti­cos e con­cre­tos. Firmeza nos princí­pios porque se acred­i­ta, doçu­ra nos meios porque se ama. Se nos deixar­mos dom­i­nar por capri­chos no cam­po dos princí­pios ser­e­mos “canas agi­tadas pelo ven­to”. Os capri­chos por definição mudam con­tin­u­a­mente e sem um porque. Se fal­tam os princí­pios ou se são diluí­dos em água,serão menos os ver­dadeiros cristãos, para dar lugar aos meio-cristãos. O cristão deve esforçar-se para ser um alter Chris­tus.

Ora,

1º) Cristo é Deus e como Deus não muda, assim o cristão deve procu­rar não mudar con­tin­u­a­mente os princí­pios do seu agir.

2º) Cristo é ver­dadeiro homem, então não deve­mos destru­ir a natureza humana em nós, mas educá-la e elevá-la sobre­nat­u­ral­mente.

3º) Em Cristo a natureza humana e a div­ina são unidas na Pes­soa do Ver­bo, mas não são mis­tu­radas, con­fun­di­das, são man­ti­das na sua inte­gri­dade da Pes­soa div­ina. Assim o cristão deve procu­rar sub­or­di­nar e unir a natureza a Graça, recor­ren­do ao Ver­bo divi­no.

4º)Cristo não tem pes­soa humana, existe uma só Pes­soa div­ina que faz sub­si­s­tir em Si a natureza div­ina e a humana. Assim o cristão dev­e­ria procu­rar perder a sua fal­sa per­son­al­i­dade humana feri­da pelo peca­do orig­i­nal, para faz­er viv­er em si a Pes­soa de Cristo. “Vivo, iam non plus ego, sed Chris­tus viv­it in me; Mihi vivere Chris­tus est et mori lucrum” (San Pao­lo). Somente os san­tos, que fiz­er­am viv­er per­feita­mente Cristo em si e perder­am a sua vel­ha per­son­al­i­dade feri­dade e des­or­de­na­da, são home­ns nor­mais, cristãos per­feitos e inte­grais, porque aniquila­ram a inde­pendên­cia do fal­so “eu” diante do Eu de Cristo.

Por­tan­to,

1º) deve­mos tra­bal­har pelo aper­feiçoa­men­to do ele­men­to divi­no em nós, medi­ante a Graça san­tif­i­cante;

2º) do humano medi­ante a edu­cação e a sub­mis­são da sen­si­bil­i­dade ao int­elec­to e a von­tade;

3º) deve­mos em segui­da unir a nos­sa pes­soa humana a div­ina, afa­s­tan­do todo obstácu­lo entre Ele e nós;

4º) e enfim perder ou uni­formizar total­mente a nos­sa von­tade ou per­son­al­i­dade a Von­tade div­ina, nos fazen­do guiar por Ele.

São Paulo nos con­vi­da “Somos fortes no Sen­hor, con­fiemos em seu poder. Nos revis­ta­mos da armadu­ra de Deus para resi­s­tir aos assaltos do dia­bo. Porque a luta que deve­mos sus­ten­tar não é con­tra os seres feitos de carne e sangue, mas con­tra os príncipes das trevas, con­tra os espíri­tos malig­nos. Aos rins o cin­to da ver­dade; ao peito a couraça da justiça; aos pés a calçadu­ra do Evan­gel­ho; no braço o escu­do da fé; na cabeça o elmo da esper­ança; nas mãos a espa­da do espíri­to” (Efes., VI, 10–17).

Não podemos per­manecer indifer­entes con­tra os assaltos ao que para nós é mais pre­cioso: a nos­sa Fé, a nos­sa Religião, o nos­so Deus e a Sua Igre­ja. Se con­seguirmos ser fiéis a sev­eri­dade dos princí­pios e da dis­ci­plina pro­je­ta­da, nada poderá nos ater­rorizar e a vitória final será nos­sa e sobre­tu­do de Deus conosco. Se temos ideias ver­dadeiras e não aguadas na cabeça, amor sobre­nat­ur­al no coração e na von­tade, sangue regen­er­a­do pelo Sac­ri­fí­cio de Cristo nas veias, poder­e­mos faz­er algu­ma coisa de pequeno no mun­do pre­sente. Na ver­dade, há um poder, que não é nos­so, mas do qual podemos par­tic­i­par neste mun­do, que tri­un­fa sobre tudo e está é a nos­sa Fé (I Jo.,V, 4).

 

d. CURZIO NITOGLIA

 

14 de maio de 2011

http://www.doncurzionitoglia.com/vero_e_falso_cristianesimo.htm