P. CARTECHINI, S.J.: CRITÉRIOS PARA RECONHECER AS VERDADES DOGMÁTICAS


Teologia

Antes de expor este critério, que é a via mais comum para deter­mi­nar a ver­dade de fé católi­ca, é pre­ciso faz­er algu­mas obser­vações impor­tantes.

Para que as decisões de um Con­cílio ten­ham val­or dog­máti­co, o Con­cílio deve ser ecumêni­co e legí­ti­mo, ape­nas em tal caso ele goza do caris­ma da infal­i­bil­i­dade. De fato, Jesus Cristo prom­e­teu a infal­i­bil­i­dade a Igre­ja uni­ver­sal e não as sin­gu­lares igre­jas par­tic­u­lares. Os Con­cílios par­tic­u­lares não são infalíveis: porém as suas decisões podem adquirir um val­or uni­ver­sal e defin­i­ti­vo, se em segui­da inter­vém a aprovação do romano pon­tí­fice. Assim, ocor­reu com o Con­cílio Con­tan­ti­nop­o­li­tano Iº  (em 381: D. 85), para o Cartag­inês con­tra os pela­gianos (em 418: D. 101 ss.), o Arau­si­cano con­tra os semi­pela­gianos (em Orange 529: D. 174 ss.). A autori­dade, por­tan­to, destes Con­cílios, se bem que em origem par­tic­u­lares, de fato é como aque­la dos Con­cílios ecumêni­cos.

03/12/2017

P. CURZIO NITOGLIA: INTRODUÇÃO A VERDADEIRA NOÇÃO DE MAGISTÉRIO


Teologia

Recen­te­mente apare­ce­r­am arti­gos e livros, que, para defend­er a Tradição e a Igre­ja, ou exager­aram o alcance do Mag­istério, fazen­do dele um “Abso­lu­to” ou o min­i­mizaram e quase o aniquila­ram, negan­do lhe a função de “inter­pre­tar a Tradição e a S. Escrit­u­ra”. Onde para evi­tar o erro por exces­so (que abso­l­u­ti­za o Mag­istério) e por defeito (que min­i­miza a sua real­i­dade) sobre este argu­men­to, resumo aqui­lo que escreveu no pas­sa­do [1] e recen­te­mente mons. Brunero Gher­ar­di­ni (cfr. Dis­pu­ta­tiones The­o­log­i­cae) e aqui­lo que se encon­tra nos mel­hores man­u­ais de ecle­si­olo­gia, que serão cita­dos nas notas.

31/03/2016

P. SISTO CARTECHINI: DA OPINIÃO AO DOGMAPREFÁCIO E QUADRO DE NOTAS TEOLÓGICAS


Teologia

Se em toda ciên­cia, mais que a quan­ti­dade e a qual­i­dade das noções esparsas, é útil bem con­hecer o grau de certeza dos seus pres­su­pos­tos e dos seus princí­pios, e a ordem das suas deduções, isto vale espe­cial­mente no cam­po da fé e na ciên­cia teológ­i­ca. Daqui a neces­si­dade do estu­do orde­na­do dos dados rev­e­la­dos, o qual, se em qual­quer medi­da é requeri­do a todos os crentes para ofer­e­cer a Deus um ato de cul­to racional (Rm 12, 1), e tam­bém aos crentes para se explicar aos não crentes a racional­i­dade do quan­to creem, maior razão se adi­ciona a quan­tos bus­cam o pleno pos­ses­so dos dados rev­e­la­dos para se ren­der con­ta que a nos­sa fé exclui toda dúvi­da, e é lumi­nosa e cer­ta não menos que os axiomas e as cat­e­go­rias matemáti­cas.

15/03/2016